Boa noite pessoas!
Como vocês estão? Eu sei, eu sei, ando sumida né? Mas é que estou em dois processos, um é o meu livro, que estou editando novamente, acrescentando detalhes que quando o escrevi, ainda não estava pronta para lembrar e que com o blog, me veio à tona e outro é um segundo livro, se no primeiro conto a minha história, o meu amor, a minha queda, no segundo estou contando a minha recuperação, meus momentos de racaidas, e tudo o que eu aprendi desde então.
Isso tem me tomado tempo, mas logo estarei de volta semanalmente aqui como antes. O blog é a minha recuperação.
Bom, na quinta a noite, recebi uma ligação de um jornalista do Jornal O Estado de São Paulo, Artur Rodrigues, entrou em contato comigo por telefone, ele ligou no meu celular, se identificou e perguntou quanto ao meu blog e quanto o livro.
Contei resumidamente a minha história para ele e falei que quando comecei a escrever no blog, éramos em cerca de 5 blogueiras(os) e que hoje estamos na casa dos 30, ele se interessou por essas histórias, disse que havia visto em meu blog comentários de outras blogues e então disse que faria a matéria sobre o assuntou.
Fique super feliz, indiquei vários blogues para ele ler, todos que me veio à mente, depois ele me enviou um e-mail e constatei que realmente era sério (eu estava com receio).
Bom, a matéria já saiu na internet e amanhã sai a versão impressa, segue abaixo o link
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/em-blogs-viciados-em-drogas-relatam-hist%C3%B3rias-e-medos
É um passo a mais para todas(os) nós!
TMJ
Até onde você iria para ajudar alguém que escolheu o caminho errado em busca da tal felicidade? Em um mundo sofrido, perigoso e doloroso, eu senti na pele a dor de ver alguém querido tomar a decisão errada. Eu carreguei a minha própria nuvem de chuva enquanto decidi caminhar ao lado dele. Eu adoeci sem saber, uma doença tão perigosa quanto à dependência química. Eu me tornei uma codependente. E essa é a minha jornada, uma jornada de lágrimas, promessas, sofrimentos e vitórias.
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Estamos no Jornal o Estado de São Paulo!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Entrevista com Luciano - Hoje Conselheiro terapêutico, ontem, um dependente químico.
Hoje trago para vocês uma entrevista super sincera e real com a intenção de mostrar mais uma vez que a recuperação existe sim.
Ele hoje é conselheiro terapêutico, especializado na área e desenvolve trabalhos voltados à recuperação do dependente químico.
NOME: Luciano Brasil Martins Soares
IDADE: 36 anos
TEMPO DE ADICÇÃO: 20 anos
TEMPO EM QUE ESTÁ EM RECUPERAÇÃO: 7 meses
DROGAS EM UMA PALAVRA: Trevas
FAMÍLIA EM UMA PALAVRA: Tudo
ESPIRITUALIDADE EM UMA PALAVRA: Vida
VOCÊ EM UMA PALAVRA: Intenso
Valeu a Pena: Luciano, em minhas leituras ao longo dos anos, pude constatar que em muitas vezes, não sempre, mas em muitas, o Adicto já está adoecido antes mesmo de provar a sua primeira droga, às vezes por falta de estrutura na família, ou problemas de baixa auto-estima e por aí vai. Você atribui o fato de você ter começado a usar drogas a alguns desses fatores? Você acha que teve um motivo que naquele determinado momento parecia ser uma boa justificativa?
Luciano: Bom, primeiramente quero agradecer a Deus e posteriormente a você pela oportunidade que está me concedendo em relatar a minha vida como um adicto pesadíssimo e assim sendo, mostrar para a humanidade que é possível entrar em recuperação e ter uma vida saudável em todos os âmbitos: social, espiritual, mental e físico.
Como devemos saber, existem dois fatores que contribuem para o desenvolvimentos de um adicto antes mesmo que ele use a primeira droga ou que beba o seu primeiro gole. Os fatores são:
FSA= Fator sócio ambiental, caracterizado pelo ambiente em que nasci, que mesmo sendo um ambiente de classe social A, minha família era disfuncional com meu pai alcoólatra e uma mãe extremamente nervosa devido a sua codependência que já se instalava nos idos da década de 70 quando eles vieram a contrai isso o que os homens chamam de matrimônio. Esse ambiente contribuiu muito para que eu me tornasse um adicto pois as brigas eram muitas. O outro fator é o:
FA= Fator genético do qual meu pai como já disse é alcoólatra e creio eu na minha santa ignorância que herdei a predisposição para o uso compulsivo de substâncias que alterem o meu humor.
