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domingo, 24 de junho de 2012

E o que eles vão perder afinal?


Esses dias estava lendo a postagem de um blogue de uma amiga, da Emily e me veio a vontade de fazer essa postagem, para quem não leu a postagem dela, esse é o link http://amandoeajudando.blogspot.com.br/2012/06/soltando-corda.html?showComment=1339984964155#c5794636595747294627.

Ela fala que decidiu pensar em nela, em focar nela, pois hoje, ela vive uma vida 100% focada nos filhos e no marido dependente químico.

Sabem, eu pensei comigo, como podemos esperar que nos amem, que nos valorizem se nós mesmos não fazemos isso? Se somos nós que nos anulamos em nome deles, porque esperamos que eles percebam o que estão perdendo ao nos magoarem?

Afinal, o que eles vão perder se nos perderem?

Vão perder uma mulher decidida, forte, que tem atitude, pulso firme, que se mantém firme em sua palavra e fiel à suas próprias escolhas?

Não, na verdade eles não vão estar perdendo muito, afinal, vão estar perdendo uma mulher na maioria das vezes tão adoecida quanto eles, vão estar perdendo uma mulher que perdeu o controle da situação sobre a sua própria vida, uma mulher que se anulou, que "pira" às vezes de tanta raiva, que chora por não conseguir controlar a vida deles, que se mantém forte na linha, quando se é necessário jogar tudo para o alto, chutar o balde.

É, o que eles vão perder afinal?

O que nós queremos que eles pensem ao pensar que usando a maldita droga vão perder?

Acho que queremos que eles percebam que podem perder a mulher de suas vidas, uma mulher decidida, que sabe o que quer para si, que sabe o valor que tem, que sabe que merece ser feliz, que os ama com todo o coração, mas que também se ama com toda a sua alma.

Queremos que eles percebam que podemos viver sem eles, que somos capazes de viver, de nos apaixonar novamente, que podemos sentir tudo de novo por outra pessoa, mas que não fazemos porque não queremos, por escolha e não por obrigação ou condição.

Aí sim perceberão que se eles nos tem por perto, é porque queremos estar e para isso, precisam merecer.

Se nos anularmos e não nos dermos valor, quem vai nos dar?

Dizem que se continuarmos a fazer as mesmas coisas, obteremos os mesmos resultados, então, que tal mudarmos a postura, mudarmos as nossas ações, com certeza, algum resultado diferente nós vamos ter!

Boas 24 horas!



sábado, 16 de junho de 2012

Conflitos!


Faz pouco mais que 20 dias que descobri através da internet que o  meu ex, o anjo Gabriel está preso, para quem não leu, a postagem é essa  http://www.livrovaleuapena.blogspot.com.br/2012/05/de-repente-o-chao-sumiu.html, e nesses 20 dias, eu confesso que não sei o que fazer a respeito.

Estou bem confusa, porque às vezes penso que não foi à toa que descobri, que o Universo tinha um propósito ao me mostrar que ele ainda está se destruindo, morrendo lentamente em vida.

Recebi muitos comentários aqui e no Facebook também, a grande maioria me disseram que eu devo colocar  nas mãos de Deus, que eu não posso fazer mais nada a respeito, que eu já fiz o que podia fazer na época em que podia fazer, mas eu não estou certa disso.

A grande verdade é que eu não sei se ainda existe nele a pessoa que conheci, eu quero acreditar que o lado bom, o lado anjo que eu conheci, ainda exista dentro dele, mas, tenho medo de descobrir que não.

No dia em que descobri, passou por minha mente vários pensamentos, pensei em procurar os advogados da defensoria pública que estão cuidando do caso dele para ver se descobria mais coisas a respeito, pensei em ver com a família dele se estão sabendo a respeito, pensei em procurar ajuda para ele sem nem saber como ou aonde, pensei, pensei e no fim nada fiz.

E esse é o problema, logo eu? Que sempre fui tão decidida, me vi paralisada, sem saber o que é certo a fazer, mas a dúvida me corrói e me consome lentamente, diariamente, fico me perguntando, se não era para fazer nada, porque fui descobrir? Eu não sei desistir, então, uma coisa é certa, o fato de eu ter descoberto não foi para me fazer "desencanar" da possibilidade de que um dia ele ainda vá se recuperar, porque o Universo sabe que eu nunca vou acreditar que não há mais esperanças, isso não combina comigo, podem até me chamar de teimosa, de fantasiosa ou sei lá o que, mas, no momento, tudo o que tenho em relação à ele é a esperança de que ele vai se recuperar um dia e se eu tiver que tirar isso de mim mesma, terei que mudar o nome do meu livro, porque aí, nada teria valido a pena.

Isso é tão conflitante dentro de mim, eu não quero me envolver diretamente, quero ter um meio de ajudá-lo sem que ele nem saiba que sou eu, quero ter o poder de colocar a pessoa certa no caminho dele capaz de ajudá-lo nessa fase, quero que ele possa ler o meu livro e que se lembre de quem ele era antes das drogas, e que isso o faça cair de vez em seu fundo do poço e que ele então decida sair de lá, eu sei que não posso interferir na lei da vida, na lei que dá o rumo para as nossa vidas, mas me assombra a ideia de que se eu soube é porque de alguma forma, de algum jeito, eu posso ajudá-lo e não descobrir como me martiriza!

