Até onde você iria para ajudar alguém que escolheu o caminho errado em busca da tal felicidade? Em um mundo sofrido, perigoso e doloroso, eu senti na pele a dor de ver alguém querido tomar a decisão errada. Eu carreguei a minha própria nuvem de chuva enquanto decidi caminhar ao lado dele. Eu adoeci sem saber, uma doença tão perigosa quanto à dependência química. Eu me tornei uma codependente. E essa é a minha jornada, uma jornada de lágrimas, promessas, sofrimentos e vitórias.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Vai ter horas...
Sem meias palavras, eu preciso dizer:
Vai ter horas que você vai querer jogar tudo para o alto;
Vai ter horas que você vai querer largar tudo, apertar o botão do foda-se e seguir em frente;
Vai ter horas que vai doer tanto, mas tanto, que você vai sentir vontade de colocar para fora essa dor de uma forma até mesmo violenta, você vai querer bater, xingar, chutar;
Vai ter horas que você vai se sentir sozinha mesmo estando rodeada por pessoas próximas;
Vai ter horas em que o ar vai lhe faltar e você vai achar que vai surtar;
Vai ter horas que você vai achar que o mundo está contra você;
Vai ter horas que talvez você pense que Deus se esqueceu de você e isso vai doer;
Vai ter horas que você vai desejar não estar mais em seu corpo, vai desejar ser outra pessoa, ter outra vida, amar outra pessoa;
Mas...
Vai ter horas que você vai sorrir como uma criança, ao ver "ele" voltar após dias nas ruas usando;
Vai ter horas que você vai amá-lo de uma forma que uma pessoa que não tem um DQ em casa não será capaz de amar;
Vai ter horas que você vai chorar com ele ao vê-lo lutar bravamente contra a a vontade de usar;
Vai ter horas que você vai perceber que você por causa da dor sentida, você se tornou mais sensível e passou a dar valor aos pequenos momentos;
Vai ter horas que você vai conseguir dizer que valeu a pena;
E...
Talvez, tenha horas que você precise colocar na balança todos esses sentimentos, sensações, experiências e então tomar uma decisão do que fazer a respeito.
E eu espero que mesmo que você decida seguir em frente, decida viver outra vida, decida renascer, mesmo que você decida virar a página, dar a ele uma em branco para que ele escreva uma nova história para a vida dele e você escrever uma nova para a sua, o mais importante é que nessas horas, você possa dizer que VALEU A PENA!!!
Seja qual for a sua decisão, seja qual for a sua história, não deixe que as horas ruins apaguem as horas boas, apenas faça valer a pena!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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21:43
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domingo, 3 de março de 2013
Feliz Aniversário Anjo Gabriel!
03/03/83
Essa é a data. Foi nesse dia que aquele a quem eu chamo carinhosamente de anjo Gabriel nasceu. Hoje, ele está completando 30 anos e antes de eu fazer esse post, estava lendo o post que fiz no ano passado, nesse mesmo dia, nesse mesmo mês, onde eu dizia que não sabia nada sobre ele.
Pois é, de lá pra cá, muita coisa mudou, após mais de 8 anos sem nenhuma notícia dele e mesmo assim, sem nunca deixar de acreditar na recuperação dele, sem deixar acreditar que ele estava vivo, ano passado eu vim a ter notícias dele. Então, seu eu pude ficar tanto tempo sem saber nada sobre ele e ainda sim, mantive a minha fé, hoje, mais do que nunca, a minha fé se mantém inabalável em relação à recuperação dele.
Anjo, não importa o que esteja fazendo agora, não importa se está se acabando ou se recuperando, nada é capaz de mudar o meu sentimento por você na data de hoje, nada é capaz de mudar o meu desejo pela a sua felicidade.
Anjo, eu só desejo que você renasça para uma nova vida, só desejo que você deixe de sobreviver e passe a viver novamente, a vida aqui lhe espera, você sempre terá uma chance de recomeçar, nunca será tarde demais para você, eu conheço a sua alma, conheço a sua essência, tive acesso ao seu coração e sei o quão forte ele é.
Tô aqui anjo, torcendo por você, orando por você, que o Universo, que o Poder Superior lhe proteja, lhe abençoe, lhe dê a oportunidade para uma nova vida, eu acredito em milagres e você já é um milagre, um milagre por ter sobrevivido tanto tempo, chega disso anjo, chega de sobreviver e volte a viver!
"É só uma questão de tempo, eu sei que esse Anjo encontrará o seu caminho, seguindo a luz que vem do Céu, seguindo a Ordem Divina de que ele veio à Terra para ser feliz e não para sofrer.
Eu conheci um Anjo e por tudo o que vivi, digo que Valeu a Pena"
(Livro Valeu a Pena - A Jornada de Uma Codependente)
Feliz aniversário, que comece hoje um novo dia para você, o dia do seu renascimento!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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09:00
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Eu Espero!
Eu espero que seus dias sejam iluminados e suas noites sejam protegidas pelo Universo.
E que seus pés os leve para cada estrada que você queira ir
E se você se deparar com uma escolha a fazer
Eu espero que você escolha aquilo o que mais tem importância para você
E se as dificuldades aparecerem
Espero que você persista
E se uma porta se fechar
Espero que você continue buscando uma janela.
Espero que você tenha sonhos e que eles sejam grandes
E que não desista deles,
E se você tiver preocupações, que elas sejam pequenas
Espero que você encontre o seu caminho
E que não demore para isso acontecer
Espero que o peso que você tenha que carregar não seja maior do que o peso que você possa suportar
E quando você estiver voltando para o seu caminho
E é só uma questão de tempo, eu sei que isso vai acontecer
Eu espero que você encontre alguém que o ame
E que tenha os mesmos sonhos que você
Eu espero que você nunca olhe para trás se martirizando, mas, que nunca se esqueça das pessoas que amou você
Eu espero que você perdoe, se perdoe e nunca se arrependa, seja bom ou ruim, apenas aprenda
E que você não só seja ajudado, mas que também ajude alguém sempre que puder
E que você agradeça a Deus por cada erro e lição aprendida
E sim, esse é o meu desejo,
Eu espero que você seja feliz, afinal, você veio à esse mundo para ser feliz e não para sofrer!
Eu espero verdadeiramente que nesse momento o Universo esteja operando e conspirando para a sua recuperação e só por hoje, eu espero que o meu desejo de que você seja feliz, se realize.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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21:19
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domingo, 19 de agosto de 2012
Apenas Surtar!
Olá, são aproximadamente duas da tarde de um lindo domingo ensolarado aqui na minha cidade e eu me dei o direito de reservar algum tempo para vir escrever aqui no blog.
Eu estava a poucos minutos atrás lavando a garagem da minha casa quando ouvi um grito estridente de uma mulher, seguido de um barulho de porta batendo e depois mais um grito, eu olhei pelo meu portão e vi uma vizinha, uma moça de seus 28 anos eu acho, que mora poucas casas a baixo da minha, ela parecia estar descontrolada, entrou em seu carro e pude ouvir mais um grito e uma batida na buzina. Pensei que ela ia sair com o carro naquele estado, mas ela apenas permaneceu ali, dentro do carro e mais nada.
Eu voltei a lavar a garagem e pensei comigo: - É apenas um momento de surto, as pessoas surtam às vezes...
Logo após esse pensamento, me veio a mente a época em que eu estava com o Anjo Gabriel e de imediato pensei: - As pessoas surtam às vezes, menos eu...
Pois é, durante um ano da minha vida, quando estava deixando de ser adolescente e passando a ser mulher, com meus 18 anos, eu convivi diariamente com a situação limite me testando, eu tive vários motivos para SURTAR, para gritar, para me descabelar, para me atirar no chão e de lá não sair mais, mas, eu não fiz nada disso, tirando as lágrimas que escorriam pelos meus olhos no silêncio da minha cama, no escuro do meu quarto, eu nada mais fazia, nenhuma reclamação para ninguém, nenhuma lamentação, eu havia escolhido passar por aquilo e ninguém era obrigado a ouvir minhas frustrações.