Valeu a Pena: Quais foram os momentos mais cruciais enquanto a sua adicção estava ativa?
Luciano: Digamos que foram vários os momentos mais cruciais, pois, o crack fez parte do meu dia a dia durante exatos 20 anos e nesse interim eu me vi morando nas ruas, esgotos, cadeia, postíbulos, praças, viadutos, roubando, furtando, me prostituindo. Perdi 2 clínicas do qual era dono e tinha médicos profissionais ao meu comando, perdi um emprego na rede VW, parei no quarto ano de direito, 4 casamentos e um filho
Valeu a Pena: Você precisou chegar ao chamado Fundo do poço para perceber que estava doente e precisava de ajuda? Como foi?
Luciano: Precisei morar nas ruas e não poder mais voltar para nenhuma casa de familiares pois, não abriam
as portas, passava na frente da clínica do meu pai e me colocavam para fora, ligava para mana e ela desligava, esse foi um dos pontos finais, outro foi quando cheguei em casa e meu filho estava no carro da mãe dele e eles indo embora com o caminhão de mudança na frente do carro e eu ajoelhado na rua chorando e implorando para eles não irem e eles indo e meu filhinho com a cabecinha olhando pra trás, pelo vidro traseiro acenando e mandando beijinhos.
Isso foi o ponto final, perdi ali o meu filho amado que eu lavava roupa, fazia papinha, trocava fraldas e contava história de ninar.
Valeu a Pena: E quanto às internações, o que você acha? Passou por alguma?
Luciano: Quanto as internações, nenhuma adiantou, só a última pois é a que realmente eu decidi só por hoje parar. Passei por 30 internações no total.
Valeu a Pena: E internações involuntárias, você acha válido?
Luciano: Muito válido foi através desta última que estou só por hoje em recuperação apesar de ter ido por vontade própria no segundo dia queria ir embora e me levaram para uma involuntária a mando da minha mana.
Valeu a Pena: Algo que pouco se fala, mas que é um fato comprovado é que o D.Q. quando está em recuperação, nos primeiros meses, acaba trocando uma compulsão pela outra, ou seja, ele transfere a sua compulsão pela droga por comida, sexo, a até mesmo religião. Você concorda com essa afirmação? Você se viu alguma vez inserido nesse quadro?
Luciano: Sim, concordo. Namorei uma moça e logo terminei pois na noite das 22 até as 10 horas foram 10 relações e isso é algo que pode me derrubar, me centrei novamente e terminei mesmo. Então, com certeza temos que nos vigiar para não trocar uma compulsão por outra e depois voltar para as drogas.
Valeu a Pena: OS doze passos, você os seguiu? Acredita na funcionalidade dele?
Luciano: Sou um seguidor dos 12 passos e defensor, pois, com ele estou em recuperação e acredito só por hoje na funcionalidade dele, pois está salvando milhões de vidas.
Valeu a Pena: É sabido que a família e/ou os mais próximos acabam se tornando codependentes do Dependente Químico, criando um ciclo vicioso onde a própria família cria justificativas para o que ela está passando e com isso, muitas vezes o codependente sem querer acaba prejudicando o D.Q. Em sua opinião, hoje que você está do lado de cá, o que um codependente não deveria fazer? O que ele faz achando que está ajudando e no fim só está piorando a situação?
Luciano: O que não deve fazer? Ajudar o adicto a usar droga, dar dinheiro, pagar traficante, abrir a porta da casa a noite, emprestar o carro, ir na boca, deixar usar em casa, tirá-lo da cadeia, dar comida, deixá-lo morar em casa sem ajudar em nada.
Valeu a Pena: Para você, qual é a importância dos grupos de auto-ajuda na recuperação do Adicto e na permanência dele nessa nova condição: A de um dependente em recuperação?
Luciano: É essencial para o adicto frequentar um NA ou AA, escolher uma espiritualidade, ter um padrinho ou uma madrinha.
Valeu a Pena: Qual é o papel da sua família na sua recuperação diária?
Luciano: O papel da minha família é fundamental hoje, pois eles me dão amor, estrutura e seu que posso contar com eles a hora que precisar, pois, sozinho eu não consigo.
Valeu a Pena: Qual é o papel da Espiritualidade na sua recuperação?
Luciano: É através de um poder superior maior que para mim é Deus que consigo só por hoje ter forças para continuar e que consigo exercer os doze passos corretamente e consigo ver e sentir as bençãos que Deus me dá a cada dia, como por exemplo estar respondendo estas questões, eu seu que é Ele agindo aqui em mim e aí em você.