É, como é difícil não ter a resposta certa para as minhas perguntas, acho que preciso continuar a procurá-las dentro de mim e continuar a pedir que o PS me mostre o que eu preciso e posso fazer para ajudar esse ser-humano que um dia foi meu namorado.

Boas 24 horas meus amigos, obrigada por me ouvirem sempre e me ajudarem!!!

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você" 
E só enquanto eu respirar, terei esperanças de que a recuperação é possível sim!




sexta-feira, 8 de junho de 2012

Seja dono de suas escolhas!





Seria mais fácil se não precisássemos fazer escolhas, seria mais fácil se as escolhas é que tomassem a frente de tudo e decidissem por si só o melhor caminho, a melhor saída, a melhor resposta.
Eu adoraria chegar aqui e dizer para vocês que sempre, sem sobra de dúvidas, sempre que você fizer uma escolha na sua vida, ela lhe trará paz, lhe deixará em paz consigo mesmo, mas, se eu fizesse isso, estaria sendo a maior hipócrita de todos os tempos, escolher é de fato uma responsabilidade grande que traz consigo consequências e que teremos que lidar com essas consequências, estejamos preparados ou não.


Escolher estar com um dependente químico ou não, é uma escolha sua que ninguém pode fazer por você, mas, tem que ser uma escolha consciente, porque como eu disse anteriormente, nem sempre escolhas nos trazem paz.


Eu sou categórica em dizer que tudo o que passei ao lado de um dependente químico que amei, foi por escolha minha, vejam bem, eu não escolhi me apaixonar por um dependente químico e não me apaixonei, eu me apaixonei por um rapaz jovem e saudável que veio a se tornar um DQ, e foi nesse momento que o Universo me deu a escolha, de ficar ou pular fora. Ele, o Universo, não me disse quais seriam as consequências da minha escolha, não me disse que eu poderia sofrer se ficasse e que eu poderia sofrer se eu pulasse, eu tive que fazer essa escolha baseada única e exclusivamente em meus sentimentos e minhas crenças e então eu escolhi, escolhi ficar e ir até onde fosse necessário.


Foi a escolha certa? Não, eu não sei, mas, foi a minha escolha e eu arquei com todas as consequências que com ela veio, mas, sabe o que é melhor? É que eu não me arrependo por nada, e não me importo em descobrir se fiz ou não a escolha certa.


A cada escolha, a cada decisão, a vida continua, o rio continua seguindo o seu percurso, as aves continuam voando em bandos, o Sol e a Lua continuam brincando de esconde-esconde no céu do nosso Universo, pessoas nascem e pessoas morrem, relacionamentos começam e relacionamentos terminam, a paz e a guerra continuam sendo assunto mundial, a fome continua sendo uma das maiores preocupações mundiais, os canais de TV continuam buscando por notícias que dão ibope, enfim, a cada nova escolha, aparentemente tudo continua a mesma coisa, mas, nesse mundo afora, nada mudou com a sua escolha, porque a escolha é SUA e as consequências dela também são SUAS, porém, no mundo nada mudou mas dentro de você tudo pode mudar com uma simples escolhas, por isso, elas precisam ser feitas em conjunto com o coração e com a razão, sempre!


Esteja preparado para ser dono de suas decisões, não tema escolher e ter que voltar atrás, não tema o desconhecido, siga com seu coração, ele lhe mostrará o melhor caminho para aquele momento.
Não existe decisão melhor do que aquela que é feita com o coração e mente sintonizados.


Lembre-se, ninguém escolhe amar um DQ, a escolha é seguir com um DQ ou não. Faça a sua escolha lembrando que nada na vida é em vão.


Boas 24 horas para nós!


sábado, 5 de maio de 2012

Eu quero ser feliz!


Eu quero ser feliz!

É muito comum hoje em dia ouvirmos as pessoas dizerem que querem ser felizes, que estão buscando a felicidade, que estão fazendo hoje algo que amanhá trará a felicidade, e eu me questiono se isso é bom, não que também seja ruim, temos sim que buscar cada vez a realização que consequentemente nos levará à felicidade, mas, acho que não é certo passarmos a vida esperando a felicidade chegar, até quando vamos ficar esperando o dia mais feliz? Até quando vamos esperar pelo momento perfeito?

Estamos sempre em busca de algo, isso é fato, mas, essa busca nos leva a achar que amanhã seremos mais felizes do que hoje e com isso não nos damos conta que o tempo está passando e com ele a nossa felicidade.

Durante o tempo em que convivi com a adicção do meu ex-namorado, não me lembro de conseguido encontrar a felicidade diante do inferno que estava a minha vida, não me lembro de ter conseguido encontrar algo bom diante de tanto sofrimento, e quem perdeu com isso?

Somente eu! Porque eu não fui capaz de conviver com a minha realidade de forma clara, meus olhos se ofuscaram com tanta dor e frustração que eu não fui capaz de reconhecer os pequenos momentos felizes que tive durante esse tempo, isso veio a acontecer somente muito tempo depois, aliás, acho que me dei conta realmente que tive vários pequenos momentos felizes quando escrevi o livro, quando revivi vários desses momentos a cada frase formada em meu livro.

