domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vídeo Book - Trecho tirado do Cap. 1 - Foi Assim

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uso da Acupuntura como tratamento contra o Crack

Recentemente li uma reportagem que falava sobre o uso da acupuntura como auxílio no tratamento contra o crack, a idéia ainda gera controversas, mas, a Organização Mundial da Saúde, vem listando vários casos em que ficou comprovado que o tratamento tem sido eficaz.
Nos estudos feitos em animais, em laboratórios, foi comprovado que tal tratamento reduz a busca pela substância, mas, ainda em humanos o que se tem é pouco para ser considerado um tratamento.
Nos Estados Unidos, não é de agora que que utilizam a Acupuntura Auricular como forma de tratamento, alguns grandes hospitais e clínicas de recuperação, utilizam o método como uma ferramenta a mais, e muitos médicos acreditam que está tendo resultado, tanto com os dependentes de crack, quanto com os de cocaína.
Acho que deveria se investir mais em tais pesquisas, afinal, quem acompanha ou já acompanhou o tratamento de recuperação que um dependente é submetido, sabe o quanto é sofrido, e acho que tudo o que pode ser feito para aliviar e minimizar os efeitos físicos e psicológicos, é válido e bem vindo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

RESISTA

Essa mensagem chegou até mim, no momento em que eu mais precisava, eu passei a lê-la frequentemente, todas as vezes em que pensava em desanimar, todas as vezes que pensava que eu não conseguiria, que eu não seria mais capaz de continuar, eu recorria à ela para me animar e acreditem, funcionava!

                                                                         RESISTA

RESISTA um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que sua coragem esteja cochilando.
RESISTA mais um minuto e será fácil resistir aos demais.
RESISTA mais um instante, mesmo que a derrota seja um imã, mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.
RESISTA mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar, mesmo que a sua ESPERANÇA esteja no fim.
RESISTA mais um momento, mesmo que você não possa avistar ainda uma linha de chegada, mesmo que as inseguranças brinquem de roda à sua volta.
RESISTA um pouco mais, mesmo que sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
RESISTA porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas nascerá para você em breve, desde que você RESISTA

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Continuação Cap. I - Foi Assim

Certo dia, na minha casa, eu estava deitada sobre o colo dele e ele me fitando e sem saber explicar lágrimas começaram a sair de meus olhos e ao mesmo tempo, olhando nos olhos dele, percebi que também estavam marejados de lágrimas. Isso pode parecer ridículo, pode parecer invenção, mas foi exatamente desse jeito que aconteceu, sem entender choramos olhando um para o outro.
- O que houve? Eu perguntei
-Não sei dizer. Respondeu ele.  - Senti um aperto e também uma alegria e quando percebi já estava chorando.
Foram minutos de silêncio olhando um para o outro, eu senti o mesmo que ele e não sei dizer ao certo se a sensação era boa ou ruim, mas tal fato me marcou muito, pois vim a chorar muitas e muitas vezes depois, só que por um motivo que eu jamais imaginaria.
Eu trabalhava em uma loja de presentes, eu adorava meu emprego, foi o meu primeiro emprego e carrego comigo ótimas lembranças de lá, ele trabalhava em uma loja de ferramentas a pouco mais que um quarteirão do meu trabalho, isso facilitava para que nos víssemos mais vezes durante a semana.
O colégio em que eu estudava era caminho da casa dele, então, saíamos do trabalho e íamos juntos até o colégio e ainda sim, muitas vezes nos falávamos por telefone quando eu chegava em casa após a aula. Ele não estudava e eu não sabia ao certo o porquê, mas também, eu não era do tipo que fazia um interrogatório logo no começo do namoro. Ele era trabalhador e de família boa, fui muito bem recebida pela família dele, no começo, às vezes, eu sentia que eles me viam como a salvação para o Gabriel e eu não entendia o porquê, até que, um dia, estávamos sentados no banco do shopping, ele disse que queria conversar sobre o passado dele, sobre a sua história.
- Jú, faz pouco mais de dois anos que estou limpo - começou ele, e eu sem entender nada deixei que ele prosseguisse.
-Comecei a usar drogas ainda quando criança, logo que meus pais se separaram, não que isso justificasse - continuou ele - Na verdade, não sei se tem um motivo.
Ele fitou-me por alguns instantes esperando alguma reação negativa da minha parte, mas que reação negativa eu poderia ter se nem saber ao certo o que era drogas e diferenciá-las eu sabia?
- Na verdade, tem muita coisa sobre mim que preciso contar, sou filho adotivo, e também não uso isso como justificativa, mas minha mãe biológica, antes de me entregar ao orfanato, tentou me estrangular, eu quase morri por falta de ar, quando ainda era bebê.
Eu pude perceber a dor em seus olhos, eles pareciam arder em fogo, por mais que ele negasse, que ele dissesse que isso não justificava o fato dele ter começado a usar drogas, era difícil acreditar que ele, como filho, não sofresse por saber a verdade sobre sua mãe biológica, já está mais do que comprovado que a criança, quando não se sente amada, passa a ser uma criança insegura, e cresce com esse sentimento embutido em seu subconsciente, acho que com ele não foi diferente, pois em vários momentos, ele demonstrava ser uma pessoa totalmente insegura, com falta de autoconfiança.
- Mas a sua família adotiva gosta muito de você pelo o que pude perceber. Disse eu, tentando diminuir o peso das palavras que ele havia dito.
- Sim, eles gostam, mesmo depois de tudo o que eles já passaram por minha culpa. - ele fez uma pausa, mais uma vez, buscando em meu olhar alguma reação da minha parte, mas eu continuei firme, sentada ao seu lado segurando a sua mão.
-O que pode ser tão grave assim? - perguntei com um nó em minha garganta.
Desse momento em diante, passei a conhecer o sofrimento de um ex- usuário de drogas, que mais tarde, vim a aprender que não existe ex- usuário...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração da Serenidade - Completa