Valeu a Pena: Luciano, hoje, o que você já conquistou após ter decidido viver sem as drogas? O quanto a sua vida mudou. Exemplifique para nós, para que outras pessoas possam ver que existe vida após as drogas.
Luciano: Hoje sou amado pela minha família, posso entrar e morar em todas as casas, meus familiares me querem por perto, minha ex, meu filho passa finais de semana comigo, dirijo os carros da família, tenho roupas boas, celular, perfumes, encontrei e conheci Jesus Cristo, sou pregador de comunidade, conselheiro terapêutico, registrado em carteira, trabalho na soconsult, vou à congressos como o do dia 31 de Agosto que é o mundial de drogas e psicode, faço cursos como o da Febract, voltou a minha sanidade através de Deus, acordo sem ressaca moral e física, sou bonito por fora e por dentro, enfim, se eu for enumerar fico até amanhã (rs).
Valeu a Pena: Em algumas palavras, defina a Oração da Serenidade, o que ela significa para você?
Luciano: Significa simplesmente que tenho que aceitar as pessoas como são, pois não as posso modificar e devo ter coragem suficiente para me modificar, pois, é o que preciso.
Valeu a Pena: Eu sei que quando entramos em recuperação, tanto ao dependente químico quanto o Codependente, aprendemos a viver o Só por hoje, mas, acredito que isso não significa que não podemos ter sonhos com amanhã, então, qual o seu sonho em termos de futuro? Vivendo um dia de cada vez, aonde pretende chegar?
Luciano: Querer ser um grande homem no sentido de ajudar o máximo de pessoas com meu testemunho e me aprimorar em cursos, faculdade de psicologia e sendo assim, a princípio trabalhar em clínicas de recuperação e quero escrever um livro um dia, com a ajuda de alguém, pois sozinho eu não consigo, quero casar com uma mulher boa, quero ser o herói para o meu filho depois de Deus, quero nunca mais só por hoje ser chamado de monstro, lixo, louco, doido e etc e ser amado pela minha família.
Valeu a Pena: Fique à vontade para fazer as suas considerações gerais e comentar o que acha ser importante na recuperação de um dependente.
Luciano: Quero agradecer a você por estar nessa luta para ajudar os codependentes e dependentes. O mais importante na recuperação é o AMOR. Doses de amor, assim como alguns precisam de remédios, nós precisamos de amor, pois sem o amor não iremos conseguir nada, então, amem seus filhos, esposos, mas é um amor exigente, amem quando merecerem e amem mais ainda quando não merecerem mas amem exigindo que correspondam esse amor.
Então, o amor é o principal instrumento para um adicto permanecer em recuperação.
Valeu a Pena: Se quiser deixar seus contatos, e-mail, Facebook e por aí vai, fique à vontade!
Luciano: Deixo os meus contatos para palestras, clínicas e ou novas propostas de trabalho:
MSN/e-mail matinluciano14@hotmail.com
Facebook: pequenogafanhoto07@hotmail.com
Fone (19) 9288-0221
Ele hoje é conselheiro terapêutico, especializado na área e desenvolve trabalhos voltados à recuperação do dependente químico.
NOME: Luciano Brasil Martins Soares
IDADE: 36 anos
TEMPO DE ADICÇÃO: 20 anos
TEMPO EM QUE ESTÁ EM RECUPERAÇÃO: 7 meses
DROGAS EM UMA PALAVRA: Trevas
FAMÍLIA EM UMA PALAVRA: Tudo
ESPIRITUALIDADE EM UMA PALAVRA: Vida
VOCÊ EM UMA PALAVRA: Intenso
Valeu a Pena: Luciano, em minhas leituras ao longo dos anos, pude constatar que em muitas vezes, não sempre, mas em muitas, o Adicto já está adoecido antes mesmo de provar a sua primeira droga, às vezes por falta de estrutura na família, ou problemas de baixa auto-estima e por aí vai. Você atribui o fato de você ter começado a usar drogas a alguns desses fatores? Você acha que teve um motivo que naquele determinado momento parecia ser uma boa justificativa?
Luciano: Bom, primeiramente quero agradecer a Deus e posteriormente a você pela oportunidade que está me concedendo em relatar a minha vida como um adicto pesadíssimo e assim sendo, mostrar para a humanidade que é possível entrar em recuperação e ter uma vida saudável em todos os âmbitos: social, espiritual, mental e físico.