Como por exemplo quando ele voltava de madrugada, após horas de sumiço, após horas consumindo droga, aquele momento, o que ele entrava em casa, era um momento de felicidade, mesmo na dor, porque eu me sentia feliz por ele estar vivo e ter voltado, mas, esses momentos de felicidades não se resumem somente à dependência dele e ele, eu tive momentos de felicidade também quando por exemplo ia para a faculdade, que era o meu sonho sendo realizado, esse era um momento de felicidade só meu que a Co não me permitiu enxergar a princípio.

Pois é, mesmo em meio ao furacão, eu tive sim bom momentos, momentos felizes, é claro que eu estava esperando a felicidade chegar, porque para mim, aquele período era o inferno, mas, a felicidade nunca me abandonou, eu é que no meio da escuridão esqueci de acender a vela.

Hoje eu entendo bem o que a codependência fez comigo, e me alegro quando vejo nos blogues que sigo, a coragem das mulheres que ainda estão dentro desse furacão que um dia eu fiquei e que conseguem na medida do possível, dar valor à esses pequenos momentos de felicidade, são mulheres que estão aprendendo a "domar" suas codependências e com isso aprendendo a ser feliz Só Por Hoje e isso é o que mais importa, porque problemas, todo mundo tem, seja com alguém querido doente, seja financeiro, seja amoroso e se não soubermos reconhecer os momentos de felicidade mesmo diante dos problemas, viveremos esperando pelo dia feliz e talvez nos frustremos por não o vermos chegar.

Não espere a felicidade, ela está aí, mesmo na dor ela existe, acorde e perceba que sempre há algo bom em cada provação que passamos.

Só por hoje eu sou feliz, mesmo que meu dia não saia como eu planejei, mesmo que contra-tempos venham a acontecer, eu me comprometo comigo mesma a buscar os pequenos momentos de felicidade em meu dia!



quarta-feira, 4 de abril de 2012

A dor que nos move!



Quando a Dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda.
Sigmund Freud

Essa frase é perfeita para a postagem de hoje, simplesmente perfeita!!!

Primeiramente vou falar da dor, do momento da dor, da vivência da dor, essa dor que Freud fala, a dor que nos para, que nos bloqueia, que nos trava e nos leva à estagnação.

Eu podia fechar e abrir meus olhos quantas vezes fosse e nada mudaria, eu podia chorar e lágrima nenhuma era capaz de fazer mudar, eu podia vestir a armadura mais forte e nem assim, a dor podia ser evitada. A dor estava em todo lugar, estava ao meu redor e me acompanhava para onde quer que eu fosse, na verdade, a dor estava dentro de mim, eu estava vivendo-a intensamente, cultivando-a a cada momento, a cada situação frustrante vivida, a cada decepção, a cada nova tentativa de ser feliz, era sempre ela, ali, se fazendo presente onde todo o resto estava ausente.

E então, eu parei de viver.

Eu morri, morri em vida, eu parei de viver e passei a sobreviver somente.

E então a dor aumentou, mas, eu ainda estava anestesiada demais com a experiência da morte para perceber que a dor estava aumentando freneticamente e desenfreadamente e ela chegou em seu ápice. Fui consumida por ela durante muito tempo, como a madeira em uma lareira, queimando até virar brasa, assim foi a minha dor.

A dor da descoberta, a dor da impotência, a dor da decepção, a dor do cansaço, a dor do amor, a dor da compaixão, a dor da decisão. Eu vivi intensamente cada uma delas até que essa mesmo dor que me levou à morte em vida, me trouxe de volta à vida.

E veio a mudança, a dor de não estar mais vivendo, a dor que me bloqueava, me segurava e me paralisava me fez dar o próximo passo, me fez buscar a mudança, porque mesmo sabendo que não há mudança sem dor e que é preciso ter paciência para que ela ocorra, ainda sim, era melhor sentir a dor da mudança do que a dor de parar de viver, a dor da inércia profunda em que eu estava vivendo.

Eu renasci, tão forte e tão decidia a ser feliz quanto uma criança querendo sair do ventre de sua mãe.

Eu voltei a viver e isso não significa que a dor não venha me visitar às vezes, não, não mesmo, ela vem me visitar às vezes, ele se faz presente na minha vida, aliás, ela faz parte da minha vida, ainda não criei resistência à ela, mas, hoje, não a temo mais, ela não me paralisa mais e não temo mais as mudanças.

Hoje, faço as minhas escolhas com coragem, porque a dor me ensinou a não temer as mudanças que as minhas escolhas possam trazer.

É, meu mestre Sigmund Freud tinha razão: Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda!

Boas 24 horas!!!




sábado, 28 de janeiro de 2012

Escolhas!


Não é muito difícil encontrar algum comentário nos blogues que sigo, de alguém falando sobre escolhas, o que me chama a atenção é o fato de que normalmente vejo tais comentários nas postagens de alguém dizendo que decidiu seguir em frente, decidiu voltar a viver, decidiu ser feliz só por hoje!

Pois é, me desculpem a minha sinceridade, mas, eu como Codependente em recuperação, só por hoje, tenho que falar, tenho que desabafar. Por que as pessoas pensam que fomos nós quem escolhemos não estar mais ao lado do dependente químico que amamos ou que um dia amamos?

Por que as pessoas olham dessa forma? "Ah, você decidiu viver sem o seu amor"

Pára tudo! Não fui eu quem decidi viver sem ele, foi ele que ainda não decidiu viver!

