Até onde você iria para ajudar alguém que escolheu o caminho errado em busca da tal felicidade? Em um mundo sofrido, perigoso e doloroso, eu senti na pele a dor de ver alguém querido tomar a decisão errada. Eu carreguei a minha própria nuvem de chuva enquanto decidi caminhar ao lado dele. Eu adoeci sem saber, uma doença tão perigosa quanto à dependência química. Eu me tornei uma codependente. E essa é a minha jornada, uma jornada de lágrimas, promessas, sofrimentos e vitórias.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Momento certo!
Foi o momento certo.
Quanto mais o tempo passa, mais tenho plena convicção que tudo aconteceu em seu devido momento.
Eu fiz a minha escolha, isso não significa que eu não tenha sofrido com ela, não significa que tenha sido fácil fazê-la e arcar com as consequências que vieram depois, mas, foi sim, a escolha certa, na hora certa.
Eu escolhi sair de cena, dar alguns passos para trás, abrir espaço, soltar a mão dele e deixar que ele caminhasse com suas próprias pernas no exato momento em que um limite havia se formado, o limite dos nossos sentimentos e isso explica o fato de mesmo, tanto tempo depois, eu ainda ter por ele um sentimento lindo, de carinho, admiração, compaixão.
Eu o deixei antes que as drogas transformasse tudo o que de lindo vivemos em algo escuro e triste.
Eu o deixei antes que em minha memória ficassem apenas as lembranças de dor e lágrimas.
Eu o deixei antes que a minha doença se tornasse tão perigosa e mortal quanto a doença dele.
Eu o deixei antes que o amor que tínhamos um pelo outro se transformasse em raiva e nada mais.
Eu o deixei.
Eu o deixei livre para fazer as suas próprias escolhas, para reescrever a sua história, eu dei à ele uma página em branco com apenas um dizer no rodapé : Seja feliz!
E desde então, esse é o meu desejo, que ele encontre a felicidade, que ele saiba reconhecer a chegada dela.
Eu o amei com todo o meu coração, ele foi o meu mundo durante o tempo em que juntos ficamos e eu sei que fui o mundo dele também e por isso é tão importante para mim ter feito a escolha de deixá-lo na hora certa, é por isso que consigo viver com as boas lembranças dele mesmo em meio às lembranças dolorosas, porque não há um céu cinza de lembranças escuras sobre a minha cabeça, há somente tempestades pela qual eu passei.
Não matamos o nosso sentimento, pelo contrário, o vivemos como tínhamos que viver e pelo tempo em que tínhamos que viver.
Não tivemos tempo de nos magoar, não tivemos tempo de ferirmos um ao outro, toda dor sentida foi somente fruto da doença dele e das atitudes dele decorrente dessa doença, nada mais além disso, nenhuma decepção pessoal, nenhuma frustração que não fosse por causa da droga. Não, não tivemos.
Estou feliz com minha escolha, feliz por poder todos os dias dizer que Valeu a Pena.
E se alguém me perguntar como ainda consigo ter lembranças boas depois de tudo o que vivi com ele, eu responderei que foi porque paramos no tempo certo, aonde um dos sentimentos mais lindo do mundo ainda existia entre nós. Somente isso.
Boas 24 horas!
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Postado por
GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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Paixão e drogas
domingo, 22 de julho de 2012
A Paixão e a Droga!
Recentemente li uma reportagem sobre os efeitos da paixão em nosso organismo, uma reportagem muito interessante por sinal, onde dizia e explicava que a Paixão nada mais é que um processo químico, que estar apaixonado é estar sobre o efeito de "substâncias químicas".
Em tese, estar apaixonado é "sofrer" alterações significativas na estrutura emocional, física e biológica.
Segundo a neurociência, quando estamos apaixonados, passamos a vivenciar os efeitos neuroquímicos (diretamente no cérebro) e são esses efeitos os responsáveis pelas visíveis mudanças de comportamento que nos fazem agir de forma louca, como se estivéssemos sob efeito de alguma droga.
