sábado, 13 de agosto de 2011

Esvaziar as malas


Muitas vezes, buscamos a tão sonhada paz e calmaria em algum lugar paradisíaco, buscamos em uma viagem por exemplo, a salvação para os nossos problemas e não percebemos que estamos levando uma mala de problemas junto com as demais bagagens e com isso, não importa para aonde você vai, os problemas irão também.

Estar em paz consigo mesmo, é a coisa mais importante do mundo, de nada adiantar você estar supostamente de bem com o mundo se quando você está sozinha, você não suporta a sua própria presença.

Quantas e quantas vezes já não nos vimos em uma situação parecida: Achamos que estamos bem, a vida parece andar bem mas nós não conseguimos e não suportamos ficarmos sozinhas com nós mesmos nem por um dia se quer, não conseguimos "curtir" a nós mesmo?

É comum esse tipo de situação, não sabemos curtir a solidão, que na verdade nem é solidão é passar um tempo com nós mesmas e nem isso conseguimos, ficamos impacientes, irritadas, até mesmo a nossa respiração nos incomoda, se temos que ficar por algumas horas sozinhas com nós mesmas, que tenha música pelo menos, não é assim? Dessa forma, espantamos nossos pensamentos.

Conhecem aquela velha frase clichê que diz que a única companhia que nos seguirá para a vida toda é a nossa própria companhia? Então, que tal tentarmos sermos uma boa companhia para nós mesmos?

Temos que nos amar, nos permitir ser feliz, nos presentear, nos olhar no espelho e vermos o nosso reflexo nele e não um borrão pintado, é nosso dever e nossa obrigação agradarmos a nós mesmas, somos,cada um e uma de nós, seres únicos, embora as pessoas que nos rodeiam sejam importantes para nós e até fundamentais, temos que ter plena consciência do nosso valor e da nossa importância, se nos conscientizarmos disso, a nossa jornada será muito mais prazerosa e confortável.

Muitas vezes, por conta de tudo o que já passamos na vida, criamos mágoas, cultivamos ressentimentos e trancamos o medo dentro de nós, tais sentimentos em algum momento vêm à tona, ninguém consegue conviver com eles por toda a existência e sabemos que não é da noite para o dia que conseguimos neutralizá-los e eliminá-los, por isso, se amar, se fortalecer, tem que ser um sentimento diário, para que esses possam substituir os sentimentos mais baixos.

Portanto, da próxima vez que for viajar e sentir que a mala está pesada demais, da próxima vez que fizer um passeio e sentir que mesmo estando em um lugar agradável, você não consegue se sentir feliz e realizado, reflita no que pode estar te atrapalhando e te bloqueando e esvazie a sua mala ou sua bolsa.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Programa A Liga - Paulo 13 e a internação

Continuando a postagem Programa A Liga - História do Paulo - 13, eu falei que tive que voltar alguns vídeos para acompanhar a reportagem dessa semana, do dia dez, que foi sobre moradores de rua e que nesse contexto, a história do Paulo voltou a ser tema, porque foi feito a matéria da internação dele.

Não preciso dizer para vocês que me emocionei, que chorei com a reportagem, claro, todos os casos mostrado na reportagem de moradores de ruas, são comoventes, mas, o desse jovem, por ser D.Q. me fez chorar, até pelas minhas experiências vividas nas clínicas em que meu ex-namorado passou, eu aconselho a quem viu todos os vídeos da reportagem Crack sobre o 13, que assistam o desfecho da história.

Ele passou 60 dias internados, chegou magro, sujo, e saiu com cerca de 20 kg a mais, com sorriso no rosto.
Ele voltou para a casa da mãe, um momento bonito e comovente, que nos faz querer de fato que esse rapaz se encontre de verdade.

É por isso que eu acredito na recuperação de um dependente!

Para quem quiser ver, segue o link http://www.band.com.br/aliga/conteudo.asp?id=100000448724

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Programa A Liga - História do Paulo - 13

Olá pessoal!

Essa semana eu vi uma chamada na televisão do programa A Liga, da Band que me chamou à atenção, infelizmente, na terça não puder ver o programa, mas, graças a nossa tecnologia atual, se você perde um programa, horas depois ele já está disponível na internet e cá estou eu, no site da Band assistindo o programa.

A verdade é que o programa é uma espécie de continuação, por isso, tive que ir voltando e assistindo os vídeos anteriores para poder "pegar" tudo desde o começo.

Tudo começa com uma matéria sobre o CRACK no dia 21/06, no início da reportagem, aparece os apresentadores falando sobre a droga, começam citando os outros nomes dados ao crack, que ela é a terceira droga mais consumida no país, que hoje, mais de 1 milhão de pessoas são consideradas dependentes de crack, depois, explicam os efeitos da droga e falam que a cada dez dependentes, somente dois conseguem se recuperarem do vício e então a matéria começa.

O apresentador Rafinha Bastos vai ao encontro de um dependente, de um usuário, seu nome é Paulo, tem 22 anos e atende pelo apelido de Treze.

Paulo está há 6 anos vivendo a realidade das drogas e permitiu que o programa acompanhasse a sua rotina durante 24horas.

Para sobreviver (porque sabemos que quem está nesse mundo não vive, apenas sobrevive) ele faz grafite, tatuagens e quadrinhos, na reportagem mostra um dos trabalhos dele de grafite e acreditem, o rapaz tem talento. O valor que ele recebe por cada trabalho varia entre R$ 5,00 e R$ 15,00 e ele assume que o dinheiro é para consumir a droga e quando o Rafinha pergunta para ele quantas vezes ele come no dia ele responde:
- Eu só tomo o café da manhã. E depois complementa - O crack tira a fome né.