Entendem a diferença? Somos tão codependentes que nem percebemos que continuamos a "proteger" o D.Q de tal forma que quando uma co escolhe voltar a viver, ela é vista de certa forma como se tivesse abandonado o barco, como se tivesse pulado fora, mas espera aí minha gente, eu sou responsável pelas minhas escolhas, mas, não posso ser responsável e penalizada pela as escolhas de mais ninguém, nem mesmo de quem amo, se eu escolher seguir em frente não significa necessariamente escolher seguir sem o "amor" do lado, escolher seguir em frente significa escolher viver a vida, é ele que escolheu não viver essa vida ao meu lado.

Quem me acompanha desde o começo, sabe que defendo e muito em meu blogue a ideia de que o D.Q na ativa perde o poder de escolhas, de decisão, eu defendo sim a ideia de que como um D.Q vai pedir ajuda se ele está domado pela vontade incontrolável de usar drogas, mas, não posso fechar meus olhos para a verdade, acredito que um dependente na ativa, como o que está na biqueira, na boca, na cracolândia não em condições de decidir parar ou não, mas, um D.Q em processo de recuperação, um D.Q que já deu o primeiro passo, o passo mais difícil que é o da escolha de parar, esse sim tem um pouco mais de condição de de decidir viver ao lado de quem ama ou decidir não viver e sobreviver somente.

Longe de mim julgar um D.Q, seja ele em recuperação ou não, por tudo o que vivi com meu ex, sou uma das primeiras a defender a "causa", mas, me revolta um pouco saber que a Co que decidiu viver, será sempre vista como aquela que desistiu de seu amor.

A vida é feita de escolhas, e só quem escolhe seguir em frente sem o seu D.Q sabe o quanto lhe custa tal decisão...

"Anjo Gabriel, eu escolhi viver, escolhi parar de sobreviver e voltar a viver. eu hoje posso dizer com toda certeza que fiz a escolha certa, não por você, mas por mim, pela a minha sobrevivência. Quanto a você? Pelo o que sei, você ainda não fez sua escolha, mas, saiba que SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR, VOU ME LEMBRAR DE VOCÊ " e completo dizendo que Só enquanto eu respirar, vou ter fé na sua recuperação...


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Resista

Sei que já postei aqui, mas, acho válido postar novamente, dessa vez, em especial para alguém especial, para a Carol do blog http://meuestranhomundoinsano.blogspot.com/.

Estamos juntas, saiba que não está sozinha, a sua dor agora é nossa dor e logo se transformará em alegria. Acredite.


Resista um pouco mais, mesmo que a sua coragem esteja cochilando.
Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais.
Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um imã, mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.
Resista mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar.
Mesmo que a sua esperança esteja no fim.
Resista mais um momento, mesmo que você ainda não possa avistar ainda a linha de chegada, mesmo que as inseguranças brinquem de roda à sua volta.
Resista um pouco mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
Resista porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã bonita e ensolarada sem algemas nascerá para você em breve, desde que você Resista!
Resista porque estou sentada na arquibancada, torcendo ansiosa para que você vença e receba do Universo o que você merece. A FELICIDADE!!!


sábado, 26 de novembro de 2011

O Primeiro instante!


E então, a sua única opção é encarar a realidade.

É algo tão surreal e inconcebível, acreditar que a pessoa em que você confia, a pessoa que está ao seu lado, ou a pessoa que saiu do seu ventre, a pessoa que você amamentou, que você jogou bola com ela ou a balançou em um balanço em um domingo ensolarado no parque, hoje está muito distante de ser quem você pensa que é.

É cruel acreditar que a pessoa para quem você disse sim na igreja ou a pessoa para quem você sonhou em um dia dizer sim, se tornou alguém completamente diferente do que você acreditaria que seria.

É sim, é cruel, é surreal, é dolorido e assustador o momento quando descobrimos que Essa pessoa, seja ela quem for, namorado, filho, parente ou amigo, se cala ao ser confrontado de frente, ao ser questionado se está usando drogas. O silêncio já diz tudo, e nesse caso, diz tudo o que não queremos ouvir, nesse caso o silêncio verbaliza a dor em sua forma mais intensa e aguda.

E então, você faz da negação dele, a sua negação, você faz das desculpas dele, a sua desculpa para não acreditar, você faz do silêncio dele o motivo para não tocar mais no assunto, você faz dos motivos dele a sua justificativa para consigo mesma.

E então, o grande momento chega, o momento em que você precisa escolher em qual lado ficar, encarar de frente ou se esconder. Para ambos, requer coragem, porque mesmo quem decide se esconder, precisa sim ser muito corajoso, pois sabe que mesmo se escondendo, o fantasma das drogas ainda continuará lá, mas, se decidir encarar de frente, também sabe que o mesmo fantasma não se intimidará e isso é assustador.

Olhos marejados de lágrimas... Em pucos instantes, um filme é passado em sua mente e pouco tempo depois, você já está procurando culpados para aquela tragédia épica.

