sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ibogaína - Relato de quem já usou

Ibogaína: droga usada para curar a dependência

Tratamento é feito com uma dose de substância extraída da raiz de uma planta africana. Medicamento não é regulamentado pela Anvisa
(Gabriel Azevedo - Gazeta do Povo)

Diogo Nascimento Busse, 28 anos, era usuário de drogas. Du­­rante 13 anos, a vida dele foi semelhante à de outros usuários: mesmo estudando e trabalhando normalmente, passava dias fora de casa e chegou a sofrer alguns acidentes. Tentou inúmeros tratamentos psiquiátricos, psicológicos, medicamentos e internações. Nada deu resultado. Sem saída, mas com esperança de largar a dependência, há dois anos e meio, a curiosidade empurrou Busse para uma substância pouco conhecida no Brasil: a ibogaína.

Substância extraída da raiz da iboga, arbusto encontrado em países africanos, a ibogaína é usada para fins terapêuticos no país há dez anos, por uma única clínica, com sede em Curitiba. Nesse período, 130 usuários de drogas usaram o medicamento, Diogo foi um deles. Há dois anos e meio livre do crack, o advogado e professor universitário conta como foi a experiência. “Foi um renascimento. Foi uma viagem espiritual, de autoconhecimento, expandiu meus horizontes. É inexplicável. Hoje eu analiso o passado e não tenho lembranças positivas daquele tempo”, diz.

De acordo com o médico gastroenterologista da clínica Bruno Daniel Rasmussen Chaves, a ibogaína produz uma grande quantidade do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, o que ajuda o paciente a perder a vontade de usar drogas. A ibogaína, segundo ele, também produz serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. A droga é processada na Inglaterra e vendida em forma de cápsulas. O preço de uma unidade, quantidade suficiente para o tratamento, gira em torno de R$ 5 mil.

As imagens que as pessoas enxergam enquanto estão sob o efeito da droga, segundo o médico, são sonhos. “Não se trata de alucinações, a ibogaína não é alucinógena. É como sonhar de olhos abertos, só que durante muito tempo. Durante o sono temos apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas. Com a ibogaína são 12 horas”, explica Chaves.


Não é um milagre

Mesmo que os resultados sejam animadores – a taxa de recaída entre os usuários da ibogaína gira em torno de 15%, enquanto nos tratamentos convencionais varia entre 60% e 70% – a substância não é um milagre e nem faz tudo sozinha. De acordo com a psicóloga Cleuza Canan, que há mais de 30 anos trabalha com dependência química, os pacientes passam por três fases. “Avaliamos clinicamente e psiquicamente o paciente. Existe uma fase de desintoxicação. São necessários 60 dias de abstinência para o paciente ir para a ibogaína. Depois que ele toma, começa uma fase que consiste na reorganização e readaptação, com terapia individual e de grupo”, afirma.


A reportagem Gazeta do Povo conversou com ex-usuários de drogas que recorreram à ibogaína. Eles foram unânimes em afirmar que, depois de tomar a substância, nunca
mais tiveram vontade de se drogar. “Eu nunca mais tive vontade. Aquela fissura desapareceu. A droga é apenas uma lembrança, nada mais que isso”, diz um paciente que não quis se identificar. Segundo Cleuza, a recaída só é possível se o paciente mantiver os mesmos hábitos. “Se ele frenquentar os mesmos lugares, conviver com os mesmos amigos, achar que está imune”, explica.



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5 comentários:

  1. Esperança... Tudo o que precisávamos... Um pouco de esperança...

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  2. Com certeza Poly, vamos buscar informações e trazer para os nossos leitores e para nós mesmos um pouco de ESPERANÇA!

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  3. Eu gostaria de poder trocar e-mails com alguém que já usou a ibogaína.Tenho uma história semelhante a sua como codependente e quero muito poder ajudar alguém que amo e que hoje não tem mais esperanças, mas eu tenho esperanças e ainda hei de vê-lo curado. Por favor, se alguém puder compartilhar comigo um pouco sobre a experiência com a ibogaína eu agradecerei.

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    1. Anonimo, se vc tiver paciência para esperar, daqui uns 65 dias o filho de uma amiga minha vai sair da clinica que tem ibogaina, também estou esperando para ver o resultado. Só não poderei de te ajudar caso do rapaz desistir de tomar ibogaina, pois nesta clinica fica 2 meses desintoxicando e dai só fazem o tratamento com a iboga se o paciente aceitar, então estamos esperando para ver no que vai dar, eu tenho interesse pois tenho um filho dependente também.
      meu email é rbr_belusso@yahoo.com.br
      Coloque no ASSUNTO: ibogaina
      abraços Rita

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  4. http://banzzi.blogspot.com

    Blog sobre ibogaína, muito interessante.

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