A reportagem continua, Treze e Rafinha caminham até chegar em uma oficina mecânica. O dono, pergunta à ele se ele não quer se tratar e ele responde que não ( mas é claro, o que a vida oferece à ele sem as drogas? Nada e nada por nada, ele continua em algo que lhe dá prazer, quem está nesse vício, não tem perspectiva nenhuma, por isso se torna difícil a tarefa de tirar das ruas um D.Q), logo depois o mecânico diz ao Rafinha que ele é o único nóia que eles gostam e a explicação é clara, ele não rouba.

Eles continuam caminhando e o Rafinha pergunta para ele se ele lembra qual foi a primeira droga que ele usou e ele diz que foi o mesclado ( mistura da maconha com outras substâncias, dentre elas o crack) e que ele tinha dez anos, ele fala que os sintomas foram o corpo formigando, tremendo e ele diz que gostou, mas que decidiu não usar mais, até o dia seguinte, que não aguentou e usou novamente.

Fazem mais uma parada, na padaria, onde ele ganha todos os dias o seu café da manhã, com pão e leite e nesse dia tinha em uma sacolinha que ele havia ganho da padaria, um sonho e  mais uma rosquinha de doce de leite.

Tem um trecho da reportagem em que ele e o Rafinha pegam o onibus e quando descem, o Treze se dá conta de que está sem a sua sacolinha com as tintas que ele usa para pintar, que logo no início da reportagem ele fala que anda com ela o tempo todo, são quatro potinhos de tinta e um pincel, o Rafinha ainda alcança o onibus mas descobrem que não foi lá que o Treze esqueceu e sim no ponto de ônibus e então o Rafinha fala de voltar lá, porque se não , como ele vai trabalhar e ele diz que não vai voltar que pior seria F*** se ele perdesse a mão dele no "busão" ou o braço. Nesse momento eu pensei, " meu Deus, se fosse outro já estaria reclamando e pragmatizando, mas para alguém que não tem expectativas e nem perspectiva, o fato em si se torna pequeno".

Paralelo à essa reportagem, o Thaíde, também apresentador do programa, vai até uma clínica de recuperação conversar com um D.Q. em recuperação e que hoje trabalha na clínica, a história dele não é muito diferente das que nós conhecemos, ele começou também com maconha e mesclado e logo estava no crack, a reportagem também foi emocionante, mas, foi acima de tudo motivadora e inspiradora, a prova de que a recuperação é possível.

Em um determinado momento, o Thaíde pergunta à ele como é que ele conseguiu se livrar do vício depois de ter feito tanta coisa (relatada na reportagem) e ele respondeu que foi com ajuda, que se não tivesse sido internado ( a família fez intervenção) ele teria morrido.

Quero alongar mais nesse texto, porque ele foi categórico ao dizer que se não fosse a intervenção, ou seja, internado contra a vontade, ele estaria morto, então ele é mais uma prova de que algumas vezes, a internação à força pode ser válida sim, se for bem trabalhada, pode até salvar vidas.

Voltando para o Rafinha com o treze, eles estão indo em direção à um lugar onde o Treze vai fazer uma pintura no muro de um comércio, lá, ele adianta o pagamento de R$ 10,00 e vai comprar a sua droga, começa então o ponto crucial da reportagem. Ele vai buscar a pedra enquanto o Rafinha o espera, por uma questão de segurança para ambos, minutos depois ele volta, eufórico e conduz o Rafinha até um esconderijo no campinho de futebol do bairro, vou deixar de lado os comentários a respeito das condições do local e vou pular para a cena dele, o Treze fumando o seu cigarro de crack, porque ele prefere o cigarro do que o cachimbo, a sua fisionomia já está alterada e nada mais do que o Rafinha fala parece ser absorvido por ele, a cena é impressionante.

Alguns minutos depois, ele se levanta e fala que vai terminar a pintura. E assim vai o dia toda, ele "corre" o dia todo em um pique que se não fosse pela vontade da droga, dificilmente teria, ele começa um serviço, vai para outro para conseguir mais dinheiro, vai fumar em outro lugar, chega um momento em que a equipe chega a ser sutilmente ameaçada por estar filmando e tudo mais.

Entre essas correrias, ora ele fala que gostaria de parar e ora ele fala que gosta da droga, ora mostra ele até sorrindo e ora totalmente alterado e irreconhecível. Tem uma parte que ele conversando com o Rafinha, diz que ele não teve capacidade de encarar os problemas de frente, que ele foi covarde.

A reportagem faz uma pausa por volta das três da manhã, com o Rafinha visivelmente exausto, ele estava acompanhando o Treze desde as oito da manhã, e o treze havia consumido entre 7 e oito pedras, até que ele foi para o papelão dele dormir, e no dia seguinte, o Rafinha voltou lá por volta das 8:30, ele estava em seu papelão e disse que queria uma casa de recuperação, a reportagem termina com ele indo para a padaria, para mais um dia...

Embora seja uma reportagem forte, devido às imagens do Treze sob o efeito da droga, acho que vale a pena ver, porque esse rapaz representa a esperança, ele não rouba, é querido por todos da região ( o que de certa forma atrapalha um pouco, porque todos acabam ajudando ele, dando dinheiro e ele vai direto para a biqueira), enfim, eu me emocionei com a história e peço para quem assistiu ou assistir, que deixe aqui um comentário, se foi só eu que simpatizei por esse rapaz e pela a história dele.