Como devemos saber, existem dois fatores que contribuem para o desenvolvimentos de um adicto antes mesmo que ele use a primeira droga ou que beba o seu primeiro gole. Os fatores são:
FSA= Fator sócio ambiental, caracterizado pelo ambiente em que nasci, que mesmo sendo um ambiente de classe social A, minha família era disfuncional com meu pai alcoólatra e uma mãe extremamente nervosa devido a sua codependência que já se instalava nos idos da década de 70 quando eles vieram a contrai isso o que os homens chamam de matrimônio. Esse ambiente contribuiu muito para que eu me tornasse um adicto pois as brigas eram muitas. O outro fator é o:
FA= Fator genético do qual meu pai como já disse é alcoólatra e creio eu na minha santa ignorância que herdei a predisposição para o uso compulsivo de substâncias que alterem o meu humor.
Valeu a Pena: Quais foram os momentos mais cruciais enquanto a sua adicção estava ativa?
Luciano: Digamos que foram vários os momentos mais cruciais, pois, o crack fez parte do meu dia a dia durante exatos 20 anos e nesse interim eu me vi morando nas ruas, esgotos, cadeia, postíbulos, praças, viadutos, roubando, furtando, me prostituindo. Perdi 2 clínicas do qual era dono e tinha médicos profissionais ao meu comando, perdi um emprego na rede VW, parei no quarto ano de direito, 4 casamentos e um filho
Valeu a Pena: Você precisou chegar ao chamado Fundo do poço para perceber que estava doente e precisava de ajuda? Como foi?
Luciano: Precisei morar nas ruas e não poder mais voltar para nenhuma casa de familiares pois, não abriam
as portas, passava na frente da clínica do meu pai e me colocavam para fora, ligava para mana e ela desligava, esse foi um dos pontos finais, outro foi quando cheguei em casa e meu filho estava no carro da mãe dele e eles indo embora com o caminhão de mudança na frente do carro e eu ajoelhado na rua chorando e implorando para eles não irem e eles indo e meu filhinho com a cabecinha olhando pra trás, pelo vidro traseiro acenando e mandando beijinhos.
Isso foi o ponto final, perdi ali o meu filho amado que eu lavava roupa, fazia papinha, trocava fraldas e contava história de ninar.
Valeu a Pena: E quanto às internações, o que você acha? Passou por alguma?
Luciano: Quanto as internações, nenhuma adiantou, só a última pois é a que realmente eu decidi só por hoje parar. Passei por 30 internações no total.
Valeu a Pena: E internações involuntárias, você acha válido?
Luciano: Muito válido foi através desta última que estou só por hoje em recuperação apesar de ter ido por vontade própria no segundo dia queria ir embora e me levaram para uma involuntária a mando da minha mana.
Valeu a Pena: Algo que pouco se fala, mas que é um fato comprovado é que o D.Q. quando está em recuperação, nos primeiros meses, acaba trocando uma compulsão pela outra, ou seja, ele transfere a sua compulsão pela droga por comida, sexo, a até mesmo religião. Você concorda com essa afirmação? Você se viu alguma vez inserido nesse quadro?
Luciano: Sim, concordo. Namorei uma moça e logo terminei pois na noite das 22 até as 10 horas foram 10 relações e isso é algo que pode me derrubar, me centrei novamente e terminei mesmo. Então, com certeza temos que nos vigiar para não trocar uma compulsão por outra e depois voltar para as drogas.
Valeu a Pena: OS doze passos, você os seguiu? Acredita na funcionalidade dele?
Luciano: Sou um seguidor dos 12 passos e defensor, pois, com ele estou em recuperação e acredito só por hoje na funcionalidade dele, pois está salvando milhões de vidas.
Valeu a Pena: É sabido que a família e/ou os mais próximos acabam se tornando codependentes do Dependente Químico, criando um ciclo vicioso onde a própria família cria justificativas para o que ela está passando e com isso, muitas vezes o codependente sem querer acaba prejudicando o D.Q. Em sua opinião, hoje que você está do lado de cá, o que um codependente não deveria fazer? O que ele faz achando que está ajudando e no fim só está piorando a situação?
Luciano: O que não deve fazer? Ajudar o adicto a usar droga, dar dinheiro, pagar traficante, abrir a porta da casa a noite, emprestar o carro, ir na boca, deixar usar em casa, tirá-lo da cadeia, dar comida, deixá-lo morar em casa sem ajudar em nada.