Mas, por que achamos que ninguém pode nos ver surtando, por que temos que ser sempre tão fortes quando a situação nos permite e às vezes até exige que sejamos fracas?
Essa é uma características da Codependente, nós não nos damos o direito de sermos fracas porque sabemos que tem alguém que precisa que sejamos fortes.
Pessoas normais podem ter pequenos surtos, mas, nós, nós não, afinal, não somos apenas pessoas normais, vamos além da normalidade quando nossa fé e nossa força é testada e medida, sentimos a obrigação de amar e proteger e até mesmo de passar por cima de nossos sentimentos e nossa emoções para que possamos cumprir com o nosso papel de esposa, namorada, mãe ou amiga.
Vejo nos blogues de amigas que sigo, situações descrita por elas, que com certeza pessoas "normais" já teriam surtado, gritado, esperneado, sem medir sequer as consequências do seu surto momentâneo, mas, essas mulheres não fazem isso porque sentem a necessidade de se manterem firme, porque seu dependente químico é que está surtando naquele momento.
Pois é, vai aqui o conselho de quem também já sofreu muito por achar que não merecia o seu próprio momento de surto:
- Se for necessário, surte, grite, coloque para fora, extravase!
Por um bom tempo eu achei que encontrar a serenidade era me manter firme em todas as situações, me manter quase que apática às situações limites, hoje, eu entendo que encontrar a serenidade é me dar o direito de sentir quando isso for para me ajudar a me curar dela, é me permitir chorar quando tudo o que me resta no momento são as lágrimas, é colocar para fora aquilo que sei que dentro de mim não pode ficar.
Encontrar a serenidade é ter a sabedoria para distinguir quando é o momento certo de surtar, é saber que se aquele é o momento certo, algo de bom vai acontecer como consequência da minha explosão de sentimentos.
Só por hoje eu vivo a serenidade na minha vida e só por hoje, eu me dou o direito de SURTAR se isso significar encontrar a serenidade em seguida.
Bons momentos amigas guerreiras e lembrem-se, não precisamos sermos fortes 24 horas por dia, não temos que ser.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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14:35
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Vagando no deserto!
E foi em um momento de distração minha que ele desapareceu, como uma brisa que passa por nós silenciosamente, ele seguiu rumo ao seu pote de ouro atrás do arco-íris.
As estrelas já haviam alcançado o céu no momento da sua fuga, a lua de prata brilhava em sua majestosa aparição, pendurada entre as estrelas. O ar era quente, a rua estava silenciosa, as luzes das casas ao redor já haviam se apagado, provavelmente todos já tinham ido dormir, era tarde, tarde o suficiente para sentir minha espinha se contorcer quando dei falta dele dentro de casa, tarde o suficiente para sentir o meu estômago congelar com medo de que algo pudesse acontecer com ele durante a sua jornada pelas ruas escuras da cidade em busca daquilo que iria lhe trazer alívio e lhe satisfazer. Era tarde o suficiente para eu saber que nada poderia ser feito a não ser esperar.
E a espera foi longa, cruel, esmagadora. A dúvida, o medo, o desespero me consumiam a cada segundo, a cada volta do ponteiro em meu relógio. A agonia foi a minha companhia durante aquela noite em que meu sono, minha paz, minha tranquilidade haviam me abandonado e eu fiquei a espera de uma notícia dele noite adentro, a espera de um telefone, desejando ouvir mais uma vez o toque horripilante do meu telefone, que me fazia paralisar e estremecer toda vez que soava e que ele não estivesse em casa. A dúvida em relação ao que eu poderia ouvir ao atender o telefone me entorpecia, o medo da notícia ruim, a esperança da notícia boa.
E não precisou mais que dois assombrosos toques para que eu disparasse em direção àquele fazedor de barulhos fantamasgórico e me atirasse para pegá-lo como uma águia em busca de sua comida.
Sua voz tremula, baixa, era quase que inauditível, era como um sopro em uma montanha.
Eu fui para o portão. A lua ainda brilhava no céu, mas, já dava indícios de que logo iria passar o seu posto para o astro-rei Sol, estava amanhecendo. Eu havia passado a noite em claro. Mais uma noite em claro.
Mas, aquilo já não era mais importante, porque do momento em que eu ouvi a sua voz até o momento em que eu o vi chegar, a única coisa que pareceu fazer sentido era que havíamos sobrevivido eu e ele a mais um dia. Ele havia sobrevivido após ter se auto-flagelado com as drogas e eu havia sobrevivido após ter passado por mais uma noite mergulhada em desespero.
A única coisa que importou, foi vê-lo parado no portão, com olhos perdidos, como se estivesse vagado a noite toda pelo deserto.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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20:50
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domingo, 24 de junho de 2012
E o que eles vão perder afinal?
Esses dias estava lendo a postagem de um blogue de uma amiga, da Emily e me veio a vontade de fazer essa postagem, para quem não leu a postagem dela, esse é o link http://amandoeajudando.blogspot.com.br/2012/06/soltando-corda.html?showComment=1339984964155#c5794636595747294627.
Ela fala que decidiu pensar em nela, em focar nela, pois hoje, ela vive uma vida 100% focada nos filhos e no marido dependente químico.
Sabem, eu pensei comigo, como podemos esperar que nos amem, que nos valorizem se nós mesmos não fazemos isso? Se somos nós que nos anulamos em nome deles, porque esperamos que eles percebam o que estão perdendo ao nos magoarem?
Afinal, o que eles vão perder se nos perderem?
Vão perder uma mulher decidida, forte, que tem atitude, pulso firme, que se mantém firme em sua palavra e fiel à suas próprias escolhas?
Não, na verdade eles não vão estar perdendo muito, afinal, vão estar perdendo uma mulher na maioria das vezes tão adoecida quanto eles, vão estar perdendo uma mulher que perdeu o controle da situação sobre a sua própria vida, uma mulher que se anulou, que "pira" às vezes de tanta raiva, que chora por não conseguir controlar a vida deles, que se mantém forte na linha, quando se é necessário jogar tudo para o alto, chutar o balde.
É, o que eles vão perder afinal?
O que nós queremos que eles pensem ao pensar que usando a maldita droga vão perder?
Acho que queremos que eles percebam que podem perder a mulher de suas vidas, uma mulher decidida, que sabe o que quer para si, que sabe o valor que tem, que sabe que merece ser feliz, que os ama com todo o coração, mas que também se ama com toda a sua alma.
Queremos que eles percebam que podemos viver sem eles, que somos capazes de viver, de nos apaixonar novamente, que podemos sentir tudo de novo por outra pessoa, mas que não fazemos porque não queremos, por escolha e não por obrigação ou condição.
Aí sim perceberão que se eles nos tem por perto, é porque queremos estar e para isso, precisam merecer.
Se nos anularmos e não nos dermos valor, quem vai nos dar?
Dizem que se continuarmos a fazer as mesmas coisas, obteremos os mesmos resultados, então, que tal mudarmos a postura, mudarmos as nossas ações, com certeza, algum resultado diferente nós vamos ter!
Boas 24 horas!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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12:19
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VALE A PENA LER
terça-feira, 19 de junho de 2012
Medo de ser feliz!
Vocês já se pegaram em um momento de extrema felicidade e de repente sentiram um friozinho na barriga, uma sensação estranha junto com essa felicidade?
Isso tem nome e se chama MEDO, medo de ser feliz!