Faço uma observação para dizer que o que mais me comoveu e o que me incentivou a fazer essa postagem foi justamente ver que ainda há pessoas boas, essas pessoas, como o mecânico e o dono da padaria, o ajudam, o aconselham e o incentivam a sair dessa vida, mesmo que de uma certa forma essas pessoas contribuam com o vício dele, não vou falar disso, ressalto apenas a bondade dessas pessoas.

O link da página do programa é esse, nele tem os vídeos, acontece que está faltando o vídeo 6 e por isso eu procurei e vi no You tube http://www.band.com.br/aliga/conteudo.asp?id=100000440347&m=2c9f94b530b28b780130b55998ad042d#Episodio



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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Auto-estima - Reflexão


Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de

si, com muita paciência e amor reconstrua-a.

Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,

sem duvidar de que aquelaé a tarefa mais importante,

você é a sua criação mais valiosa.

Não olhe para trás. Não olhe para os lados.

Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça

dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição.

Crie este universo agradável para si.

O mundo agradecerá o seu trabalho.

"Não há noite tão longa que não encontre o dia."

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domingo, 7 de agosto de 2011

Conte a sua história - "P"

A história que vocês vão ler abaixo, é a história de uma codependente, que recém se descobriu inserida nesse mundo que muitas e muitos de nós já conhecemos bem.

Ela namora um dependente químico e está aprendendo a lidar com a situação sem se tornar uma codependente.
Sabemos que muitas vezes, nos tornamos codependentes e não percebemos, é fato que o codependente nega o seu "estado" assim como o dependente nega a sua dependência. Por isso, conhecer os "sintomas", procurar informações, buscar ajuda, são fundamentais para que um familiar evite se tornar um codependente.

O meu nome é "P", tenho 21 anos, faço faculdade de Psicologia e o meu Amor, que é dependente químico tem 20 anos. Tenho um irmão depende químico também que no momento está em tratamento em uma clínica de recuperação em fortaleza, depois de inúmeras recaídas.

Estava na internet procurando algo que fala sobre esposas de dependentes químicos, então vi muitas histórias, entre estas pesquisas vi o blog da Polly (amando um dependente químico), da Gaby( diário da namorada de um adicto em recuperação) e o seu, parei para ler e achei muito interessante. Então, ao ler várias histórias na internet e ao ler a sua convivência com o seu ex-namorado, percebi o quanto é difícil estar do lado de um dependente químico, até então acreditei que não seria da forma como li nas histórias. Fiquei em estado de choque, pois não imaginava que seria tão difícil assim.

Eu namoro um dependente químico há 5 anos, esse ano (2011) vai fazer 6 anos de namoro, mais esses 5 anos foram anos de sofrimentos, desconfianças e tristezas isso tudo por causa da maldita droga, mais não posso negar de que vivemos durante esses 5 anos momentos felizes também apesar da droga. Começamos a namorar em 2005, eu tinha 15 anos e ele 14, depois de uns messes de namoro sempre ouvia histórias do tipo, “cuidado todas as amizades dele (meu adicto) usam drogas”. No começo do nosso namoro sempre ouvia essas histórias, mais eu não me importava muito por que ele não demonstrava comportamentos de um usuário e também porque sempre que conversava com o meu amor adicto, ele dizia que jamais usaria isso e eu confiava nele e também porque eu mesma não quis acreditar no que estavam me dizendo.


Então depois de uns 2 anos de namoro notei algo estranho, ele mostrou comportamentos comigo e com a família dele que não era típico dele, como por exemplo, eu ligava pra meu amor e ele não atendia, saía para comprar algo e demorava bastante pra voltar e as vezes nem voltava pra casa, desligava o celular, , mentia muito, contava histórias que não faziam sentido, mentia mesmo! 

Então depois de uns tempos isso tudo piorou. Ano passado esses comportamentos ficaram frequentes e assim meu namoro se tornou um inferno! Era horriiiivel!!!Depois de ouvir muitas pessoas comentando que o meu amor estava com rapazes que usavam drogas e que estava usando também, ao ouvir com frequência essas histórias e a partir do momento que notei esses comportamentos estranhos (comportamentos que citei anteriormente) e outros comportamentos, depois de perceber isso tudo desconfiei que ele estivesse usando drogas. 

Todo esse comportamento do meu adicto piorou muito no final do ano passado. Diante desses comportamentos, conversava bastante com ele, e até perguntava se ele estava envolvido com drogas e ele sempre negava.

Então, depois que mudei o meu comportamento com o meu adicto, como por exemplo, passei a ter atitudes frias e cheguei até a não me importar mais com ele, e também depois que passamos a viver um inferno no namoro ele não aguentou mais e confessou que estava usando drogas e a partir daí só ouvi promessas do tipo, “não se preocupe isso não vai mais acontecer”, outra, “eu não vou mais fazer isso”. Sempre ele recaia e prometia, mais não parava de usar. 

Ele passava uma semana em casa tranquilo mais depois de uma semana não aguentava e sumia. Então perdi a paciência e conversei com ele mais uma vez para que ele buscasse tratamento, porque sozinho ele não ia conseguir sair dessa, depois de muito sufoco para convencê-lo que ele precisava de um tratamento, aos poucos ele se conscientizou e percebeu que realmente precisava de um tratamento. Então conversei com a família dele para que o ajudassem, e depois de muita conversa, eles o ajudaram e o colocaram em uma clínica. É  a primeira internação dele.