Valeu a Pena: Para você, qual é a importância dos grupos de auto-ajuda na recuperação do Adicto e na permanência dele nessa nova condição: A de um dependente em recuperação?
Luciano: É essencial para o adicto frequentar um NA ou AA, escolher uma espiritualidade, ter um padrinho ou uma madrinha.
Valeu a Pena: Qual é o papel da sua família na sua recuperação diária?
Luciano: O papel da minha família é fundamental hoje, pois eles me dão amor, estrutura e seu que posso contar com eles a hora que precisar, pois, sozinho eu não consigo.
Valeu a Pena: Qual é o papel da Espiritualidade na sua recuperação?
Luciano: É através de um poder superior maior que para mim é Deus que consigo só por hoje ter forças para continuar e que consigo exercer os doze passos corretamente e consigo ver e sentir as bençãos que Deus me dá a cada dia, como por exemplo estar respondendo estas questões, eu seu que é Ele agindo aqui em mim e aí em você.
Valeu a Pena: Luciano, hoje, o que você já conquistou após ter decidido viver sem as drogas? O quanto a sua vida mudou. Exemplifique para nós, para que outras pessoas possam ver que existe vida após as drogas.
Luciano: Hoje sou amado pela minha família, posso entrar e morar em todas as casas, meus familiares me querem por perto, minha ex, meu filho passa finais de semana comigo, dirijo os carros da família, tenho roupas boas, celular, perfumes, encontrei e conheci Jesus Cristo, sou pregador de comunidade, conselheiro terapêutico, registrado em carteira, trabalho na soconsult, vou à congressos como o do dia 31 de Agosto que é o mundial de drogas e psicode, faço cursos como o da Febract, voltou a minha sanidade através de Deus, acordo sem ressaca moral e física, sou bonito por fora e por dentro, enfim, se eu for enumerar fico até amanhã (rs).
Valeu a Pena: Em algumas palavras, defina a Oração da Serenidade, o que ela significa para você?
Luciano: Significa simplesmente que tenho que aceitar as pessoas como são, pois não as posso modificar e devo ter coragem suficiente para me modificar, pois, é o que preciso.
Valeu a Pena: Eu sei que quando entramos em recuperação, tanto ao dependente químico quanto o Codependente, aprendemos a viver o Só por hoje, mas, acredito que isso não significa que não podemos ter sonhos com amanhã, então, qual o seu sonho em termos de futuro? Vivendo um dia de cada vez, aonde pretende chegar?
Luciano: Querer ser um grande homem no sentido de ajudar o máximo de pessoas com meu testemunho e me aprimorar em cursos, faculdade de psicologia e sendo assim, a princípio trabalhar em clínicas de recuperação e quero escrever um livro um dia, com a ajuda de alguém, pois sozinho eu não consigo, quero casar com uma mulher boa, quero ser o herói para o meu filho depois de Deus, quero nunca mais só por hoje ser chamado de monstro, lixo, louco, doido e etc e ser amado pela minha família.
Valeu a Pena: Fique à vontade para fazer as suas considerações gerais e comentar o que acha ser importante na recuperação de um dependente.
Luciano: Quero agradecer a você por estar nessa luta para ajudar os codependentes e dependentes. O mais importante na recuperação é o AMOR. Doses de amor, assim como alguns precisam de remédios, nós precisamos de amor, pois sem o amor não iremos conseguir nada, então, amem seus filhos, esposos, mas é um amor exigente, amem quando merecerem e amem mais ainda quando não merecerem mas amem exigindo que correspondam esse amor.
Então, o amor é o principal instrumento para um adicto permanecer em recuperação.
Valeu a Pena: Se quiser deixar seus contatos, e-mail, Facebook e por aí vai, fique à vontade!
Luciano: Deixo os meus contatos para palestras, clínicas e ou novas propostas de trabalho:
MSN/e-mail matinluciano14@hotmail.com
Facebook: pequenogafanhoto07@hotmail.com
Fone (19) 9288-0221
Valeu a Pena: Obrigada Luciano, pelo seu tempo e sinceridade ao responder as perguntas para o blog, sei que estamos (eu e todas as companheiras e companheiros de blogs) mais um aliado na luta contra esse mal.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Reportagem sobre o livro Jornal Mais Expressão
Olá pessoas!!! Espero que estejam bem, em paz, desfrutando de bons momentos, só por hoje!
E por falar em hoje... Saiu uma matéria no jornal daqui da minha região sobre o livro, adorei o resultado e a repercussão que a matéria está tendo.
A versão impressa do jornal é distribuída gratuitamente aqui na região e o alcance do jornal é grande e positivo.