E seu eu te disser que não há culpados? Se eu te disser que pouco importa se você descobrir durante a exibição desse filme de quem é a culpa de fato? Porque é verdade, pouco importa, nada vai mudar. O que fazer então? AJUDA, procurar ajuda é o mais prudente a fazer e não ajuda para ele, porque no exato momento quem essa cruel realidade lhe foi apresentada, provavelmente ele (a) ainda não vai estar pronto para ser ajudado. Você precisa procurar ajuda para você, porque quanto antes você se ajudar, quanto antes você buscar entender não o por quê de ter acontecido e sim como agir deste momento em diante, mais chances você terá de quando ele estiver verdadeiramente pronto para ser ajudado, em ajudá-lo.

Apenas, perceba que sem AJUDA, seja ela qual for, de um especialista, de um grupo de apoio, dos familiares... A recuperação não acontecerá, de forma alguma e você Adoecerá se não fizer isso por você também...

domingo, 20 de novembro de 2011

Anjos sem asas

Eu hoje recebi um e-mail de uma leitora do meu livro, ela me contou um pouco sobre a sua história, mãe solteira, dona de ma loja de roupas no interior de São Paulo, vive o drama da dependência química com seu filho de 18 anos, ela o define como uma rapaz bonito, dos olhos azuis, de personalidade forte, quase rebelde, dono de um coração bondoso e viciado em cocaína.

Ela me contou um pouco sobre a trajetória do seu filho, que hoje encontra-se em recuperação há pouco mais que 6 meses, ela me disse que resolveu ler meu livro porque ficou curiosa ao ler em meu blog que eu hoje não tenho mais laço nenhum com o meu ex D.Q. e que mesmo assim eu ainda me "envolvo na causa", que ela baixou o primeiro capítulo e desde então, passou os dias ansiosa até a chegada do livro, eu fiquei muito feliz com a receptividade dela para com meu filhote, meu livro, mas, de tudo o que ela escreveu, o que me motivou a escrever essa postagem foi o comentário que ela fez em relação a eu me referir ao meu ex, em meu livro, logo no início, como se ele fosse um anjo.

Mariana, eu quis desde o começo do livro plantar na cabeça e no coração de quem o lê que eu conheci um anjo por dois motivos, primeiro que para mim, ele foi e sempre será um anjo sim, em sua essência, seu coração e segundo porque quero que pelo menos quem ler o meu livro, o leia com a mente aberta, sem preconceitos ou rótulos de que o dependente químico está relacionado com algo ruim, quero mostrar que antes de se tornar um D.Q, o meu ex e tantos outros adictos eram dignos do título de anjos, pois eram de fato um.

Eu conheci um anjo sim, um anjo belo, com olhos tristes, perdidos, pela pálida, coração generoso e também dependente químico.

Mariana, tem gente que não precisa ter asas para serem Anjos!!!

Eu acredito quando você me diz que seu filho é um anjo, mesmo sendo um D.Q.

Obrigada pelo e-mail lindo, pela confiança em me contar sua história e em meu livro.

Boa noite à todos...


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você é Viciado em Sofrer?


Olá pessoal,
Recebi essa reportagem por e-mail de uma amiga e mais que depressa vim compartilhar com vocês...

“Psicólogo alerta para a co-dependência, o mal das pessoas que só sabem viver relacionamentos doentios”
Entrevista do psicólogo Vicente Parizi concedida a Paula Mageste, da Revista Época.
“ÉPOCA - O que é um co-dependente?
Vicente Parizi - É a pessoa que desenvolve relações baseadas em problemas. São relações pouco saudáveis, em todas as esferas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo, o co-dependente acredita que pode mudar os outros e seus relacionamentos são criados não com a perspectiva de respeitar as pessoas, mas de ensinar o que acredita ser melhor para elas. O co-dependente é motivado pelo desejo de transformar o outro – e mandar nele.”
“ÉPOCA - Pode dar um exemplo?
Parizi - Um caso clássico é o da mulher que casa com um alcoólatra, segura de que pode ajudá-lo a parar de beber. Só que ele só vai parar se ele próprio quiser. Essa mulher entra nesse casamento porque provavelmente tem um histórico que a torna dependente da ‘adrenalina’ que experimenta na relação. Ela melhora sua auto-estima sentindo-se necessária para o marido. Ele, por sua vez, nunca vai se livrar do vício enquanto se escorar nela. O vínculo desse casal não é o amor, mas a doença que eles têm em comum. Há toda uma dinâmica em torno do vício.”
“ÉPOCA - E como a co-dependência se manifesta quando não está associada ao vício?
Parizi - Em relações neuróticas de qualquer natureza: entre pais e filhos, marido e mulher, namorados, chefe e subalterno, entre amigos, até mesmo entre um terapeuta e seu paciente. Aquele amigo que todo mundo gosta de consultar quando tem um problema pode ser um co-dependente. Ele adora dar conselhos e sempre começa com a clássica frase ‘Se eu fosse você…’. Esse conselho não é bom. Ele não é você e o que é bom para ele provavelmente não será bom para você. Ele não está respeitando a sua personalidade nessa conversa, está tentando fazer você agir como ele, transformá-lo. Enfim, são relações de poder que descambam para o controle. O co-dependente joga o foco na outra pessoa, faz muito por ela e pouco por si. Não porque seja altruísta, mas porque se acha onipotente. Controlando a vida de outra pessoa, ele acredita que a dele estará sob controle também. O codependente tem muito medo de ficar sozinho, por isso faz tudo para garantir afeto e se sentir indispensável – até mesmo alimentar a fraqueza alheia.”
“ÉPOCA - Quem é a vítima nesse tipo de história?
Parizi - Existe uma alternância de papéis, um se alimenta do outro, mas o co-dependente sofre desesperadamente. Ele se mede pelo sentimento do outro em relação a ele, como uma criança faz com seus pais. A pessoa se sente incompleta sem o outro, busca no outro o que lhe falta. Há expressões típicas usadas pelos co-dependentes: ‘Fulano é minha cara-metade’, ‘Fulana é minha alma gêmea’ ou ‘o ar que eu respiro’.
“ÉPOCA - E como essa síndrome se desenvolve?
Parizi - O co-dependente vem de uma família disfuncional e sofreu algum tipo de abuso na infância: mensagens controversas emitidas pelos pais, abuso físico e assim por diante. Essas mensagens controversas são aparentemente inocentes, mas fazem grande estrago. São coisas do tipo ‘estou batendo em você porque o amo’. Dá um nó na cabeça da criança, e ela inconscientemente associa o amor à violência física. A co-dependência também se apresenta em adultos que, quando jovens, presenciaram situações de conflito entre familiares ou eram usados por um dos pais para obter coisas junto ao outro.”
“ÉPOCA - Como identificar um co-dependente?
Parizi - É alguém controlador, exigente consigo mesmo e com os outros, com baixa auto-estima, minucioso, rígido, com dificuldade de perdoar e compreender, muito crítico mas refratário a críticas.”
“ÉPOCA - Como é feito o tratamento?
Parizi - Psicoterapia, em consultório, e também no grupo Co-dependentes Anônimos. No consultório, tenta-se resgatar a criança que foi ferida na família disfuncional. No grupo, lida-se com a culpa e a vergonha. O co-dependente não é criticado. Ao contrário, vê que há várias pessoas como ele. Assim, não se sente isolado e consegue melhorar sua auto-estima.”
“ÉPOCA - Há cura?
Parizi - Sim, porque é uma síndrome emocional, diferente do vício em drogas, em que geralmente há uma dependência física. No entanto, as pessoas só admitem a doença quando a vida fica inadministrável.”
Fonte: Revista Época