O meu amor esta em uma clínica em recife, são 6 messes de tratamento, faz 4 messes que está na clínica e esse mês vai fazer 5 messes. A visita é uma vez por mês, e a ligação para falar com ele é de 15 em 15 dias. Então nas ligações sempre vou a casa dele para falamos com ele, eu e a família dele. Dou-me super bem com a família dele. A saudade que sinto do meu amor é muito forte. Sempre a família dele vai à visita e ao chegar da visita sempre recebo notícias boas do meu adicto, fotos, vídeos que ele manda, cartas e também envio cartas para ele .Estou muuuuito feliz porque os profissionais que acompanham o tratamento do meu amor dizem que ele tem tudo para se recuperar, por que ele participa de todas as atividades da clínica, sempre está disposto, gosta de participar e está se ajudando bastante para se recuperar, então fico feliz e ao mesmo tempo aliviada por que ele esta se ajudando, ele demonstra que quer vencer.


 
Essa é a minha história. No inicio do tratamento do meu amor não tive medo de que ele recaísse, mas depois que li umas histórias na internet


Eu amo muuuito ele, eu quero estar sempre com ele, o resto da minha vida! Mas eu tenho medo porque eu sei que durante a recuperação ocorre os momentos de abstinência e durante esses momentos corre o risco de recaídas. Eu tenho certeza que suportarei os momentos de abstinência do meu amor, ele pode ficar muitos dias irritada, chato, querer ficar sozinho, eu aguento isso tudo por que saberei que é uma abstinência, mais eu não sei se vou suportar ficar ao lado dele se caso ele recaia. Eu amo muito ele e quero estar do lado dele sempre, por que ele me ama muito dar pra notar e eu também o amo demais.!

O meu medo é de que ele tenha recaídas e eu não sei se vou superar esses momentos de recaídas, mais eu não quero perdê-lo!  Deixei bem claro para a minha família que se caso ele recair eu termino com ele. Falei desse meu medo para Poly e ela me disse o seguinte: “Querida, não lhes digo para deixá-los, e nem para permanecerem com eles. Mas, lhes digo que essa é uma escolha muito dolorosa. Qualquer caminho escolhido vai exigir força e coragem”. 

Então nem sei mais se vou conseguir deixa-lo e se deixa-lo não sei se vou conseguir seguir minha vida e também nem sei se vou cumprir com o que disse para a minha família. Meu pai sempre conversa comigo e não quer isso pra mim, mais não proibe nada.

Apesar de estar confusa e apesar do meu medo, no momento minha decisão é ficar do lado dele e esperar pra ver o que vai acontecer, caso ele recaia ao voltar da clínica, não saberei o que fazer.


Faltam dois meses pra ele votar e eu tenho que me preparar para o que pode acontecer durante a recuperação. Então meu único medo é este, da recaída, eu não sei se teria a coragem que você teve com o seu ex-namorado, de deixá-lo e fazer uma nova historia para você. Te admiro pela força! Gostaria de ser forte e não ter medo de decidir de verdade! Queria ser forte como você e como a Poly. 

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sábado, 6 de agosto de 2011

TDHA e Drogas


Olá Pessoal!

Estou aproveitando o "gancho" do texto do Gustavo para falar sobre TDHA - Transtorno com Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Trata-se de um transtorno neurobiológico, de causas genéticas e que normalmente desencadeia na infância e acompanha o indivíduo pelo resto de sua vida.

Especialistas dizem que o abuso de drogas é significativamente maior entre os portadores de TDAH. A impulsividade, a baixa auto-estima, a necessidade de sentir-se aceito, o sentimento de incapacidade e a desmoralização são condições que predispõem ao uso de drogas. Geralmente têm pouca expectativa de sucesso futuro e aceitação social.

De acordo com os estudos, portadores de TDAH tendem a abusar de substâncias ilegais porque a dopamina, que estimula o circuito cerebral de recompensa, está presente em quantidades significativamente menores nos cérebro dos portadores do TDAH. Substâncias como álcool, cigarro, cocaína e maconha, temporariamente aumentam a dopamina no cérebro, principalmente nas áreas de recompensa ou prazer.

Estudos ainda apontam que quando diagnosticado com antecedência e a criança é medicada com Metilfenidato (Ritalina),  reduz o interesse por drogas como a cocaína por exemplo, porem, tais afirmações ainda geram controvesias, que serão discutidas logo mais abaixo.

Outro fator importante é o psicosocial, visto que uma criança tratada na infância recebe mais atenção por parte dos pais.

É importante ressaltar que o TDHA ou somente DDA - Distúrbio de Déficit de Atenção é reconhecido pela OMS e é um assunto sério e que precisa ser visto com muito atenção.

A bioqímica cerebral da pessoa portadora desse transtorno se torna comprometida, ocasionando uma menor absorção de glicose pelo seu organismo (Lobo Frontal), comprometendo a liberação de Dopamina (substância do prazer) e endorfina.


Os seus sintomas são: Falta de atenção, inquietude, irritabilidade, impulsividade,

Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.

O TDHA também está assossiado com Depressão onde expressa-se por humor triste ou irritável, fadiga, alterações no sono e/ou no apetite, lentidão psicomotora, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas e culpa excessiva., com Transtorno de Humor Bipolar aumentando a inuquietação e o risco de suicídio.


Como podemos ver, está mais do que claro que o TDHA é sim um fator importante na pré-disposição do indivíduo em se tornar um dependente químico.




Para que possamos ver os dois lados da moeda, eu sugiro a leitura do link abaixo, onde a pediatra Dra.Maria Aparecida Moysés questiona o uso de medicação (Ritalina e afins) como tratamento de TDHA.