Para quem quiser ler, é só clicar na imagem abaixo, que vai abrir o site do jornal com a matéria.
Aproveito também para divulgar o FACEBOOK do livro, quem quiser curtir, é só clicar na imagem abaixo:
E por fim, o link para as regras da promoção valendo um exemplar do livro:
http://www.livrovaleuapena.blogspot.com.br/2012/07/mais-um-ano-de-vida-mais-uma-promocao.html
E por falar em hoje... Saiu uma matéria no jornal daqui da minha região sobre o livro, adorei o resultado e a repercussão que a matéria está tendo.
A versão impressa do jornal é distribuída gratuitamente aqui na região e o alcance do jornal é grande e positivo.
Para quem quiser ler, é só clicar na imagem abaixo, que vai abrir o site do jornal com a matéria.
Aproveito também para divulgar o FACEBOOK do livro, quem quiser curtir, é só clicar na imagem abaixo:
E por fim, o link para as regras da promoção valendo um exemplar do livro:
http://www.livrovaleuapena.blogspot.com.br/2012/07/mais-um-ano-de-vida-mais-uma-promocao.html
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Entrevista dada por mim ao canal TV Sol Comunidade
Boa noite meus amigos leitores,
Estou colocando o vídeo da entrevista que mencionei no post Dias Felizes
A entrevista foi gravada hoje e foi ao ar no canal pago hoje mesmo. Nela falo sobre o livro, sobre codependência e drogas, assistam e comentem.
O site da TV para quem quiser conhecer é http://tvsolcomunidade.com.br/site/.
Primeiramente, quero contar para vocês como foi essa experiência.
Quando recebi a ligação da produtora do programa, acho que fiquei em estado de extase, (vejam só, não precisamos de drogas para ter essa sensação, uma notícia feliz já é o suficiente), eu amei a idéia desde o primeiro momento, agradeci a minha amiga que me indicou ao programa, depois liguei para minha mãe, meu marido, para mais uma amiga e depois passei o resto do dia em estado de euforia. Resultado, mal dormi a noite.
O dia amanheceu e contei no relógio a hora de ir para o estúdio gavar e então a minha alegria se completou, fui tão bem recebida, o Roberto que é o entrevistador conduziu a entrevista de uma forma tão leve que fez com que o meu nervosismo diminuísse bem (é, ele não sumiu, mas diminuiu), enfim, saí de lá feliz e realizada, é mais um passo que dou, é mais um momento de realização. Segue abaixo o vídeo.
Resenha - 28-06 from TV Sol Comunidade on Vimeo.
Estou colocando o vídeo da entrevista que mencionei no post Dias Felizes
A entrevista foi gravada hoje e foi ao ar no canal pago hoje mesmo. Nela falo sobre o livro, sobre codependência e drogas, assistam e comentem.
O site da TV para quem quiser conhecer é http://tvsolcomunidade.com.br/site/.
Primeiramente, quero contar para vocês como foi essa experiência.
Quando recebi a ligação da produtora do programa, acho que fiquei em estado de extase, (vejam só, não precisamos de drogas para ter essa sensação, uma notícia feliz já é o suficiente), eu amei a idéia desde o primeiro momento, agradeci a minha amiga que me indicou ao programa, depois liguei para minha mãe, meu marido, para mais uma amiga e depois passei o resto do dia em estado de euforia. Resultado, mal dormi a noite.
O dia amanheceu e contei no relógio a hora de ir para o estúdio gavar e então a minha alegria se completou, fui tão bem recebida, o Roberto que é o entrevistador conduziu a entrevista de uma forma tão leve que fez com que o meu nervosismo diminuísse bem (é, ele não sumiu, mas diminuiu), enfim, saí de lá feliz e realizada, é mais um passo que dou, é mais um momento de realização. Segue abaixo o vídeo.
Resenha - 28-06 from TV Sol Comunidade on Vimeo.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
SUPERAÇÃO - Uma entrevista com um Dependente Químico em Recuperação
Primeiramente quero dizer que eu, como autora, escritora e como ser humano, acredito na recuperação do Dependente Químico.
Meu intuito ao fazer essa entrevista foi de mostrar o outro lado, quando que, atualmente na mídia há um trabalho mais reforçado para a prevenção, óbvio é o ponto de partida, é importante, mas, e os que já estão nas drogas? E essas famílias que devem estar se sentido perdidas, sem enxergar a luz no fim do túnel?