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Valeu a pena - A Jornada de uma codependente - O nascimento do livro



Eu pouco sabia de regras ortográficas quando comecei a escrever aos doze anos de idade e uma das minhas primeiras histórias veio a se tornar realidade quando fiz dezoito.

Não sei se foi a chamada lei da atração, onde atraí para a minha vida exatamente aquilo que eu havia escrito anos atrás, uma adolescente se apaixona por um rapaz e passa a enfrentar com ele o problema das drogas, não sei se foi destino ou o que foi.

Com doze anos de idade, eu pouco sabia sobre esse mundo, mas, ainda sim, por um motivo que não sei explicar, resolvi escrever sobre ele e mesmo não sabendo o que era de fato e como era esse mundo, em minha história escrita ainda com uma péssima caligrafia a personagem principal sofre com a dependência química do seu namorado e em minha história real, construída com lágrimas, promessas, vitórias, dor e amor, eu sofri com a dependência do então meu namorado.

Foram dois anos ao lado desse rapaz, após um sofrimento que parecia ser infindável, após ter sentido a dor em sua forma mais cruel, após ter perdido até mesmo a habilidade de chorar, porque as lágrimas já não escorriam mais pela a minha face, após ter tido a minha fé testada e ter sentido o peso do mundo sob as minhas costas, eu percebi que eu estava tão adoecida quanto ele. Ele estava doente porque estava dependente das drogas e eu adoeci por me tornar codependente dele, eu havia assumido para a minha vida a responsabilidade pela a vida dele, onde eu passei a respirar conforme os movimentos dos pulmões dele, passei a comer conforme o apetite dele e a dormir o sono dele.

Eu coloquei em suspenso todos os meus sentimentos, minhas vontades, minhas carências e meus sonhos e passei a viver o sonho e o pesadelo dele. É a chamada ilusória sensação de força que nós codependentes sentimos, eu me coloquei na posição de forte, porque ele precisava de que eu fosse de fato forte, eu não podia chorar, não na frente dele, eu não podia me dar o luxo de desabar porque eu, naquele momento era o chão dele.

A cada racaída dele, uma batalha era travada dentro de mim, onde parte de mim queria desistir de tudo e outra parte me dizia que eu não podia fazer aquilo, dizia que eu precisava permanecer ali, ao lado dele, lutando com ele e muitas vezes até lutando contra ele.

Eu levei sete anos para me perdoar pelos erros que cometi como codependente, para aceitar que eu fiz tudo o que eu podia ter feito e que a recuperação dele não estava nas minhas mãos, que eu também estava adoecida, precisando de ajuda e por esse motivo eu tive que tomar uma decisão, a minha saúde ou a doença dele e eu decidi viver a minha vida sem ele. Eu desejei ter forças para continuar, mas, eu já estava vivendo em um estado de torpor, onde eu não pensava nem em desistir e nem em lutar, eu só estava esperando o fim chegar e ele chegou. Foram longos sete anos, em que muitas vezes fugi do assunto, muitas vezes fingi não ter acontecido, mas, foi o tempo necessário para que eu renascesse das cinzas, assim como a ave Fenix, que renasce após ter tido o seu corpo todo consumido pelo fogo, e tempos depois ressurge tão forte quanto antes, eu renasci e dessa experiência entre vida e morte ainda em vida  me veio a necessidade de voltar a escrever, coisa que eu já não fazia há mais de quinze anos.