É um processo de autosabotagem, quando estamos felizes demais, começamos sem perceber, a procurar motivos para estragar essa felicidade, é como se tivéssemos sido programadas para esperar que algo ruim aconteça sempre que estamos bem, parece que aprendemos desde a infância de que temos que nos contentar com o fato de algo vai dar errado quando estamos bem.
Parece que nós mesmos nos julgamos não aptos e indignos de sermos felizes e de aproveitarmos esses momentos de felicidade e acreditem, nós, Codependentes, em recuperação ou não, temos uma tendência maior a nos autosabotarmos, afinal a codependência se desenvolveu em nossas vidas em um momento de sofrimento, de tristeza, onde a nossa auto-estima está abaixo de zero e parece que ser feliz é proibido para para as pessoas de baixa auto-estima e com isso, um ciclo começa a imperar, onde quanto mais baixa auto-estima, menos nos sentimos merecedoras de sermos felizes.
Por isso, quando estamos bem, quando estamos felizes, parece que estamos a espera do que vem depois e esse o que vem depois não precisa ser algo ruim e nem sempre o que vem depois desse momento de felicidade é ruim, então, o que fazemos? Nós criamos uma situação, buscamos motivos para nos entristecermos, buscamos desarmonia, buscamos tempestades, antecipamos as tempestades na verdade.
Precisamos quebrar a crença de que sempre após um momento feliz, tem um momento triste, porque enquanto não fizermos isso, estaremos sempre curtindo os momentos felizes com o friozinho na barriga, à espera do próximo momento, do momento triste.
Somos os principais responsáveis por nossas frustrações, temos o poder de nos auto-sabotar e isso é perigoso, pois, não nos damos a chance de sentirmos plenamente cada momento e posso ser sincera com vocês? Quando digo sentirmos plenamente cada momento, não estou dizendo em sentir plenamente só a alegria não, falo da dor também, porque se não completarmos o clico, seja da alegria ou da dor, não poderemos ir para o próximo ciclo.
Eu falo que até mesmo a dor precisa ser sentida em sua plenitude, para que assim, nos libertemos dela e nos tornemos resistentes à ela.
Em várias passagens do meu livro, em várias situações deixo claro como o medo de ser feliz estava presente em minha vida, em como eu estava acostumada a sofrer, como se eu fosse merecedora de tal sofrimento.
Eu estava tão acostumada com a dor, mas eu não a sentia plenamente, pois, eu havia chego no estágio em que eu não chorava mais e por isso eu a sentia pela metade e quando algo bom acontecia, eu me sentia vazia, pela metade. Era assim quando o Gabriel era internado por exemplo, toda vez que eu o internava em uma nova clínica, eu me sentia vazia, porque ao cair da noite, que quando ele "fugia" para usar, eu não tinha mais a preocupação de saber se ele ia fugir naquela noite ou não, porque ele estava internado e é assustador dizer isso, mas, eu estava tão acostumada com a dor que passei a sentir falta dela nos momentos de paz.
Entendem como constantemente estamos nos auto-sabotando?
Eu hoje sou consciente disso e tento me manter firme em meu propósito de sentir o que tiver que sentir e me preparar sempre para o melhor.
Por isso, meus queridos leitores, precisamos nos manter conscientes de que podemos ser felizes diariamente se assim o decidirmos!!!
Boas 24 horas!
Por isso, quando estamos bem, quando estamos felizes, parece que estamos a espera do que vem depois e esse o que vem depois não precisa ser algo ruim e nem sempre o que vem depois desse momento de felicidade é ruim, então, o que fazemos? Nós criamos uma situação, buscamos motivos para nos entristecermos, buscamos desarmonia, buscamos tempestades, antecipamos as tempestades na verdade.
Precisamos quebrar a crença de que sempre após um momento feliz, tem um momento triste, porque enquanto não fizermos isso, estaremos sempre curtindo os momentos felizes com o friozinho na barriga, à espera do próximo momento, do momento triste.
Somos os principais responsáveis por nossas frustrações, temos o poder de nos auto-sabotar e isso é perigoso, pois, não nos damos a chance de sentirmos plenamente cada momento e posso ser sincera com vocês? Quando digo sentirmos plenamente cada momento, não estou dizendo em sentir plenamente só a alegria não, falo da dor também, porque se não completarmos o clico, seja da alegria ou da dor, não poderemos ir para o próximo ciclo.
Eu falo que até mesmo a dor precisa ser sentida em sua plenitude, para que assim, nos libertemos dela e nos tornemos resistentes à ela.
Em várias passagens do meu livro, em várias situações deixo claro como o medo de ser feliz estava presente em minha vida, em como eu estava acostumada a sofrer, como se eu fosse merecedora de tal sofrimento.
Eu estava tão acostumada com a dor, mas eu não a sentia plenamente, pois, eu havia chego no estágio em que eu não chorava mais e por isso eu a sentia pela metade e quando algo bom acontecia, eu me sentia vazia, pela metade. Era assim quando o Gabriel era internado por exemplo, toda vez que eu o internava em uma nova clínica, eu me sentia vazia, porque ao cair da noite, que quando ele "fugia" para usar, eu não tinha mais a preocupação de saber se ele ia fugir naquela noite ou não, porque ele estava internado e é assustador dizer isso, mas, eu estava tão acostumada com a dor que passei a sentir falta dela nos momentos de paz.
Entendem como constantemente estamos nos auto-sabotando?
Eu hoje sou consciente disso e tento me manter firme em meu propósito de sentir o que tiver que sentir e me preparar sempre para o melhor.
Por isso, meus queridos leitores, precisamos nos manter conscientes de que podemos ser felizes diariamente se assim o decidirmos!!!
Boas 24 horas!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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18:44
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sábado, 16 de junho de 2012
Conflitos!
Estou bem confusa, porque às vezes penso que não foi à toa que descobri, que o Universo tinha um propósito ao me mostrar que ele ainda está se destruindo, morrendo lentamente em vida.
Recebi muitos comentários aqui e no Facebook também, a grande maioria me disseram que eu devo colocar nas mãos de Deus, que eu não posso fazer mais nada a respeito, que eu já fiz o que podia fazer na época em que podia fazer, mas eu não estou certa disso.
A grande verdade é que eu não sei se ainda existe nele a pessoa que conheci, eu quero acreditar que o lado bom, o lado anjo que eu conheci, ainda exista dentro dele, mas, tenho medo de descobrir que não.
No dia em que descobri, passou por minha mente vários pensamentos, pensei em procurar os advogados da defensoria pública que estão cuidando do caso dele para ver se descobria mais coisas a respeito, pensei em ver com a família dele se estão sabendo a respeito, pensei em procurar ajuda para ele sem nem saber como ou aonde, pensei, pensei e no fim nada fiz.
E esse é o problema, logo eu? Que sempre fui tão decidida, me vi paralisada, sem saber o que é certo a fazer, mas a dúvida me corrói e me consome lentamente, diariamente, fico me perguntando, se não era para fazer nada, porque fui descobrir? Eu não sei desistir, então, uma coisa é certa, o fato de eu ter descoberto não foi para me fazer "desencanar" da possibilidade de que um dia ele ainda vá se recuperar, porque o Universo sabe que eu nunca vou acreditar que não há mais esperanças, isso não combina comigo, podem até me chamar de teimosa, de fantasiosa ou sei lá o que, mas, no momento, tudo o que tenho em relação à ele é a esperança de que ele vai se recuperar um dia e se eu tiver que tirar isso de mim mesma, terei que mudar o nome do meu livro, porque aí, nada teria valido a pena.