Foi pensando nessas pessoas que fiz essa entrevista, para mostrar que é possível a recuperação de um Dependente Químico. Abaixo, um exemplo mais que real.
Entrevistado: Davi Palante – Dependente químico em RECUPERAÇÃO.
Criador do blog www.tolimpo.blogspot.com, um blog que serve de inspiração e motivação. É aprova de que é preciso saber viver um dia de cada vez, dia após dia, e assim o caminho a ser percorrido, a jornada, se torna mais fácil, menos dolorida. Em poucas palavras - Um exemplo de SUPERAÇÃO!
None: Davi Palante
Idade: 33 anos
Tempo de Adicção: 13 anos
Tempo em que está em recuperação/ Limpo: 6 anos 5 meses e 7 dias
Drogas em uma palavra: dor
Família em uma palavra: vida
Espiritualidade em uma palavra: DEUS
Você em uma palavra: Vitória
Valeu a Pena: Davi, em minhas leituras ao longo dos anos, pude constatar que em muitas vezes, não sempre, mas em muitas, o Adicto já está adoecido antes mesmo de provar a sua primeira droga, às vezes por falta de estrutura na família, ou problemas de baixa auto-estima e por aí vai. Você atribui o fato de você ter começado a usar drogas a alguns desses fatores?
Davi: Tenho DDA – Distúrbio de Déficit de Atenção – falta de concentração e organização, acredito que isso possa ter influenciado sim!!
Valeu a Pena: Você acha que teve um motivo que naquele determinado momento parecia ser uma boa justificativa?
Davi: Foi basicamente a curiosidade, o embalo a amizade.
Valeu a Pena: Qual foi o momento mais crucial enquanto a sua adicção estava ativa?
Davi: Quando me dei conta que seria capaz de fazer qualquer coisa para usar, estava com medo de começar a roubar minha própria casa para consumir droga.
Valeu a pena: Você precisou chegar ao chamado Fundo do poço para perceber que estava doente e precisava de ajuda?
Davi: Posso dizer que sim, pois cheguei no meu limite!!! Lugar mais baixo não existia, era somente sofrimento e dor.
Valeu a Pena: E quanto às internações, o que você acha?
Davi: Não fui internado, mas em conversa com minha noiva, pai e mãe decidi fazer terapia e freqüentar grupo de N.A. e é claro muito desejo de parar de usar!! Porém deixei claro para eles que se não desse certo que gostaria de ser internado.
Valeu a Pena: E internações involuntárias, você acha válido?
Davi: Acho que sim, pois quando chega a esse ponto é porque estamos totalmente fora de controle de nossas ações, muito longe da razão, não temos consciência do certo e do errado.
Valeu a Pena: Algo que pouco se fala, mas que é um fato comprovado é que o D.Q. quando está em recuperação, nos primeiros meses, acaba trocando uma compulsão pela outra, ou seja, ele transfere a sua compulsão pela droga por comida, sexo, a até mesmo religião. Você concorda com essa afirmação? Você se viu alguma vez inserido nesse quadro?
Davi: Sim, nos transferimos a compulsão com facilidade, nossa doença é baseada de compulsão e obsessão, no meu caso transferi a compulsão por jogo “Bingo” que quando eu perdia sentia as mesmas sensações do uso da cocaína. Pois não basta parar de usar temos que mudar o comportamento e tentar nos perceber.
Valeu a Pena: OS doze passos, você os seguiu? Acredita na funcionalidade dele?
Davi: Sim, Totalmente. Posso garantir que foi fundamental para minha recuperação
Valeu a Pena: É sabido que a família e/ou os mais próximos acabam se tornando codependentes do Dependente Químico, criando um ciclo vicioso onde a própria família cria justificativas para o que ela está passando e com isso, muitas vezes o codependente sem querer acaba prejudicando o D.Q. Em sua opinião, hoje que você está do lado de cá, o que um codependente não deveria fazer? O que ele faz achando que está ajudando e no fim só está piorando a situação?
Davi: Bom tem inúmeras coisas que poderia citar, porém falarei do que acho mais importante. No meu caso solicitei a ajuda de todos da minha família com isso dei liberdade a eles de ficarem no meu pé. O ato de ser facilitador prejudica muito a nossa recuperação, é necessário um compromisso de rigidez onde o codependente não deixe que o adicto te manipule, pois somos muito bom nisso, alguns aprendem com a dor e outros através do amor. Por mais que seja difícil a situação o codependente não pode afrouxar a rédea. (esse é o meu ponto de vista baseado em minha experiência)
Valeu a Pena: Para você, qual é a importância dos grupos de auto-ajuda na recuperação do Adicto e na permanência dele nessa nova condição: A de um dependente em recuperação?