Ela alerta para o risco de toxidade, que tem como principal característica o efeito zumbi, ou seja, a pessoa fica quimicamente contida em si mesma.

Ela não é a única a ser contra ao uso indiscriminado dessa substância, esse é um assunto delicado, por isso, quem quiser ler mais sobre o assunto, vai o link http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-droga-da-obediencia

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Promoção - Textos escritos por Gustavo

Texto 1 

Eu sou um dependente químico em recuperação, fazem exatamente 6 meses e 11 dias que estou limpo, só por hoje!

Meu nome é Gustavo, tenho 23 anos e a minha adicção começou quando eu tinha 17 anos.

Eu não era nenhum "Playboy", mas, estudava em escola particular e na medida do possível, sempre tive o que quis, não considero meus pais como sendo permissíveis, portanto, não os culpo pela a minha adicção.

Eu entrei porque quis, não há motivos concretos para justificar, embora, eu tenha lido uma reportagem feita aqui no seu blog (Link) com um dependente em recuperação e você pergunta para ele se ele atribui a dependência dele a algum fator, tipo problemas sociais e etc e ele respondeu que ele tem TDHA e que talvez isso tenha contribuído, pois é, eu também tenho TDHA, por isso não sei se isso foi um gatilho juntamente com a curiosidade, misturada com um pouco de ÁLCOOL. 

Foi assim que conheci o "Ecstasy", no meu caso eu as consumia em forma de de pílulas, eu curtia cada reação que elas causavam em mim, nas baladas, eu me sentia o super-homem e o pior, eu acreditava que eu fosse.

É claro que com o passar do tempo, eu fui ficando entediado com a droga, ela não tinha mais tanto efeito, se eu não a consumisse com bebeida então, era pior ainda e foi assim que descobri a Cocaína.

Por causa dela, passei dias enfiado em biqueiras daqui de BH, nessa época eu já estava trabalhando, mas, o meu salário era para mim, eu não tinha compromissos, morava com meus pais, então, o meu salário ia todo para cobrir o meu vício, e muitas vezes faltava...

Foi meu irmão quem descobriu, ele me pegou cheirando dentro do meu quarto, eu já estava no auge e me descuidei, eu devo a minha recuperação à ele, ele quem me mostrou o blog, ele já fez alguns comentários aqui como anônimo e me incentivou a escrever e contar a minha história.

Depois da descoberta dele, meus pais de imediato me internaram em uma clínica no interior de SP, passei nove meses internado e hoje dou valor para cada dia da minha vida.

Eu pulei grandes eventos da minha adicção, acho que não preciso contar todas as maluquices que já fiz, do tipo de oferecer meu carro para pagamento de dívida, acho que muitos dos que acompanham o seu blog sabem bem como é essa vida.

Texto 2 

Hoje, eu ainda não me sinto em condição de enfrentar o problema de frente, mas, acredito que faço a minha parte, eu contribuo como posso no N.A.

Texto 3

Do governo, eu espero sim muita coisa, meus pais estavam totalmente despreparados para enfrentar a minha adicção, hoje é diferente, hoje eles se cuidam, mas, na época, foi um sofrimento muito grande, então, eu espero não só informação para os jovens e estudantes, mas também para os pais e familiares, mas não depois que a droga se instalou na família, e sim como modo de prevenção.

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Quem quiser participar da promoção, basta clicar no link (aqui) para saber das regras !

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Livro em promoção no site da editora e comentário recebido

Pessoal,

Para quem gosta de ter o livro em mãos, (visto que hoje o e-book está sendo bem aceito), o site da editora está com 25% de desconto em todos os livros até domingo, portanto, quem quiser comprar, essa é uma boa hora! (http://www.clubedeautores.com.br/book/42747--Valeu_a_Pena)

Fica a dica e aproveito também para mostrar um comentário deixado por uma leitora no site da editora no dia 01/08

Oi Giuliana por a caso encontrei seu blog,gostei muito vi que não estou sozinha, sou uma codependete meu marido é dependente químico, ele é uma pessoa maravilhosa, inteligente,etc fico perdida quando ele tem as recaídas não sei como ajuda-lo....... Estamos juntos há 12 anos e temos dois filhos lindos o maior presente que Deus me deu, li o seu blog e me vi nas coisas que vc escreveu doii muito mas ele só tem eu e tenho que ajuda -lo e não sei como..... obrigado por me escutar......

Luana, se você estiver acompanhando o blog, me manda um e-mail, vamos conversar, trocar vivências, isso nos ajuda, aqui no blog tem mais pessoas que participam e que passam por situações semelhantes, no fundo, somos uma grande família virtual.

Bom, deixei um recado no site da editora também, espero que você veja um dos dois.

Uma noite iluminada para todos!

Conhecendo o CAPS AD e entrevista na rádio


Olá, queridos leitores!

Ontem e hoje eu tive momentos maravilhosos e vou compartilhar-los com vocês.

Ontem eu participei da reunião do COMAD (Conselho Municipal Antidrogas) da minha cidade, foi uma experiência única e inigualável, digo isso porque eu não tinha a mínima noção que a cidade em que moro tinha algo desse nível, estudando e discutindo assuntos relacionados às drogas e inclui-se o álcool, dependência e afins, são profissionais das mais diversas áreas, todos focados no mesmo propósito.

Como foi bom estar lá, ouvir tudo o que ouvi e falar da minha história para eles!