Isso é tão conflitante dentro de mim, eu não quero me envolver diretamente, quero ter um meio de ajudá-lo sem que ele nem saiba que sou eu, quero ter o poder de colocar a pessoa certa no caminho dele capaz de ajudá-lo nessa fase, quero que ele possa ler o meu livro e que se lembre de quem ele era antes das drogas, e que isso o faça cair de vez em seu fundo do poço e que ele então decida sair de lá, eu sei que não posso interferir na lei da vida, na lei que dá o rumo para as nossa vidas, mas me assombra a ideia de que se eu soube é porque de alguma forma, de algum jeito, eu posso ajudá-lo e não descobrir como me martiriza!
É, como é difícil não ter a resposta certa para as minhas perguntas, acho que preciso continuar a procurá-las dentro de mim e continuar a pedir que o PS me mostre o que eu preciso e posso fazer para ajudar esse ser-humano que um dia foi meu namorado.
Boas 24 horas meus amigos, obrigada por me ouvirem sempre e me ajudarem!!!
"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você"
E só enquanto eu respirar, terei esperanças de que a recuperação é possível sim!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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12:42
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sexta-feira, 8 de junho de 2012
Seja dono de suas escolhas!
Seria mais fácil se não precisássemos fazer escolhas, seria mais fácil se as escolhas é que tomassem a frente de tudo e decidissem por si só o melhor caminho, a melhor saída, a melhor resposta.
Eu adoraria chegar aqui e dizer para vocês que sempre, sem sobra de dúvidas, sempre que você fizer uma escolha na sua vida, ela lhe trará paz, lhe deixará em paz consigo mesmo, mas, se eu fizesse isso, estaria sendo a maior hipócrita de todos os tempos, escolher é de fato uma responsabilidade grande que traz consigo consequências e que teremos que lidar com essas consequências, estejamos preparados ou não.
Escolher estar com um dependente químico ou não, é uma escolha sua que ninguém pode fazer por você, mas, tem que ser uma escolha consciente, porque como eu disse anteriormente, nem sempre escolhas nos trazem paz.
Eu sou categórica em dizer que tudo o que passei ao lado de um dependente químico que amei, foi por escolha minha, vejam bem, eu não escolhi me apaixonar por um dependente químico e não me apaixonei, eu me apaixonei por um rapaz jovem e saudável que veio a se tornar um DQ, e foi nesse momento que o Universo me deu a escolha, de ficar ou pular fora. Ele, o Universo, não me disse quais seriam as consequências da minha escolha, não me disse que eu poderia sofrer se ficasse e que eu poderia sofrer se eu pulasse, eu tive que fazer essa escolha baseada única e exclusivamente em meus sentimentos e minhas crenças e então eu escolhi, escolhi ficar e ir até onde fosse necessário.
Foi a escolha certa? Não, eu não sei, mas, foi a minha escolha e eu arquei com todas as consequências que com ela veio, mas, sabe o que é melhor? É que eu não me arrependo por nada, e não me importo em descobrir se fiz ou não a escolha certa.
A cada escolha, a cada decisão, a vida continua, o rio continua seguindo o seu percurso, as aves continuam voando em bandos, o Sol e a Lua continuam brincando de esconde-esconde no céu do nosso Universo, pessoas nascem e pessoas morrem, relacionamentos começam e relacionamentos terminam, a paz e a guerra continuam sendo assunto mundial, a fome continua sendo uma das maiores preocupações mundiais, os canais de TV continuam buscando por notícias que dão ibope, enfim, a cada nova escolha, aparentemente tudo continua a mesma coisa, mas, nesse mundo afora, nada mudou com a sua escolha, porque a escolha é SUA e as consequências dela também são SUAS, porém, no mundo nada mudou mas dentro de você tudo pode mudar com uma simples escolhas, por isso, elas precisam ser feitas em conjunto com o coração e com a razão, sempre!
Esteja preparado para ser dono de suas decisões, não tema escolher e ter que voltar atrás, não tema o desconhecido, siga com seu coração, ele lhe mostrará o melhor caminho para aquele momento.
Não existe decisão melhor do que aquela que é feita com o coração e mente sintonizados.
Lembre-se, ninguém escolhe amar um DQ, a escolha é seguir com um DQ ou não. Faça a sua escolha lembrando que nada na vida é em vão.
Boas 24 horas para nós!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Guerreiros e Guerreiras!
Ser guerreiro é...
Saber que não se pode desistir diante das adversidades.
E que de forma alguma, se pode desistir antes de mesmo de começar.
Recomeçar quantas vezes forem necessário, é um dos lemas do Guerreiro.
Um guerreiro sabe que o mais importante não é o destino final e sim o percurso que o leva até ele.
Ser Guerreiro é...
Aguentar a dor sem desistir, é às vezes se sentir sozinho no meio da multidão e ainda sim ter forças para continuar.
É enfrentar a dor da desilusão.
É saber que mesmo no amor, a dor existe e mesmo assim, ter forças para amar quantas vezes forem necessárias.
É amar a si em primeiro lugar, mas, nunca deixar de amar o outro também.
Ser Guerreiro é...
Ter coragem quando todos estão com medo.
É encontrar a paz no caos.
É sorrir quando tudo o que mais se quer é chorar.
É seguir em frente quando a vontade é de parar.
Ser Guerreiro é lutar sem armas, é enfrentar a guerra da vida de cabeça erguida é ter coragem para amar e se entregar de verdade à um amor, é não temer o futuro porque o verdadeiro guerreiro sabe que o seu futuro depende do seu presente.
É se manter sereno diante das insanidades que o rodeiam.
Ser guerreiro é ter a capacidade de descer ao inferno se necessário for e de lá sair.
É renascer das cinzas quantas vezes forem necessárias.
É ter consciência da sua importância nesse Universo e não aceitar dele nada menos que a felicidade.
Somos guerreiras, somos guerreiros, renascemos das cinzas, sentimos dor, seguramos as lágrimas, enfrentamos nossos fantasmas, lutamos quando pensamos em desistir, buscamos a paz dentro de nós quando tudo ao nosso redor é guerra, levantamos cada vez mais fortes a cada tombo que levamos e vivemos, da forma mais digna possível, buscando incansavelmente a felicidade e a alegria em cada momento de nossas vidas.
Somos guerreiras e guerreiros porque sabemos que o caminho muitas vezes é desnivelado, que há rochas para subir, cactos para desviar, rios para atravessar e mesmo assim, enfrentamos, porque sabemos que vale a pena!!
Ser Guerreiro é...
Fazer valer a pena cada momento.!
Boas 24 horas guerreiros e guerreiras!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Propósitos!
Eu tenho que em primeiro lugar agradecer a todos vocês que nos últimos dias se fizeram presente em minha vida, seja por aqui, seja por e-mail e até mesmo pelo facebook.
Eu me senti verdadeiramente acolhida pelas palavras que li, tive a certeza e a confirmação de que todas nós, que um dia amou um dependente químico ou que ama, teve a vida tocada por esse amor e que isso não se apagará com o tempo e tive a certeza e a confirmação de que só entende isso, quem já passou por isso.
Quando li o nome dele, que na verdade nem sei dizer o real motivo de eu ter digitado o nome dele no Google, quando eu li, um filme passou pela a minha mente, um filme sobre ele, contradizendo o que aquelas palavras naquele processo diziam, um filme criado pela a minha mente e meu coração, baseado nas lembranças que jamais se apagarão, para provar a mim mesma de que eu estava certa, ele foi um dia um anjo e que agora talvez, ele precise enlouquecer para encontrar a sua sanidade.
Recebi vários comentários que me fizeram refletir, vários comentários dizendo a mesma coisa, confie no Poder Superior, há um propósito para isso, há males que vem para o bem e eu percebei que é verdade, talvez, estar preso, no momento seja a salvação dele, talvez, estar preso, seja o incentivo que ele precisa para sair desse poço enlamaçado em que ele se encontra.