Davi: Acho fundamental, os grupos de auto-ajuda nos mostram uma nova maneira de viver sem drogas, cosegui Além de ter sempre uma porta aberta para todos sem preconceitos com religião, raça ou opção sexual eu continuo voltando, pois quero dar de graça o que recebi de graça.
Valeu a Pena: Qual é o papel da sua família na sua recuperação diária?
Davi: Motivação Total!!! É um vinculo de fidelidade que cresce a cada dia, posso dizer que é um dos motivos que me da mais ambição de conquistar meus objetivos.
Valeu a Pena: Davi, hoje, o que você já conquistou após ter decidido viver sem as drogas? O quanto a sua vida mudou. Exemplifique para nós, para que outras pessoas possam ver que existe vida após as drogas.
Davi: Sei o quanto minha família tem orgulho de mim e o quanto eu cresci com esses anos, e as coisas mudam em recuperação! Hoje estou casado a 4 anos e sou pai de 2 meninos maravilhosos um de 2 anos e 10 meses e outro de 1 ano e 9 meses, tive muito amadurecimento nesse período de recuperação e hoje posso dizer que eles são a razão do meu viver. Em recuperação consegui construir a minha família e sou responsável por eles e essa responsabilidade eu conquistei em recuperação um dia de cada vez.. Tenho hoje reconhecimento profissional e sou bem remunerado por isso. Não consegui conquistar todos meus objetivos mais sei que isso é questão de tempo.... “Só por hoje conquistarei todos os meus objetivos, porque eu acredito, porque tenho fé e porque sou capaz....”
Valeu a Pena: Em algumas palavras, defina a Oração da Serenidade, o que ela significa para você?
Davi: Para mim a oração deixa claro de quem eu sou e como eu sou e tenho que adaptar minha vida e minhas atitudes para fazer o melhor dentro da minha realidade.
Valeu a Pena: Uma última pergunta: Nos fale um pouco sobre o Projeto Independente ?(http://www.wix.com/projetoindependente/acampamentos#!) pelo o pouco que li sobre ele, posso dizer que para mim é a maior prova de que a RECUPERAÇÃO é possível.
Davi: Bom, o Projeto Independente era um projeto que estava no papel a uns 2 anos antes de entrar em Recuperação, sou da área de Educação Física e minha esposa é Terapeuta Ocupacional, tivemos o interesse de poder promover recreação e lazer para pessoas com necessidades especiais. Assim que completei um mês limpo comecei a focar no andamento do projeto me doando de coração e com uma vontade incrível de fazer acontecer. E o inusitado aconteceu consegui fazer as primeiras programações como passeios e baladas e logo em seguida começamos os Acampamentos de Férias (temporada de 7 dias) começamos a unir pessoas com deficiência (Paralisia Cerebral, Síndrome de Down, Hidrocefalia, Deficiência Intelectual e outros..) com crianças de 6 a 14 anos sem deficiência, fazendo assim um trabalho único de Inclusão Social, nosso objetivo é de quebrar as barreiras e as diferenças, através de atividades recreativas conseguimos realizar esse trabalho com sucesso... E já convido todos para nossa 13ª Temporada de Férias – Acampamento Inclusivo Julho 2011 – de 16 á 23/07 em Ibiúna/SP.
Mais informações : 8758-3215 Davi ou por email: projetoindependente@hotmail.com
Valeu a Pena: Fique à vontade para fazer as suas considerações gerais e comentar o que acha ser importante na recuperação de um dependente.
Davi: Gostaria muito que todos dependentes tivessem a oportunidade de conhecer um grupo de auto ajuda, que todos tivessem o mesmo desejo que eu tive de parar de usar. Mas não posso fazer isso, o que posso fazer e me manter limpo e mostrar que vale a pena, que existe felicidade e sonho em recuperação. Para você que ainda não teve o privilégio de vivenciar a recuperação e ter controle novamente de sua vida fica o recado....
SÓ DEPENDE DE VOCÊ.............vale muito a pena!
Para finalizar essa entrevista, convido a todos que visitem o site do Projeto Independente citado acima, não é apenas a prova da recuperação de um dependente, é um exemplo de humanidade, um projeto de inclusão muito bonito e bem estruturado.
Davi, obrigada pela coragem, sinceridade e exemplo. Parabéns! Só Por Hoje você é um vencedor! E assim será, um dia de cada vez...
Postado por
GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
às
14:22
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