O Nelson Hossri, acho que todos que me acompanham sabem sobre ele, postou agora pouco a seguinte nota e achei mais do que minha obrigação postá-la aqui:
Até onde você iria para ajudar alguém que escolheu o caminho errado em busca da tal felicidade? Em um mundo sofrido, perigoso e doloroso, eu senti na pele a dor de ver alguém querido tomar a decisão errada. Eu carreguei a minha própria nuvem de chuva enquanto decidi caminhar ao lado dele. Eu adoeci sem saber, uma doença tão perigosa quanto à dependência química. Eu me tornei uma codependente. E essa é a minha jornada, uma jornada de lágrimas, promessas, sofrimentos e vitórias.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Vagas para internação!
Pessoal,
O Nelson Hossri, acho que todos que me acompanham sabem sobre ele, postou agora pouco a seguinte nota e achei mais do que minha obrigação postá-la aqui:
O Nelson Hossri, acho que todos que me acompanham sabem sobre ele, postou agora pouco a seguinte nota e achei mais do que minha obrigação postá-la aqui:
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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21:42
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Internação
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Internações Compulsória.
Nessa última semana que se passou, muito foi falado nos meios de comunicação, principalmente na internet sobre a posição do Conselho Federal de Psicologia em relação as Internações Compulsórias de crianças e adolescentes que vêem acontecendo, vou postar aqui um trecho da nota e mais abaixo darei a minha opinião a respeito.Em nota divulgada à imprensa, o conselho defende o tratamento em meio aberto, com equipe multiprofissional disponível no SUS.
A ideia é defendida a partir de uma visão mais aprofundada da problemática da dependência química, levando em consideração a causa do problema, fazendo uma viagem ao passado e buscando respostas para o efeito que vemos hoje, ou seja, eles partem d princípio que o problema está muito antes da iniciação da criança e do jovem nas drogas, está em uma família desestruturada, nos quadros de violência doméstica que se tornaram cada vez mais comum e tantos outros problemas sociais.
"Sabe-se que cotidianamente crianças e adolescentes, no Brasil, são vítimas de violência, não têm seus direitos fundamentais concretizados em políticas públicas efetivas e parece que não estão sendo prioridade absoluta na agenda dos municípios, estados e governo federal."
Ainda na nota, se fala sobre a forma defendida por eles como meio de tratamento e prevenção.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS e CAPS-AD), os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), os projetos de redução de danos, a escola, o Programa Estratégia Saúde da Família, enfim, uma rede integrada e com investimento econômico adequado irá propiciar a materialidade das políticas de garantia de convivência familiar e comunitária às crianças e adolescentes. Estas práticas deverão funcionar nos territórios de cidadania, atendendo com a devida atenção prevista nas leis de modo concreto não somente a questão de usuários de crack, mas em todas as frentes de atenção básica e especializada, sempre a partir dos princípios da Reforma Psiquiátrica.
Resumindo, o conselho acredita que o meio que vem sendo utilizado, o de internação compulsória não é o mais viável, que este, viola os direitos da criança e do jovem e por aí vai.
Agora, a minha opinião.
Eu concordo com a internação compulsória a partir do momento que ela seja feita como forma de tratamento e não somente para "retirar" essas crianças e jovens das ruas e "depositarem" as mesmas em uma Comunidade Terapêutica ou Clínica de Recuperação.
Eu acho válido e de extrema importância os CAPS AD e demais centros, mas, não como a única forma de auxílio ao dependente, talvez, hoje, os psicólogos ainda enxerguem a problemática da Dependência química através da teoria e não da prática, porque acredito eu que se conhecessem de fato o dia-a-dia desse mundo, saberiam que esse tipo de "ajuda" é insuficiente para um dependente de crack por exemplo.