Oração da Serenidade
Foi para mim, um dos momento mais emocionantes, ouvir pela primeira vez, todos em uma roda, de mão dadas, em uma única voz:
Concedei-me, Senhor
A serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem para modificar aquelas que posso;
e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez; Desfrutando um momento de cada vez; Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz;
Aceitando, como Ele aceitou, este mundo tal como é, e não como Ele queria que fosse; Confiando que
Ele acertará tudo contanto que eu me entregue à Sua vontade; Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz com Ele eternamente na próxima.
Amém

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Wrong way - Parte 2 - Vale a pena assistir

Wrong way - Parte 1 - Excelente vídeo

Não pare, jamais

A cada dia, hora, minuto e segundo que se passa, me faz ter a certeza de que a vida é muito mais do que imaginamos.
A cada obstáculo, provação e barreira que nos é imposta, me faz crer que somos capazes de irmos muito além do que pensamos.
A cada lágrima derramada, a cada dor sentida, a cada momento de tristeza, me faz entender que não podemos fugir de nossas dificuldades e que se tentarmos fazê-lo, será em vão, porque no fim, ninguém passará por nós o que devemos passar, assim como, ninguém aprenderá por nós as lições tomadas à cada nova provação.
Sofrer faz parte do aprendizado e a cada momento de felicidade vivida, a cada alegria presenciada, a cada vitória merecida, me faz ter a certeza de que vale a pena se você tiver fé.
Apenas confie, acredite com todo o seu coração que vai dar certo, sinta dentro de você a certeza de que está no caminho certo e se não estiver, volte e recomece, mas não pare jamais.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CAP 1 - CONTINUAÇÃO