Resumindo, quando estamos apaixonados, nosso corpo está constantimente liberando e produzindo substâncias químicas, quando a atração começa, produzimos a feniletilamina, substância responsável pela sensação de prazer e euforia, é o estágio onde tudo fica azul, as pessoas se tornam mais bonitas e simpáticas aos nossos olhos e essa substância é muito semelhante a droga fabricada em laboratório chamada anfetamina.
Liberamos também a Noradrenalina e Acetilcolina que são responsáveis pela a aceleração do nosso organismo, fazem com que nosso organismo aja de modo mais rápido.
No segundo estágio, quando já houve a aproximação, nosso corpo passa a produzir outra substância, a Endorfina, trazendo uma sensação de relaxamento, de calmaria, é uma substância muito parecida com a Morfina.
Em outro estágio, passamos a produzir Oxitocina responsável pelo prazer e pelo relaxamento e esse é o estágio onde mais liberamos hormônios e neurotransmissores.
Ou seja, podemos dizer que Paixão traz a sensação de que vamos perder o controle.
Fiz esse resumo "químico" sobre a paixão para expor o meu pensamento quanto a dependência química, pode parecer a princípio meio maluca a minha ideia, mas, acompanhem o meu raciocínio.
Já sabemos que uma pessoa apaixonada, perde momentaneamente o senso ao seu redor e o controle de si e da situação, isso pode ser positivo, se for bem controlado, mas também absurdamente negativo.
Vamos imaginar a seguinte situação:
A mulher se apaixona pelo rapaz e passa por esse processo descrito acima, uma amiga dela, por algum motivo, não gosta do rapaz e diz para ela que ele não é bom para ela, que ela deveria terminar o relacionamento. Nessa altura, ela já está envolvida com ele e seu organismo passou a viver essa paixão e ela não ouve a amiga e pior, acha que é invenção da amiga.
Agora, vamos complicar a história, os pais dela também entram na história, também são contra o relacionamento e passam a "exigir" que ela termine o namoro.
Para evitar discussões em casa, ela resolve tentar se separar da sua paixão e logo nos primeiros dias, sente as dificuldades em se manter firme, seu pensamento está sempre nele, quando está sozinha, se pega constantemente lembrando dele e dos momentos de alegria que tiveram juntos (e nessas lembranças, acaba liberando novamente algumas substâncias), ela às vezes chega a pensar que ouviu a voz dele, mas, é tudo fruto da sua imaginação, da sua saudade, ela começa a perder o apetite, começa emagrecer, perde a vontade de se arrumar, de estudar, de trabalhar, sente como se estivesse um vazio dentro dela, algo a sufoca e a impede de seguir.
O que vocês acham que ela vai fazer? Sabendo que quando estamos apaixonados, estamos liberando tais substâncias?
Ela joga tudo para o alto e decide ir atrás dele!
É essa analogia que faço em relação ao dependente químico, vamos ser práticos: "Se para uma pessoa apaixonada, já é difícil se desvincilhar da outra pessoa, é difícil esquecê-la, se libertar dela, por mais mal que essa pessoa possa fazer à ela, imaginem um D.Q, a dificuldade que ele tem em ficar longe da droga.
Ambas situações, são situações QUÍMICAS onde nosso organismo está pedindo e liberando ao mesmo tempo substâncias/ drogas responsáveis por uma "alegria" momentânea.
Diante disso, antes de julgarmos um DQ, antes de falarmos que eles não param porque não querem, vamos tentar imaginar, lembrar de uma situação em que estivemos apaixonados por alguém, tentem se lembrar das sensações que sentiram no começo dessa paixão e nas sensações seguintes, e pensem em como seria difícil naquela situação não pensar naquela pessoa e finalmente percebam que para o DQ é infinitamente pior essa sensação de impotência.
O DQ está apaixonado por sua droga de preferência e fazê-lo perceber que essa paixão não pode acontecer é a tarefa mais difícil para quem ao lado dele está, a melhor forma é ele sofrer uma desilusão com essa paixão e para isso, não há muito o que possamos fazer.
Não julguem um DQ se você nunca se apaixonou e nunca sentiu a vontade de estar com alguém, os sintomas, a grosso modo falando, são os mesmos.
Boas 24 horas!
Pessoal, continuem mandando seus textos para a promoção, para quem não leu, segue o link aqui: Promoção!
Postado por
GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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