E então o meu livro nasceu.

Para escrevê-lo, eu precisei superar meus fantasmas que me assombravam, eu precisei entender que eu desisti não porque eu não tinha mais coragem para lutar, eu desisti porque eu não tinha mais condições de sofrer e perceber isso, levou tempo, exigiu de mim flexibilidade comigo mesma, hoje eu sei que até para desistir é preciso ter coragem. E desistir dele foi o ato mais corajoso que tive nessa jornada, foi o ato mais dolorido e crucial de todos, porém, fiz o que tinha que ser feito.

Escrever o livro, me rendeu lágrimas que estavam presas, eu revivi cenas que meu cérebro havia feito questão de esquecer e pude sentir um pouco daquele sentimento, de anos atrás.

A escolha do nome do livro veio antes mesmo dele estar pronto e representa de fato o meu sentimento em relação a tudo o que passei " VALEU A PENA" SIM, com toda certeza, mesmo com as lágrimas e dor, porque eu não conheci um dependente químico, eu conheci um jovem rapaz de pele pálida e olhos tristes que se tornou um dependente químico e hoje em minha memória, guardo somente o que foi bom e nada mais, do resto, aprendi o que tinha que aprender, mas, ao olhar para trás, eu sorrio pelos bons momentos que tive, é isso o que importa.




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Recomeçar!


" E recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceito.
Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. 
É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam e queimar também destrói."
(Caio Fernando Abreu)

Vamos falar de recomeçar?


Decidi falar sobre RECOMEÇAR porque tenho visto em alguns blogs que acompanho que muitas pessoas estão passando justamente por essa fase, a de recomeçar, como por exemplo a da nossa querida Gaby, que começou a escrever contando sobre o seu drama com relação a dependência química e a codependência.

Eu mesma, acompanhei diariamente as postagens dela enquanto o seu namorado estava internado e a recuperação dele após voltar para o seu lar.

Apos cerca de 50 dias limpo, ou pouco mais, ele recaiu, e como sabemos, a recaída é sempre forte, é como se o D.Q quisesse recompensar pelo tempo em que ficou limpo sem a droga, então, eles usam e usam sem medir consequências, sem pensar em nada e nem em ninguém.

Pois é, isso aconteceu com a nossa amiga Gaby, ela meio que já estava pressentindo, nós codependentes, com o tempo e experiência, adquirimos uma certa facilidade em perceber quando algo está saindo do controle novamente, não sabemos nem explicar, mas sabemos quando a recaída está próxima.

Agora, nossa amiga está passando pela fase de dúvidas, se é mesmo isso que ela quer para ela, mesmo amando demais o seu dependente químico, eu chamo essa fase de RECOMEÇO, porque seja qual decisão que o codependete toma, seja ficar ao lado do D.Q ou seja seguir em frente sem ele, é um recomeço, porque a recaída é sempre um marco, e após ela, vem sempre um recomeço.

Para quem passa por isso, vai o me conselho:

Faça aquilo que você sente que jamais vá se cobrar, se culpar ou se punir pela decisão tomada, decida por algo que você saiba que pode lidar hoje e daqui há trinta anos sem achar que fez algo errado.

Hoje, dou esse conselho porque eu precisei de 8 anos para entender os meus atos do passado, no momento em que decidi recomeçar, eu estava tão fora de mim, em um ponto em que eu não pensava em mais nada e não tinha coragem de fazer mais nada, estava apenas esperando o fim chegar, que, não pensei se eu conseguiria conviver com a decisão tomada, da forma que foi tomada.

Hoje, após esses longos anos, ao escrever o livro, aí sim percebi que fiz tudo o que tinha e podia ter feito, mas, até chegar nesse ponto, me culpei demais, por cada nova recaída dele, depois que não estávamos mais juntos, eu me culpava, por ele ter sido preso, mesmo sabendo que ele nunca foi um marginal, eu me culpei, por ele não ter encontrado o caminho dele ainda, eu me culpei.

Culpei, não culpo mais, hoje sei que vivi com ele tudo o que tinha que ter vivido, hoje sei que eu parti não por fraqueza ou por não aguentar mais, hoje sei que parti porque a minha missão com ele, a quem chamo carinhosamente em meu livro de Anjo Gabriel, havia chegado ao fim.

Não tema o recomeço, eu não temo mais, mesmo afirmando que a parte mais difícil do fim é o recomeço!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Crack a droga ilícita mais consumida

Olá pessoal,

No site da Veja de hoje,  tem uma reportagem falando sobre o crack, vou copiá-la aqui no blog e abaixo o link para quem quiser acessar no site.


30% dos prefeitos de SP dizem que o crack é a droga ilícita mais consumida em seu município

Resposta consta de pesquisa da Assembleia Legislativa. Em segundo lugar entre as drogas ilícitas vem a cocaína, depois a maconha e as drogas sintéticas. Álcool é a primeira entre as lícitas.

Natalia Cuminale

O crack é a droga ilícita mais presente nos municípios do estado de São Paulo, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa de São Paulo. A pesquisa mostrou ainda que a maioria das cidades do estado, 79%, não possuem leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber dependentes químicos. Os dados foram coletados pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. A única droga mais usada que o crack é o álcool, que é lícito.