Para tudo há um propósito, eu creio nisso, acredito que sempre tem algo acontecendo, que não existe momentos nulos e que temos sempre duas opções, a de agirmos ou a de somente reagirmos. Nesse momento, eu vejo o anjo Gabriel reagindo simplesmente, reagindo à suas próprias escolhas, talvez por medo de enfrentá-las, talvez por medo e por não saber mais ouvir o que há dentro dele, talvez por achar que não há mais nada dentro dele, mas, eu sei que há, em algum lugar há e eu espero que ele desperte logo, no tempo certo, e que passe a agir a favor de si e de sua felicidade.
Quanto a mim? Continuarei a fazer o que eu puder, em pensamentos, em palavras, em orações, em ações, o que estiver ao meu alcance eu farei para que o Universo leve à ele, ao coração dele, a mensagem de que eu ainda acredito em milagres e que eu ainda acredito que ele pode, se ele quiser.
Eu espero que ele perceba que dentro dele está todas as respostas de que ele precisa e que ele não tema em buscar tais respostas. Eu estou buscando as minhas, para cada pergunta que faço sobre tudo isso, sobre o motivo de tê-lo conhecido, de ter vivenciado tudo isso, de ter criado esse blog, de ter digitado o nome dele no google, as respostas existem e é dentro de mim que vou encontrá-las. Eu sei que vou.
Obrigada à todos vocês que me ajudaram a refletir e me trouxeram à serenidade novamente.
É só por hoje, seja bom ou ruim, é só por hoje!
Boas 24 horas para nós.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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20:24
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Desligando a humanidade!
A última postagem De repente o chão sumiu! me deixou bem reflexiva sobre a visão de como alguém BOM pode se tornar alguém diferente do que era.
É incrível o que a droga faz não é mesmo? É até cansativo falar todos os malefícios que ela traz, mas tem um, o principal que não pode ser esquecido nem por um segundo quando abordamos o tema.
É o DESLIGAMENTO DA HUMANIDADE, a capacidade em que o DQ, o adicto tem em, sob o efeito do uso contínuo da substância, de desligar a sua humanidade, é como se eles apertassem um botão de desliga e passassem a não dar importância a mais nada em suas vidas.
DESLIGAMENTO DAS EMOÇÕES essa é a palavra certa! A Droga faz com que eles desliguem as suas emoções e o foco passe a ser somente a droga e nada mais, tudo deixa de ser importante perante a droga.
A compulsão faz com que eles apertem esse tal botão e os impedem de parar, a única coisa que eles conseguem lembrar é do cheiro da droga, da sensação que ela traz, da sensação que sentem ao utilizá-la, todo o som que ouvem, é o som das batidas de seus próprios corações em ritmo acelerado quando estão sob o efeito da droga e todo o resto, passa a ser o resto e mais nada.
Eu não acreditava que isso fosse possível, não acreditava que alguém pudesse e conseguisse "desligar" dessa forma, eu lembro que muitas vezes disse para ele que não acreditava que ele não conseguia lutar contra a vontade de usar, que ele tinha que lutar porque eu sabia que ele era forte, eu impunha para ele tal condição, sem perceber que o botão já estava sendo desligado aos poucos.
Ele dizia que eu era ainda a única coisa (pessoa) que o impedia de jogar tudo para o alto e deixar aquele que tanto o queria, dominá-lo, tomar posse.
Hoje eu entendo que ele se referia a ele mesmo, a luta interna que ele vivia com ele mesmo, onde uma versão dele, queria muito a droga, porque era ela que aliviava a existência dele nesse mundo e outra versão dele lutava, a pedido meu, contra tudo isso, porque eu pedia, exaustivamente que ele lutasse contra isso, que eu acreditava que ele conseguiria.
Era como se as emoções dele o matassem lentamente, como se sentir, fosse algo demais para ele e por isso ele precisava desligar.
Por algum tempo, o amor dele por mim venceu o desligamento, mas, foi somente por algum tempo. Ele era forte, mas não o suficiente, a vontade estava lá, pedindo para ele desistir,ele lutou com ela várias vezes, mas, ela gritou mais alto e fez ele desistir de lutar, desistir da vida, desistir dele.
E ele desistiu.
E acho que nesse momento, um grande vazio se formou dentro dele. Acho que o horizonte, o infinito, o céu, a terra, se tornaram tudo uma coisa só, uma linha reta sem fim, um buraco sem fundo, uma queda livre no infinito.
Eu me pergunto, quanto ainda ele tem que sofrer para ser feliz novamente? Quanto ele ainda tem que sofrer para ter uma segunda chance? Quanto mais ele terá que perder? Quanta dor mais ele terá que sentir até encontrar a si próprio novamente?
Se meu desejo puder se tornar real agora mesmo, eu desejo vê-lo recuperado, desejo vê-lo feliz.
Se um milagre puder acontecer agora mesmo, será o da sua recuperação.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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19:58
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
A dor que nos move!
Quando a Dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda.
Sigmund Freud
Primeiramente vou falar da dor, do momento da dor, da vivência da dor, essa dor que Freud fala, a dor que nos para, que nos bloqueia, que nos trava e nos leva à estagnação.
Eu podia fechar e abrir meus olhos quantas vezes fosse e nada mudaria, eu podia chorar e lágrima nenhuma era capaz de fazer mudar, eu podia vestir a armadura mais forte e nem assim, a dor podia ser evitada. A dor estava em todo lugar, estava ao meu redor e me acompanhava para onde quer que eu fosse, na verdade, a dor estava dentro de mim, eu estava vivendo-a intensamente, cultivando-a a cada momento, a cada situação frustrante vivida, a cada decepção, a cada nova tentativa de ser feliz, era sempre ela, ali, se fazendo presente onde todo o resto estava ausente.
E então, eu parei de viver.
Eu morri, morri em vida, eu parei de viver e passei a sobreviver somente.
E então a dor aumentou, mas, eu ainda estava anestesiada demais com a experiência da morte para perceber que a dor estava aumentando freneticamente e desenfreadamente e ela chegou em seu ápice. Fui consumida por ela durante muito tempo, como a madeira em uma lareira, queimando até virar brasa, assim foi a minha dor.
A dor da descoberta, a dor da impotência, a dor da decepção, a dor do cansaço, a dor do amor, a dor da compaixão, a dor da decisão. Eu vivi intensamente cada uma delas até que essa mesmo dor que me levou à morte em vida, me trouxe de volta à vida.
E veio a mudança, a dor de não estar mais vivendo, a dor que me bloqueava, me segurava e me paralisava me fez dar o próximo passo, me fez buscar a mudança, porque mesmo sabendo que não há mudança sem dor e que é preciso ter paciência para que ela ocorra, ainda sim, era melhor sentir a dor da mudança do que a dor de parar de viver, a dor da inércia profunda em que eu estava vivendo.
Eu renasci, tão forte e tão decidia a ser feliz quanto uma criança querendo sair do ventre de sua mãe.
Eu voltei a viver e isso não significa que a dor não venha me visitar às vezes, não, não mesmo, ela vem me visitar às vezes, ele se faz presente na minha vida, aliás, ela faz parte da minha vida, ainda não criei resistência à ela, mas, hoje, não a temo mais, ela não me paralisa mais e não temo mais as mudanças.
Hoje, faço as minhas escolhas com coragem, porque a dor me ensinou a não temer as mudanças que as minhas escolhas possam trazer.
É, meu mestre Sigmund Freud tinha razão: Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda!
Boas 24 horas!!!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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00:30
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VALE A PENA LER
segunda-feira, 12 de março de 2012
E por que deveria?
E por que deveria?
Pergunta intrigante e a uso com vocês, com nós, com todos.
Recebo vários e-mails e comentários de pessoas me elogiando, elogiando o fato de eu ainda me importar com o meu ex-namorado dependente químico e quase sempre depois do elogio, vem a pergunta: "E o seu marido, o que acha disso?" "Ele não sente ciúmes?" e sempre antes de responder me pergunto: E por que deveria?