Por conta desse reunião, a diretora do conselho, Eliana, que também é uma das coordenadoras do CAPS AD e T.O, me convidou para participar de um programa de uma rádio daqui da cidade, onde toda quinta-feira, o locutor da rádio deixa um espaço reservado para falar sobre dependência química (mais uma coisa maravilhosa, que rádio que faz isso hoje em dia?) pois é, trata-se de uma rádio 100% comunitária e o trabalho realizado lá e 100% social.


Antes de ir para a rádio, eu fui para o CAPS AD lá me encontrei com a Eliana, pois íamos sair de lá para irmos para a rádio.

Vou confessar para vocês, mais uma coisa que eu pouco sabia e conhecia, por isso julgo importante falar, deve ter mais pessoas que desconhecem tais coisas. Até pouco tempo atrás, tipo 3 meses atrás, eu praticamente desconhecia a palavra CAPS AD e o serviço que nele é prestado, foi um amigo do blog quem praticamente me apresentou à essa "palavra".

Tudo começou quando o Júnior (Adicto em Recuperação) que hoje tem um blog www.limposporhoje.blogspot.com fez seu primeiro contato comigo,através de comunidades do Orkut na qual participamos em comum, começamos a conversar, ele começou a seguir o meu blog e a comentar nele, depois disso, ele me convidou para participar da comunidade CAPS AD do orkut e foi aí que fui pesquisar melhor sobre os serviços prestados nesse centro e foi assim que descobri que na minha cidade também tinha.

Pois é, acreditem, eu desconhecia de verdade...

Voltando para o assunto da rádio... Fui para o CAPS AD, conheci o espaço, fui apresentada para uma das  coordenadoras do local, Érica e para a assistente social, Priscila e foi ela quem me acompanhou até a rádio.

Uma experiência maravilhosa, foi mais fácil de falar na rádio, ninguém estava me vendo..rs

O locutor, Anselmo nos deixou bem tranquilas, conduziu a entrevista de uma forma leve e aberta, eu falei sobre a codependência através da minha experiência, exemplificando através dos meus "erros" o que um codependente costuma fazer, falei do livro, do blog, do meu ex-namorado dependente, tentei falar o que sempre posto aqui, que o dependente está doente e perdeu o poder de decisão sobre a sua vida.

Pouco antes de acabar, foi mais de uma hora de entrevista, o locutor me passou uma ligação em off, de uma mãe, desesperada, seu filho se recusava a aceitar que era dependente, ela não conhecia o CAPS AD, então após conversar com ela e tentar acalmá-la, eu falei que iria passar a ligação para a Priscila, para que ela pudesse orientar essa mãe.

Antes de eu passar o telefone essa mãe me disse a seguinte frase, que me marcou demais, porque compartilhei com ela o mesmo sentimento, lembrando do meu ex:

- Ele é um bom moço e quando ele não está nas drogas, ele volta a ser o filho que eu criei, o meu filho, carinhoso e atencioso.

E eu respondi.

- É exatamente dessa forma que funciona, mas ele continua sendo o filho da senhora, ele só está adoecido e precisa de ajuda, ele ainda é o filho bom que a senhora criou.

E assim, passei a ligação.

Isso me marcou tanto, porque muitas pessoas pensam que as drogas faz com que a pessoa mude o seu caráter por conta delas, isso não é verdade, não precisa e não é sempre assim, são casos e casos, mas, na maioria deles, quando o dependente entre em recuperação, tais "desvios" somem, porque não fazem parte dele e sim da sua adicção.

O que quero dizer é que dependência química não tem nada a ver com ser mau caráter, jamais!

Boa noite à todos!

P.S. Quero deixar aqui o meu agradecimento à Eliana, T.O e diretora do COMAD, às meninas do CAPS AD que me receberam tão bem e ao Anselmo, o loucutor da rádio Rainha do Sol, daqui da minha cidade.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Blog do Matheus, direito de internação, blog do Rafael.

Boa noite pessoal,

Quem vem seguindo o blog, já leu algumas postagens que fiz a respeito do Matheus, usuário de crack, morador de Porto Alegre e que há um mês atrás começou a escrever em um blog, dentro de uma lan house, ele contou com a ajuda do Dani, o dono da Lan, ele o deixa escrever e ainda corrige os erros pro Matheus antes de postar.

Desde a primeira postagem que fiz sobre esse rapaz e seu blog, deixei claro aqui em meu blog o quanto eu estava comovida com a história dele, eu passei a acompanhar o blog dele e a comentar também, logo, ele conheceu o  meu blog e começamos a nos falar via postagens e comentários, na segunda postagem dele, ele fala do me blog e de mim, fala que conheceu o meu blog e que é bom ver que tem gente que entende gente que nem ele, pois é, eu fiquei feliz por saber que consigo transmitir através do blog, o que penso em relação a esse mundo cruel das drogas, fico feliz em saber que consigo entender e transmitir os fatos como são.

Desde o começo das suas postegens, ele fala que escrever no blog está fazendo bem para ele, quando ele escreve, nós que o acompanhamos, já sabemos que naquele dia, ele venceu o crack, naquele dia ele decidiu guardar o seu dinheiro para usar na Lan House, dinheiro esse, que ele mesmo fala que conseguiu ou pedindo ou até mesmo fazendo pequenos furtos.

Em outra postagem, ele deixa um recado para mim, dizendo que havia ganho cobertores e malhas de frio de um centro espírita, ele não imagina como isso me deixou tranquila, ele percebeu pelos os meus comentários, que eu estava me consumindo em saber que ele estava nas ruas, passando frio e fome e foi um alívio saber que estavam ajudando-o.