Senti borboletas em meu estômago, perdi a fala e as palavras pareciam que haviam sumido de minha mente e eu correndo desesperadamente atrás delas, pedindo para que não me abandonassem naquele momento, pois eu não sabia o que dizer, ele percebeu de imediato a minha ridícula situação e fez com que tudo parecesse normal. Eu estava desacostumada a tudo aquilo.
 Por incrível que pareça naquele fim de noite, apenas conversamos, trocamos telefones e fui embora com minhas amigas com a esperança de que no dia seguinte ele me ligasse e me ligou.
Eu já havia marcado de ir ao cinema com minhas amigas, mas nos encontramos no shopping após o filme e naquele mesmo dia começamos a namorar. Conversamos sobre tantas coisas, a sintonia era perfeita, tínhamos os mesmos gostos para tantas coisas, é incrível como no começo de um relacionamento há tantas afinidades, tantos interesses mútuos, tudo parece ser único, simples assim.
Ele era divertido, mesmo com o olhar doce e triste, conseguia me passar uma sensação boa, sem ser demagoga e sem ofender a imaginação de ninguém, eu sentia que estava próxima a um anjo quando estava ao seu lado, talvez, um anjo caído, e quando digo caído é pura e simplesmente pelo fato dele ter se tornado mais terreno do que celestial, por ele ter cedido às tentações, não tem o mesmo sentido de Anjo Caído (mal) que se conhece na história de Bíblia, era um anjo belo e protetor como os que imagino em minha mente.
Em pouco tempo, havíamos incluído um ao outro em nossas rotinas, onde fazíamos tudo juntos, todo tempo disponível que tínhamos, passávamos juntos. Talvez isso incomodasse aos outros, mas não a nós, não ficávamos juntos por obrigação, por sermos namorados, ficávamos juntos porque nos sentíamos incompletos quando estávamos longe um do outro.

CAP. 1 - FOI ASSIM

A música estava tocando e a pista de dança estava cheia, no palco bem acima de nós, o DJ com sua pick up se empolgava mais a cada música e em volta, luzes coloridas iluminavam o grande salão. Eu adorava sair para dançar, estava fazendo isso com freqüência nos últimos três meses, fazia alguns meses que eu estava “solteira” novamente, havia terminado um namoro de dois anos a pouco mais de cinco meses, e estava voltando a viver como uma adolescente de 17 anos, voltando a sair de casa com as amigas, voltando a sair para dançar que é a coisa que eu mais gostava de fazer.
Dançando, o meu mundo parava, era somente eu e minha mente no meio da pista, nada mais importava, tudo ficava perfeito, é a mesma sensação que sinto quando estou no mar, dançando eu me sentia livre e no mar eu sinto que tudo o que há de ruim é levado pelas ondas zerando tudo, recomeçando, ambas, são as sensações que eu mais gosto na vida.
Nos olhamos durante alguns momentos em que estivemos perto um do outro, minhas amigas perceberam, mas eu ainda não estava certa se ele estava me paquerando.
Ele tinha algo no olhar que eu não conseguia decifrar, era angelical e ao mesmo tempo triste, era intimidador e ao mesmo tempo convidativo, eles brilhavam sob a luz intensa da danceteria.
Pele branca como a neve, olhos vibrantes, mas tristes, buscando algo o tempo todo, escondendo algo, se escondendo. Eu o achei, ele me achou.
A noite foi passando, eu estava me divertindo com meus amigos e amigas, dançando, aproveitando a liberdade que há tempos não sentia, meu ex-namorado era extremamente ciumento, então, sair para dançar era um programa que não fazia mais parte do nosso cotidiano, por isso as noites de sábado havia se tornado especial para mim.
Já estava no fim da chamada balada quando ele veio falar comigo, quase que como em um sussurro, perguntou meu nome e se apresentou e foi assim que nos conhecemos.