Pois é, me pergunto por que as pessoas acham que meu marido deveria sentir ciúmes por eu ainda (esse ainda será por enquanto eu viver) me importar com o meu ex? Ele deveria sentir ciúmes por eu me importar com um ser humano? Deveria se importar por eu querer bem alguém que fez parte do que sou hoje? Deveria ficar bravo por eu escrever com carinho sobre alguém por quem eu escolhi descer ao inferno para ajudar?
Não, isso não tá certo. Ele não deveria e ele não tem.
Entendem o que quero dizer? Será que nossos valores estão invertidos? Não sei que não estão, pelo menos não para nós Cos em recuperação, que sabemos o que é querer ver alguém que gostamos se livrar desse vício, mas, para quem está de fora, é algo surreal alguém querer tão bem assim outro alguém, principalmente se tratando de um ex.
Mas, preciso dizer, eu quero, por tudo o que é mais sagrado, ver a recuperação do meu ex, quero vê-lo bem, feliz, limpo, recomeçando, dando um passo de cada vez, quero vê-lo sentindo alegria de viver novamente, mas, isso não tem nada a ver com amor, não na forma como pensamos quando falamos nessa palavra no primeiro instante.
O amor que hoje sinto por ele, o meu anjo caído, é um amor pelo ser humano que eu conheci nele, é por quem ele foi e espero que volte a ser, é pela essência desse ser humano, é pela beleza interior dele que hoje se encontra camuflada, é pela a alma dele.
Como o meu marido, pessoa que me conheceu adoecida, pessoa que aguentou meus altos e baixos, minhas chantagens, minhas manipulações e tudo mais, pode sentir ciúmes ou se incomodar por sua esposa querer ver o milagre da recuperação em alguém que tanto a fez sofrer e a fez feliz?
Jamais, ele jamais sentiu ou sentirá, ele entende esse sentimento, ele entende que tal sentimento faz parte da minha recuperação. Eu poderia estar destruída hoje, poderia ter permitido que toda a vivência que tive aos meus dezoito anos, me transformasse em alguém muito diferente do que sou hoje, mas, se isso não aconteceu é porque esse mesmo sentimento me permitiu me livrar de toda e qualquer culpa e isso me deixou leve para amar novamente, esse sentimento me livrou da raiva e isso fez com que eu transformasse cada situação em que ele, o anjo, me magoou, em aprendizado, esse sentimento me libertou das minhas dúvidas que me consumiam, quando eu indagava ao Universo o motivo de eu estar passando por tudo aquilo, as respostas vieram através desse sentimento.
Então, como alguém pode ter ciúmes por sua(eu) parceira (o) ter se tornado alguém melhor por ter conseguido transformar a DOR em AMOR, amor de verdade, amor de ser humano para ser humano? Não dá não é mesmo?
Então, quando alguém me faz essa pergunta, eu me pergunto: E por que ele deveria? E logo a resposta me vem.
Ele não deveria e não tem, e sou grata por isso, por ele perceber que a mulher que ele ama hoje, é consequência desse passado que ela faz questão de não esquecer, pois, se ela for capaz de esquecer, ela não será a mesma...
Boa semana para nós, que não tenhamos medo de querer bem um ser humano, principalmente se esse ser humano fez ou faz parte de quem somos hoje!!!
Pergunta intrigante e a uso com vocês, com nós, com todos.
Recebo vários e-mails e comentários de pessoas me elogiando, elogiando o fato de eu ainda me importar com o meu ex-namorado dependente químico e quase sempre depois do elogio, vem a pergunta: "E o seu marido, o que acha disso?" "Ele não sente ciúmes?" e sempre antes de responder me pergunto: E por que deveria?
Pois é, me pergunto por que as pessoas acham que meu marido deveria sentir ciúmes por eu ainda (esse ainda será por enquanto eu viver) me importar com o meu ex? Ele deveria sentir ciúmes por eu me importar com um ser humano? Deveria se importar por eu querer bem alguém que fez parte do que sou hoje? Deveria ficar bravo por eu escrever com carinho sobre alguém por quem eu escolhi descer ao inferno para ajudar?
Não, isso não tá certo. Ele não deveria e ele não tem.
Entendem o que quero dizer? Será que nossos valores estão invertidos? Não sei que não estão, pelo menos não para nós Cos em recuperação, que sabemos o que é querer ver alguém que gostamos se livrar desse vício, mas, para quem está de fora, é algo surreal alguém querer tão bem assim outro alguém, principalmente se tratando de um ex.
Mas, preciso dizer, eu quero, por tudo o que é mais sagrado, ver a recuperação do meu ex, quero vê-lo bem, feliz, limpo, recomeçando, dando um passo de cada vez, quero vê-lo sentindo alegria de viver novamente, mas, isso não tem nada a ver com amor, não na forma como pensamos quando falamos nessa palavra no primeiro instante.
O amor que hoje sinto por ele, o meu anjo caído, é um amor pelo ser humano que eu conheci nele, é por quem ele foi e espero que volte a ser, é pela essência desse ser humano, é pela beleza interior dele que hoje se encontra camuflada, é pela a alma dele.
Como o meu marido, pessoa que me conheceu adoecida, pessoa que aguentou meus altos e baixos, minhas chantagens, minhas manipulações e tudo mais, pode sentir ciúmes ou se incomodar por sua esposa querer ver o milagre da recuperação em alguém que tanto a fez sofrer e a fez feliz?
Jamais, ele jamais sentiu ou sentirá, ele entende esse sentimento, ele entende que tal sentimento faz parte da minha recuperação. Eu poderia estar destruída hoje, poderia ter permitido que toda a vivência que tive aos meus dezoito anos, me transformasse em alguém muito diferente do que sou hoje, mas, se isso não aconteceu é porque esse mesmo sentimento me permitiu me livrar de toda e qualquer culpa e isso me deixou leve para amar novamente, esse sentimento me livrou da raiva e isso fez com que eu transformasse cada situação em que ele, o anjo, me magoou, em aprendizado, esse sentimento me libertou das minhas dúvidas que me consumiam, quando eu indagava ao Universo o motivo de eu estar passando por tudo aquilo, as respostas vieram através desse sentimento.
Então, como alguém pode ter ciúmes por sua(eu) parceira (o) ter se tornado alguém melhor por ter conseguido transformar a DOR em AMOR, amor de verdade, amor de ser humano para ser humano? Não dá não é mesmo?
Então, quando alguém me faz essa pergunta, eu me pergunto: E por que ele deveria? E logo a resposta me vem.
Ele não deveria e não tem, e sou grata por isso, por ele perceber que a mulher que ele ama hoje, é consequência desse passado que ela faz questão de não esquecer, pois, se ela for capaz de esquecer, ela não será a mesma...
Boa semana para nós, que não tenhamos medo de querer bem um ser humano, principalmente se esse ser humano fez ou faz parte de quem somos hoje!!!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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sábado, 3 de março de 2012
Hoje, aniversário de um Anjo!
Hoje dia 03 de Março, eu escrevo para dizer no blog, aquilo o que eu gostaria de dizer pessoalmente à alguém muito especial.
Hoje, dia 03 de Março é o aniversário do Anjo Gabriel e hoje, eu não sei onde ele está, não sei como está e se está, mas, deixo aqui palavras que saíram do meu coração, palavras sinceras e verdadeiras que representam os meus sentimentos perante a esse anjo ainda caído.
Eu acredito no que dizem que fazer aniversário é iniciar uma nova fase, um novo ciclo, aniversariar é tão importante quanto comemorar a virada do ano, naquele momento em que o relógio soa meia noite e nós paramos tudo por alguns minutos para agradecer e para pedir. Pois é, eu valorizo a data de aniversário da mesma forma e é com essa crença que eu elevo meus pensamentos para o céu, para o meu Poder Superior e peço gentilmente que ele abençoe o caminho daquele que será eternamente meu anjo.