Eu conheci o blog dele através de uma indicação em uma comunidade sobre drogas no Orkut e desde então passei a "fazer propaganda" dele, dizendo para o Matheus que se a forma que eu tinha de ajudá-lo era falando sobre ele, era o que eu iria fazer. Curiosamente, esse mesmo rapaz que fez a identificação, também se comoveu com a história dele e resolveu ajudá-lo, o seu nome é Rafael e ele fez uma postagem muito interessante no blog dele a respeito de internações, sobre os direitos que temos em revindicar uma internação privada caso não haja vaga em uma clínica pública. Ele trabalha na Defensoria Pública de Porto Alegre e por isso está ajudando o Matheus, que já saiu das ruas e está aguardando para ser internado.

Quem está lendo o meu blog pela primeira vez, aconselho a ler os posts que fiz a respeito desse rapaz e ler o blog dele também, porque podem pensar que eu apoio ou acho normal o fato dele furtar, mas a verdade é que ele é um doente e não um criminoso, a sociedade, o sistema, o governo não olham por ele e ele não tem ninguém que olhe e o fim é esse que estou e já relatei aqui.

Abaixo, deixo os links das outras postagens que fiz a respeito dessa história, deixo também o blog do Matheus, ele disse que o Dani vai tentar nos manter informados a respeito da internação dele através do blog e deixo também o blog do Rafael, onde ele explica sobre a internação, ele aconselhou a irmã do Matheus que ajuizasse uma ação contra o Estado para que conseguissem interná-lo, o processo já está em andamento e em breve ele será internado.

Eu estou aqui, na expectativa, na esperança de que isso aconteça logo...

Postagens em que menciono o Matheus e seu blog.

Conheçam um blog de um adicto 
Diário de um usuário de crack
Olhando pelo retrovisor
Não criar expectativas para não me frustrar

Blog do Matheus
www.usuariocraque.wordpress.com

Blog do Rafael, link da postagem onde ele explica como funciona a internação.
http://rivasrevoluta.blogspot.com/2011/07/conheca-seus-direitos-ii-internacoes.html

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Promoção - Textos escritos por Aline

Texto 1A minha experiência com as drogas.

Meu nome é Aline, tenho 27 anos e há 3 convivo com a dependência química da minha mãe.

Tudo começou após uma forte depressão, devido ao falecimento do meu pai, ela não dormia, não comia, mal saia da cama, o psiquiatra dela receitou remédios para dormir do tipo faixa preta, os famosos benzodiazepínicos.

O que era apenas para ajudá-la, acabou se transformando em seu maior vilão. Foram meses de medicação, vez ou outra, quando um parecia não fazer mais efeito, trocava-se por outro mais eficaz e com o tempo, ela foi mudando, aparentemente o seu humor foi voltando ao normal, mas, ela não aceitava a ideia de parar com a medicação, dizia que não conseguiria viver sem a mesma. Ela já estava dependente.

Após um bom tempo afastada do trabalho, ela é servidora pública, ela retornou, todos diziam que ela estava renovada, mas, eu como filha, nunca a vi dessa forma, para mim, era apenas uma camuflagem, eu não achava que ela havia de fato melhorado e infelizmente eu estava certa.

Um dia a sua colega de trabalho me chamou para ir no trabalho dela, ela disse que queria falar comigo e que não queria falar por telefone e então eu fui, em um dia que a minha mãe não estava, ela havia saído a serviço.

Eu sentei na cadeira da mesa da minha mãe e a sua amiga começou a falar que dias atrás, ela estava procurando um documento e que a minha mãe havia dito para ela olhar na última gaveta dela, e o documento estava lá, mas, junto também havia algo que deixou a colega dela bem aflita, havia o que parecia ser cocaína, com certeza a minha mãe não se lembrava de que havia esquecido aquela droga lá.

Para encurtar, o inferno começou, ela negou até o fim, até não poder mais, até chegar ao ponto de ficar contra mim e o resto da família, dizendo que nós estávamos conspirando contra ela.

Vieram as chamadas insanidades, os sumiços, alguns objetos de casa começaram a desaparecer e eu não podia vigiá-la constantemente, eu viajo muito a trabalho, não podia ficar 100% ao dispor dela, no fim das contas, eu me vi trabalhando para repor o que ela levava de nossa casa.

Meu avô resolveu reunir a família e decidiu que iria interná-la. E assim o fez, eu passei a participar de todas as reuniões da clínica, assim como outros membros da família também. Conheci o Amor Exigente, me interessei pela "filosofia" deles e me encontrei lá dentro.

Eu nunca me vi como uma codependente, porque raramente cedi as manipulações dela, não porque sou fria, mas porque eu não tinha paciência para ver a minha mãe se destruindo, eu sentia tanta raiva por ela estar se drogando que eu não em envolvia emocionalmente com a situação.

Como esperado, ela saiu da clínica, passou um tempo bom e depois recaiu e dessa vez foi bem pior, ela vendeu o carro para torrar todo o dinheiro em drogas, e foi depois desse episódio que ela pediu ajuda ao meu avó e então, mais uma internação.

Hoje, faz mais de uma ano que ela está limpa, vivendo um dia de cada vez, enfrentando os problemas de cara limpa, sofrendo e chorando como qualquer pessoa e não fugindo.

Nosso relacionamento melhorou muito, após a morte do meu pai, nós nos distanciamos um pouco e agora tudo parece estar voltando ao normal.

Texto 2 - A minha sugestão

Acho que deveríamos fazer mais pressão em cima do governo, assim, algo precisará ser feito a respeito da falta de tratamento e falta de prevenção.