PRÓLOGO

Comecei a escrever essa história quando tinha ainda 12 anos de idade e mal sabia eu, que anos mais tarde, a história se tornaria realidade, pode parecer coincidência, pode até ser a tal da lei da atração que diz que atraímos para nossas vidas tudo aquilo que desejamos e que não desejamos, somente pelo fato de pensar sobre, não sei ao certo, acontece que de certa forma, eu atraí para a minha realidade aquilo que eu havia escrito, com a diferença de que aos 12 anos eu não sabia ao certo o que era o chamado mundo das drogas, o que eu havia escrito, ainda com uma péssima caligrafia, não chegou nem perto da realidade que eu vim a vivenciar anos depois.
Na minha história, escrita para passar o tempo, um casal de adolescentes se apaixona e tempo depois, o jovem começa a usar drogas e a namorada passa a fazer de tudo para ajudá-lo. Até aí, ficção e realidade caminham lado a lado, mas, a história que vou contar daqui por diante, deixa de ser ficção e vocês passarão a ler a minha realidade e não a de um personagem.
Espero que vocês entrem em meu mundo e passem a enxergar através dos meus olhos como é dura e penosa a vida de um dependente químico e por sua vez, a de um codependente. Quero tentar expor com a maior clareza possível um mundo onde a dor e o sofrimento prevalece quase que vinte e quatro horas por dia, um mundo de constantes batalhas internas entre o certo e o errado, o bem e o mal, um mundo ainda desconhecido por muitos e que por sua vez, julgam de maneira impetuosa o adicto, rotulando-o injustamente como sem-vergonha, covarde, fraco, entre outros adjetivos, sem nem ao menos tentar enxergá-los como seres humanos, seres humanos que estão adoecidos e precisam desesperadamente de ajuda antes que sejam consumidos pela própria doença.
Foi inserida nesse mundo que, descobri o significado da codepedencia, onde parei de viver a minha vida para ajudar o meu companheiro, achando que estava fazendo o certo.
Tudo mudou rápido demais sem que eu percebesse o que estava fazendo, minha vida não era mais minha vida, minha respiração não era mais pela minha sobrevivência, eu respirava por ele, eu vivia por ele, eu me anulei em nome de algo maior, eu deixei de existir, eu era somente a sombra de mim mesma e mais nada e assim fui durante quase um ano de minha vida. Eu deixei de existir convicta de que tudo o que eu estava fazendo era para o bem dele, quando que na verdade, muito do que fiz não o ajudou em nada, apenas postergou algo que poderia ter acontecido antes. Mais, ainda sim, digo que valeu a pena fazer o que fiz, porque conheci o outro lado também, um lado que aqueles que estão com seus olhos encobertos pelo sentimento de julgamento são incapazes de enxergar.
Não vou contar uma história de amor que começa com o “Era uma vez” e termina com o final clichê “E eles viveram felizes para sempre”, nesse mundo, isso não existe, vou contar tudo o que passei tudo o que aprendi e espero que a minha história possa ajudar alguém, talvez um parente, talvez uma namorada (o), talvez um codependente. Espero que o meu sofrimento possa ajudar a acalmar o coração aflito de uma mãe que nesse exato momento possa estar sangrando ao ver seu filho (a) se afundar cada vez mais e não ter mais forças para ajudá-lo; espero que minhas palavras possam diminuir o desapontamento de um pai que viu irem por água abaixo todas as expectativas que depositou em seu filho(a);  espero conseguir acalmar e diminuir o sentimento de impotência de uma namorada(o), que não sabe mais o que fazer para ajudar o seu amado(a) e que não consegue mais enxergar a tão sonhada luz no fim do túnel.
Quando decidi escrever esse livro, decidi que contaria tudo minuciosamente sobre o que vivi em relação às drogas, mas decidi que não iria expor a minha relação vivida com o meu ex, até porque, o meu intuito não é de escrever um romance, embora, seja sim, uma linda e triste história. Tentarei seguir a ordem cronológica dos fatos, embora, alguns acontecimentos, eu fiz questão de esquecer, enterrando-os no lado direito do meu cérebro e por isso, é um esforço grandioso para eu trazer todas essas recordações de sofrimento à tona.
 Por respeito, o nome dele será preservado, o chamarei por um nome fictício de Gabriel e mais tarde entenderão o porquê. Desde já, deixo claro que para mim, ele é um vencedor, seja qual for o final dessa história.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Valeu a pena

Até onde você iria para ajudar alguém? O quanto estaria disposto a abrir mão de si em nome de alguém? O quanto é normal tal ato, deixar de viver e apenas sobreviver em nome de um amor ou de alguém?
Eu não tenho as respostas corretas, o que tenho é a minha história, o que eu fiz e até onde eu aguentei ir.
O prólogo e o primeiro capítulo dessa história estará disponível em breve.Para adquirir o livro o site está no início do blog.
Deixem de lado seus preconceitos, tirem de seus olhos a venda que os impedem de ver a realidade que está por trás de um dependente químico, suspendam todos os seus conceitos a respeito de um viciado e permitam-se ver através de meus olhos os momentos de sofrimentos e também os de alegria que essas pessoas, que também são seres humanos, vivenciam a cada dia, na busca de uma saída.
Sim, a saída existe, mas não é fácil alcançá-la. Acreditem.

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