É com essa crença que eu desejo à você Anjo, não importa onde esteja, que comece hoje um novo ciclo em sua vida, que você renasça das cinzas assim como a Fênix, assim como eu renasci.Que o seu caminho seja iluminado, que você consiga enxergar a luz e que essa luz te guie nessa nova jornada.
Essa é a minha vontade, o meu desejo, a minha intenção e eu declaro essa vontade realizada, eu creio no meu Poder Superior e sei que ele já está providenciando a sua recuperação, mas, eu preciso Anjo, eu realmente preciso que você também creia que é possível.
Eu acredito em milagres, você tem todos os motivos para também acreditar, você já se recuperou uma vez, já saiu do seu fundo do poço uma vez, quando eu o conheci, você estava há mais de dois anos em sua recuperação e esse milagre vai acontecer novamente, não tenho medo de me frustrar, porque eu sei que vai!!!
"É só uma questão de tempo, eu sei que esse Anjo encontrará o seu caminho, seguindo a luz que vem do Céu, seguindo a Ordem Divina de que ele veio à Terra para ser feliz e não para sofrer.
Eu conheci um Anjo e por tudo o que vivi, digo que Valeu a Pena"
Hoje, você começa uma novo ciclo Anjo, espero que hoje, algo comece a mudar dentro de você.
Fico aqui, desejando com todo o meu coração, em nome de tudo o que vivemos, que você se RECUPERE.
Feliz aniversário!!!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Escolhas que valem a pena!
Suas escolhas tem 50% de darem certo mas também tem 50% de darem errado, arrisque-se, a escolha é sua, mas vale a pena, eu arrisquei e valeu, não vou envelhecer em um banco de balanco pensando nas escolhas que poderia ter feito, vou envelhecer orgulhosa de cada escolha que fiz.
Quando descobri a dependência do meu ex-namorado anjo Gabriel, eu tive a opção de ficar ou correr, e eu escolhi de pura e verdadeira vontade ficar, mesmo sabendo que se escolhesse correr, não estaria dando o direito à ninguém para me julgar, afinal, correr não é fugir, escolher ficar ao lado de um dependente na ativa é quase que insanidade.
Mas, eu não me arrependo nem um minuto sequer de ter cometido essa insanidade, posso até me "arrepender" de tantas outras insanidades que cometi durante essa escolha, mas dessa não.
VALEU A PENA cada segundo desse um ano de lágrimas e dor, porque antes disso foi mais um de alegrias e sorrisos;
VALEU A PENA cada lágrima derramada porque antes disso, foram vários sorrisos abertos;
VALEU A PENA cada abraço de saudades, porque antes disso tantos outros abraços de alegrias foram dados;
VALEU A PENA cada sorriso de alegria por vê-lo voltar vivo após cada espera quase que infindável durante as suas fugas para se drogar; porque antes disso eu sorria a cada encontro nosso;
VALEU A PENA vê-lo lutar bravamente contra o seu próprio corpo, contra a sua própria mente, contra a sua própria vontade; porque antes disso, lutamos juntos por tantas outras coisas;
VALEU A PENA ter ido à casa de um traficante pagar uma dívida dele, mesmo sabendo que tal ato era a fruto da minha codependência desenfreada, mas valeu a pena, ele poderia ter morrido se eu não fizesse isso e porque eu seu que ele faria o mesmo por mim e não por codependência;
VALEU A PENA as horas que passei ao lado de telefone, madrugadas e madrugadas, esperando o toque assombroso dele, esperando uma notícia; porque antes disso, passamos madrugadas e madrugadas juntos, felizes;
VALEU A PENA ter ido com ele em cada internação das várias que fez, mesmo tendo sentido a dor insuportável de ter de deixá-lo e voltar para casa sem ele; porque antes disso quase que não nos separávamos;
VALEU A PENA cada sonho que vi ser destruído pelas drogas, porque muitos outros sonhos foram realizados antes disso;
VALEU A PENA porque sou quem eu sou hoje em decorrência desses dois anos vividos, foi tudo vivido com a máxima intensidade, a dor foi intensa demais, o amor foi intenso demais, a saudade foi intensa demais, a alegria foi intensa demais, a compaixão foi intensa demais e vontade de vê-lo curado ainda é INTENSA demais.
Durante dois anos da minha vida, fiz uma escolha da qual vou me orgulhar pelo resto da minha vida, eu escolhi não me arrepender por escolher ter ficado ao lado de um dependente químico na ativa e quando julguei ser saudável e necessário, escolhi deixar que esse anjo fizesse as suas próprias escolhas.
VALEU A PENA ter conhecido esse anjo, VALEU A PENA ter chorado por esse anjo, VALEU A PENA ter amado esse anjo.
Ele é somente um anjo buscando o seu caminho.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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19:53
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Escolhas!
Não é muito difícil encontrar algum comentário nos blogues que sigo, de alguém falando sobre escolhas, o que me chama a atenção é o fato de que normalmente vejo tais comentários nas postagens de alguém dizendo que decidiu seguir em frente, decidiu voltar a viver, decidiu ser feliz só por hoje!
Pois é, me desculpem a minha sinceridade, mas, eu como Codependente em recuperação, só por hoje, tenho que falar, tenho que desabafar. Por que as pessoas pensam que fomos nós quem escolhemos não estar mais ao lado do dependente químico que amamos ou que um dia amamos?
Por que as pessoas olham dessa forma? "Ah, você decidiu viver sem o seu amor"
Pára tudo! Não fui eu quem decidi viver sem ele, foi ele que ainda não decidiu viver!
Entendem a diferença? Somos tão codependentes que nem percebemos que continuamos a "proteger" o D.Q de tal forma que quando uma co escolhe voltar a viver, ela é vista de certa forma como se tivesse abandonado o barco, como se tivesse pulado fora, mas espera aí minha gente, eu sou responsável pelas minhas escolhas, mas, não posso ser responsável e penalizada pela as escolhas de mais ninguém, nem mesmo de quem amo, se eu escolher seguir em frente não significa necessariamente escolher seguir sem o "amor" do lado, escolher seguir em frente significa escolher viver a vida, é ele que escolheu não viver essa vida ao meu lado.
Quem me acompanha desde o começo, sabe que defendo e muito em meu blogue a ideia de que o D.Q na ativa perde o poder de escolhas, de decisão, eu defendo sim a ideia de que como um D.Q vai pedir ajuda se ele está domado pela vontade incontrolável de usar drogas, mas, não posso fechar meus olhos para a verdade, acredito que um dependente na ativa, como o que está na biqueira, na boca, na cracolândia não em condições de decidir parar ou não, mas, um D.Q em processo de recuperação, um D.Q que já deu o primeiro passo, o passo mais difícil que é o da escolha de parar, esse sim tem um pouco mais de condição de de decidir viver ao lado de quem ama ou decidir não viver e sobreviver somente.
Longe de mim julgar um D.Q, seja ele em recuperação ou não, por tudo o que vivi com meu ex, sou uma das primeiras a defender a "causa", mas, me revolta um pouco saber que a Co que decidiu viver, será sempre vista como aquela que desistiu de seu amor.
A vida é feita de escolhas, e só quem escolhe seguir em frente sem o seu D.Q sabe o quanto lhe custa tal decisão...
"Anjo Gabriel, eu escolhi viver, escolhi parar de sobreviver e voltar a viver. eu hoje posso dizer com toda certeza que fiz a escolha certa, não por você, mas por mim, pela a minha sobrevivência. Quanto a você? Pelo o que sei, você ainda não fez sua escolha, mas, saiba que SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR, VOU ME LEMBRAR DE VOCÊ " e completo dizendo que Só enquanto eu respirar, vou ter fé na sua recuperação...