Droga mais usada

% de respostas dos munícipios paulistas

  1. • Álcool - 49%
  2. • Crack - 31%
  3. • Cocaína - 10%
  4. • Maconha - 9%
  5. • Drogas sintéticas - 0,59%

Para a pesquisa, foram enviados questionários com dez perguntas para os prefeitos de 645 municípios do estado. Os gestores de 325 cidades – onde se concentra 76% da população do estado – responderam às questões. A pesquisa mostrou que a utilização do crack ocorre em todos os municípios pesquisados.
Entre as questões, gestores responderam quais eram as drogas mais presentes em cada município. No topo do ranking, o álcool respondeu por 49% do total. Já o crack apareceu em segundo lugar, com 31% do total das respostas – seguido por cocaína, maconha e drogas sintéticas.
Segundo a pesquisa, o avanço do crack é mais acentuado em municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. Em regiões como Barretos, Ribeirão Preto e São José dos Campos, o crack aparece empatado com o álcool, ambos com 38% das respostas.
Do total de pesquisados, 63% dos prefeitos disseram que não ajudam financeiramente instituições ou entidades comunitárias que atendem dependentes químicos. Outro dado mostra que somente 5% dos municípios pesquisados recebem recursos do governo estadual para o enfrentamento do crack e outras drogas. Além disso, apenas 12% recebem verba do governo federal para o combate às drogas.
A pesquisa mostrou ainda dados com o perfil do dependente químico atendido pelo SUS. Segundo os resultados, 80% dos usuários se encontram na faixa etária entre 16 e 35 anos. Nos municípios com população entre 5 mil e 100 mil habitantes, 57% dos usuários estão na faixa etária entre 16 a 25 anos. O que, segundo a pesquisa, demonstra que o problema está mais acentuado entre os mais jovens.


domingo, 11 de setembro de 2011

Falando de paz!


O MUNDO NÃO ESTÁ AMEAÇADO PELAS MÁS PESSOAS, 
MAS SIM POR AQUELES QUE PERMITEM A MALDADE 
ALBERT EINSTEIN



Hoje vamos falar de paz!

Aproveitando o "gancho", já que hoje na mídia tudo o que vemos são notícias sobre o 11 de Setembro, vou abordar o tema PAZ, mas, sobre uma outra perspectiva.

Eu discordo com o método utilizado para se falar sobre um determinado assunto, utilizando imagens contrárias ao tema proposto. Por exemplo: Se quero falar de PAZ, não vou usar fatos e imagens de gerra, terror, medo e sofrimento. Se quero falar de PAZ, eu tenho é que dar exemplos de pessoas, de lugares que de fato pregam a paz.

Eu sou a favor de uma campanha " A favor da paz" e não de uma campanha " Contra a violência"

Entendem a diferença? Pode parecer besteira, mas, essa mudança de colocação sobre o mesmo tema, faz toda a diferença.

Diariamente, ao abrirmos as páginas da internet, ao lermos um jornal, somos bombardeados com notícias de tragédia, de sofrimento e isso se reflete em nosso estado emocional, é muito mais prazeroso quando vemos uma notícia boa, de algum acontecimento positivo do que quando vemos uma notícia de dor e é essa cultura que precisa ser mudada, uma vez que violência não é um fenômeno natural, é algo pertencente ao ser humano, portanto, só depende de nós mudarmos isso.

Para se obter a paz, é precisa que ela nasça primeiro em você e assim sendo, ela se tornará uma intenção coletiva. Um grande exemplo de alguém que soube pregar a paz perfeitamente é Mahtama Gandhi, que lutou pacificamente contra a violência, Martin Luther King Jr também nos deixou belos exemplos de conquistas e lutas utilizando a paz como seu princípio.

Nós podemos diariamente, pregarmos e vivermos a paz, basta mudarmos algumas atitudes. 

Se você é daqueles que quando está em uma briga ou discussão, só a encerra quando a sua voz é a última a ser ouvida, o último grito tem que ser o seu, mude, ouça antes de querer ser ouvido, afinal, mesmo você estando com a razão, não vai ser gritando que irá provar isso.

Quando você for provocado, pratique a paz, como? Praticando o silêncio, mantendo-se sereno no momento de raiva e provocação. Saiba que essa não é uma tarefa fácil, requer força de vontade e treino, mas, o resultado fará bem para você e para o mundo.

Aprenda a parar! Seja sensível ao ponto de perceber quando uma situação não o levará para lugar nenhum e pare, quando começamos uma briga, não sabemos até onde ela vai, se vai terminar tudo bem ou se vai terminar em algo ruim. Evite o final ruim e a única forma de fazer isso, é evitar a briga.

Para encerrar essa postagem,  uma reflexão.

PAZ

Havia um grande rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas.
Todos os que olharam para essa pintura, pensavam que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas... Mas essas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre ela havia um céu tempestuoso, do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo, parecia retumbar uma espumosa corrente de água. Tudo isso se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata, havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali no meio do reído, da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.
Sabem qual das pinturas o rei escolheu?
A segunda e sabem por quê?
"Porque" explicou o rei "Paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que apesar de estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração.
Esse é o verdadeiro significado da paz"

Bom domingo à todos!





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