Texto 3 - O que acho e espero do governo

O caso da dependência da minha mãe, não é algo social e sim emocional, mas, ainda sim, talvez a falta de informação tenha tido um grande peso, acredito que se o governo desse mais importância ao assunto, tratasse realmente como uma questão de saúde, acho que Drogas deveria ser uma matéria dada em sala de aula.

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Um pouco de inspiração! A Pessoa errada.


Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa...
Não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho,
Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor.
A pessoa errada vai ficar alguns dias sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada é, na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos fazendo vocês esquecerem o que passou
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% dentro do seu coração
E também vai estar o tempo todo pensando em você.
Todo mundo um dia tem que ter uma pessoa errada
Porque a vida não é certa. Nada aqui é certo.
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando,
agindo,querendo,conseguindo
E só assim é possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem realmente a funcionar direito pra gente...

Luis Fernando Veríssimo

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Marcha Loucos pela vida - Ong Sou Feliz Sem Drogas


Vocês já leram aqui no blog, alguns posts onde menciono a ONG SOU FELIZ SEM DROGAS, de Campinas e o seu idealizador Nelson Hossri Neto e hoje trago um convite para vocês.

A ONG, que tem como "padrinho" o Pe.Haroldo Rahm, que é o fundador do movimento Amor exigente, está organizando uma marcha no dia 17/09 com saída em frente a Catedral Metropolitana de Campinas, em direção ao centro de convivência.

A intenção é mobilizar o maior número de pessoas que são contra a legalização das drogas, assunto esse que está em pauta nos últimos meses.

A Marcha vai contar com a participação de trio elétrico e com o apoio da guarda municipal.

Portanto, se você mora próximo a Cidade de Campinas, se você tem filhos e teme que esse mal chegue perto da sua família e de quem você ama, está convidado a participar dessa mobilização, dessa marcha contra a liberação do que hoje é considerado o mal do século!

Afinal, você não ofereceria drogas ao seu filho não é mesmo? E também não gostaria que essas drogas se tornassem mais populares do que já são, mais acessíveis?

Para maiores informações, entrem em contato com a ONG, abaixo o link do blog da ong e do Pe.Haroldo e Amor Exigente.

http://www.soufelizsemdrogas.blogspot.com/
http://www.padreharoldo.org.br/site/
http://www.amorexigente.org.br/default.asp

Fundo do poço!


Muito se fala no termo "Fundo do poço" entre os dependentes e codependentes, as irmandades, grupos de ajuda, clínicas e comunidades terapêuticas, mas, o que é de fato esse fundo do poço?

Ele não é um lugar e sim uma situação, algumas vezes, chega a ser o conjunto de várias situações, situações limites, onde o indivíduo percebe que chegou o momento de tomar alguma atitude.

Por não se tratar de um lugar específico e sim de uma situação, o fundo do poço pode ter significados diferentes para pessoas diferentes, mesmo as situações de vida sendo semelhantes, para algumas pessoas, chegar ao fundo do poço é perder o emprego por causa do seu vício, para outras, o seu fundo do poço é perder o apoio da família, para alguns é chegar ao ponto de roubar para sustentar o seu vício, a sua dependência, a sua doença a sua adicção, há quem chegue ao fundo do poço quando se vê atrás das grades, e ainda quem chega a cometer a tentativa de suicídio, mas há também pessoas que só encontram o seu fundo após passarem por todos esses exemplos escritos acima e ainda há quem passa por tudo isso e ainda sim não encontrou o seu fundo do poço.

O que sei é que esse fundo do poço existe e que de fato, a recuperação só acontece quando o dependente chega nele, é aquele momento em que ele não se reconhece mais, em que ele se vê sem a sua dignidade, independente se perdeu tudo ou não, é o momento em que ele deixa de negar e passa a aceitar a sua doença.

Para que se esteja no chamado fundo do poço, não é necessário que haja grandes perdas, como disse logo acima, cada um tem o seu fundo do poço, cada um tem o seu momento de redenção!


A verdade é que não importa qual é o tamanho do seu fundo do poço, não importa qual é o tamanho da queda, ela sempre é dolorida, mas há o lado bom em se estar no fundo do poço, quando se está nele é sinal de que você parou de cair, você tem a oportunidade de se levantar, de respirar, de pensar em uma nova maneira de viver a sua vida e principalmente, de pedir ajuda!

Já ouviram a expressão " No fundo do meu poço tem molas"? Pois é, todos nós temos molas em nossos poços e em algum momento, são essas molas que nos impulsionam e nos fazem subir novamente.

Eu, particularmente uso o termo fundo da piscina, eu dizia para o meu ex-namorado dependente químico que quando ele chegasse ao fundo dela, quando não estivesse mais ar, quando sentisse que estava prestes a se afogar, ele iria encontrar forças para dar um impulso e voltar à superfície, afinal, o fundo da piscina é o melhor lugar para se dar um impulso e retornar à superfície.

Como codependente, eu também tive o meu fundo, também tive aquele momento em que você percebe que precisa fazer algo, eu estava definhando, já havia sofrido grandes perdas materiais e emocionais, mas, eu nunca perdi a fé na recuperação dele, perdi a fé em quanto mais eu suportaria, por isso, dar o impulso no meu fundo, significou para a minha vida, permitir que o meu ex-namorado seguisse sozinho o seu caminho, encontrasse a sua mola, a sua luz.

 Boas 24 horas para todos e que encontremos sempre que necessário as molas em nossos poços!

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