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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domingo, 22 de janeiro de 2012
Aqui Jaz uma Codependente!
O sol brilha no céu, como uma imensa bola de fogo, aquecendo e trazendo conforto à aquele momento que é uma mistura de dor e alegria.
As pessoas vão chegando aos poucos, alguns rosto bem conhecidos, outros, nem tanto, mas, sei que todos que aqui estão é porque de alguma forma, seja ela direta ou indiretamente, tiverem alguma relação com essa história, com a minha história.
De onde estou, não consigo ver tudo, não consigo ver o horizonte, mas sei que ele está lá, de onde estou, vejo apenas o céu em seu azul claro e as nuvens que parecem brincar de pega-pega com seus movimentos.
Eu ouço o barulho de choro, sinto algumas lágrimas me molharem, eu vejo algumas flores, lindas flores por sinal e vejo as pessoas se aproximarem ao meu redor, eu me tornei o centro das atenções.
O silêncio toma conta, as vozes que antes pareciam serem de um milhão de pessoas, se calam, dando espaço para somente uma única voz, uma voz macia e suave.
"Caros amigos,
Hoje estamos aqui, todos, pelo mesmo motivo, estamos aqui para lembrar e homenagear uma pessoa que com certeza fez o seu melhor para ser quem era. Uma mulher, uma jovem mulher que desde cedo vivenciou a dor e o amor em suas formas mais intensas.
Estamos aqui, para fazermos nossa última homenagem, mas não para a mulher meiga, sorridente, alegre e otimista, estamos aqui para fazermos nossa última homenagem para a mulher que ela se tornou com as experiências vividas. Damos o nosso Adeus para uma mulher que por um bom tempo carregou consigo a culpa, uma mulher que se sentia na obrigação de salvar o mundo, que se sentia na obrigação de passar por cima de seus sentimentos, de suas vontades para satisfazer as de quem ela amava.
Hoje, essa mulher já não está mais entre nós, essa mulher manipuladora, às vezes egoísta, chantagista, melindrosa e de baixo auto-estima está nos deixando.
E antes que alguns comecem a chorar novamente, quero que saibam que essa mulher está extremamente feliz por não estar mais entre nós, ela está feliz por estar fazendo o funeral de alguém que ela não quer mais ser, de alguém que ela não é e sim havia sido.
Por isso, meus caros amigos, é com imensa alegria que eu lhes digo que AQUI JAZ UMA CODEPENDENTE! Uma codependente que por algum tempo, permitiu ser mantida refém por esse transtorno, uma codependente adoecida, que queria mudar o mundo achando que somente a sua forma de mudar era a correta, uma codependente que se anulou ao ponto de parar de viver e passar somente a sobreviver, uma codependente que havia deixado de ver o lado bom da vida, porque a vida estava pesada demais para ela, uma codependente que se manteve firme ao lado do seu amado dependente porque não se sentia no direito de fraquejar, uma codependente que cometeu insanidades para acobertar os rastros da escolha errada que seu amado dependente havia deixado. Uma codependente que manipulava, mentia, chantageava, que usava o AMOR como ferramente para tentar conseguir, quase que todas as vezes sem sucesso, que seu amado dependente mudasse de estrada.
De agora em diante, teremos apenas lembranças dessa mulher, lembranças de como não queremos que ela volte a ser, somente isso e nada mais."
Quando aquela doce voz se calou, eu fechei meus olhos e por alguns segundos, revivi cenas daquela mulher, daquela codependente, de mim. Revivi alguns momentos que quis por muito tempo esquecer e ao reviver esses momentos, lentamente, fui me perdoando por cada erro cometido durante aquela jornada, fui me convencendo de que eu fiz o que fiz por achar ser o certo e que era hora de perceber que o passado serve para ficar no passado, que devemos tirar dele o que ele tem de melhor e aprender com ele os erros cometidos e nada mais.
Abri meus olhos novamente e tudo ficou claro, tão claro quanto o brilho do sol.
Aqui Jaz Uma Codependente, e aqui renasce uma mulher."
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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REFLEXÃO,
Valeu a pena
domingo, 4 de dezembro de 2011
Feridas, dor, liberdade!
A dor chega sorrateiramente, de mansinho, como uma leve brisa.
Com o passar do tempo, ela vai aumentando e então essa brisa se torna uma rajada de vento, e com um pouco mais de tempo, uma tempestade.
E então, você percebe que a dor existe porque há em você uma ferida aberta, uma ferida exposta, uma ferida que já deveria ter cicatrizado, mas, não cicatrizou... E talvez, nunca cicatrize.
A grande verdade é que quem um dia esteve ao lado de um dependente químico, raramente conseguirá seguir sua vida em frente sem se lembrar de tudo o que passou, porque estar ao lado de um dependente químico é uma mistura de sentimentos tão intenso que ultrapassam as barreiras do nosso entendimento.
Você sente dor quando o vê lutando desesperadamente contra seu vício, sente amor a cada dia que ele consegue ficar sem a droga, sente ódio a cada recaída, sente raiva a cada nova promessa de que vai parar, sente pena a cada lágrima derramada, sente culpa quando decide não sentir mais nada disso.
Eu carrego e carregarei comigo pelo resto da minha vida as lembranças dos anos vividos ao lado do "Anjo" que se tornou um dependente químico, ele não é um dependente químico, ele está um dependente químico, ser e estar são condições diferentes e eu espero que ele deixe de estar logo e volte a ser quem ele era.
Acredito que eu tomei a decisão de deixá-lo seguir seu próprio caminho, sem mim, na hora certa, no momento em que as lembranças boas ainda eram maiores do que as lembranças más, isso me reconforta, porque não sinto raiva, não sinto desamor, não sinto ódio por tudo oque passei.
Eu o libertei para encontrar sua própria recuperação antes de que nossas lembranças se tornassem apenas borrões em uma lousa velha, antes que a maldita pedra branca fosse capaz de apagar tudo o que de bom tivemos. Eu o libertei, ele me libertou e espero que ele encontre as suas asas de volta e volte a voar como um anjo de pele vibrante como a neve e olhos vibrantes, como quando eu o conheci.
"Tentamos ser Suficientes para os outros e acabamos sendo Insuficientes para nós mesmos..." Isso é ser codependente.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
Vamos mudar só por hoje!
Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia é capaz de provar o gosto da verdade. Seja ela qual for.O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento. A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos).
A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.
Nada mais verdadeiro e simples do que isso, sofrer faz parte do aprendizado, só não percebe isso quem após ter passado por uma situação de sofrimento, não foi capaz de olhar para trás e perceber que tinha alguma lição para tirar daquilo.
Nem sempre entendemos os desígnios de Deus, nem sempre entendemos a vontade do nosso Poder Superior, nem sempre compreendemos de imediato que algo melhor está por vir. Uma nuvem de chuva não fica por muito tempo no mesmo lugar, basta acreditar nisso, basta saber que o Sol está lá, atrás dela, esperando ela caminhar para aparecer novamente e inundar nossas vidas com sua luz brilhante e seu calor que acolhe.
Acredite que você sempre terá escolhas a fazer, às vezes só enxergamos somente uma, normalmente aquela que não nos agrada, mas tudo porque estamos tão focados em nossos problemas que não percebemos que há outra opção além daquela que vemos.
Mude de foco, mude de pensamento... Mude, mude o que for necessário para que você possa perceber as mudanças em sua vida.
Se você continuar fazendo as mesmas coisas, continuará obtendo os mesmos resultados...
Só Por Hoje, vamos mudar algo em nossas vidas!!!
Postado por
GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
às
07:00
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