O jovem vai para o CAPS, passa o dia lá e eu me pergunto, e a noite, o que acontece com ele? A resposta é uma só, vai para as ruas usar drogas, é comum também o dependente ir ao CAPS AD pedir ajuda e os funcionários se dobrarem e dividirem para conseguir uma vaga para tratar o dependente e muitas vezes não conseguirem no dia, pedindo para que o dependente retorne no outro dia.
Que os profissionais da área me desculpem, já deixei claro aqui a minha paixão pela Psicologia, algo que almejo desde meus 13 anos, mas, eu não posso esquecer que eu vivi na prática o que muitos profissionais só conhecem na teoria, eu vi o meu ex-namorado, aquele que eu chamo de anjo em meu livro, aquele que sempre me tratou como uma princesa de ouro dentro de uma redoma de vidro, me jogar no chão, no meio da rua para poder pegar de mim a minha bolsa, tudo porque ele estava tendo uma crise de abstinência, portanto, de que adiantaria ele ir para o CAPS ou algum outro centro? No caso de crack então, sabemos que é uma roda viva e que ao afastar o dependente do meio em que ele convive, ele se torna mais acessível e aberto para a aceitação de um tratamento.
Completo ainda dizendo que creio eu, que hoje, os grupos de NA conseguem ajudar um dependente com muito mais facilidade do que um profissional que atende em um consultório, porque dentro de uma sala de N.A. eles compartilham suas histórias e vivências, há a identificação.
Enfim, acho que o nosso Sistema atual, ainda não tem condições de resolver o problema somente com acompanhamento de forma aberta, a situação é muito mais grave do que isso, e é preciso conhecer a prática para entendê-la. Quisera eu não ter tanta convicção no que estou escrevendo, quisera eu não ter vivenciado o que vivenciei, se assim fosse, talvez hoje eu concordasse com a nota do Conselho, mas, eu vivenciei, eu saí da teoria e fui para a prática.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Internações
Olá pessoal,
Esse post é uma espécie de complemento do post O que esperar de uma clínica de recuperação, ele está sendo feito através com a colaboração de um leitor do blog, que postou o texto abaixo como comentário no referido post e eu achei de extremo valor e decidi fazer dele um post.
Acho que é um bom texto, para aqueles que não conhecem ainda esse mundo das internações, clínicas e comunidades terapêuticas desonestas e tudo mais.
Deixo claro também que existe sim, ótimas clínicas e comunidades e não podemos generalizar de forma alguma, as boas, fazem um ótimo trabalho, salvando vidas!
É isso aí pessoal, cada um contribui aqui com suas experiências, com o que sabe e aprendeu e assim, podemos dividir tudo isso uns com os outros. Obrigada!
Esse post é uma espécie de complemento do post O que esperar de uma clínica de recuperação, ele está sendo feito através com a colaboração de um leitor do blog, que postou o texto abaixo como comentário no referido post e eu achei de extremo valor e decidi fazer dele um post.
- Anônimo disse...
- Para se internar alguém, hoje em dia há que se observar alguns critérios que você já citou, em parte e vou ousar comprementar, com a devida vênia. Hoje a lei obedece ao princípio segundo o qual “a internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extracurriculares se mostrarem insuficientes” e “o tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio” . Ponto 2:“a internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta”. Então vejamos outros aspectos legais, além dos que você já enumerou e que a maiorias das clínicas não possuem.
- Vamos aos considerandos: 01. a internação psiquiátrica é medida excepcional e que necessita de fundamentação médica (aqui começa o desrespeito); 02. os estabelecimentos que se disponham a prestar esse tipo de tratamento devem estar devidamente regularizados... ( a maioria não está dentro da lei). No desespero das famílias há um desespero exagerado de histeria. Note bem, não defendo a maconha, não utilizo, mas vi, com meus olhos, inúmeros jovens, tal qual NETO, personagem do Filme Bicho de 7 Cabeças, internados em clínicas que barbarizam, torturam, usam medicamentos sem prescrição médica. Vi jovens de pouca idade. Tinha um com 16 anos. Os demais eram jovens de 18 a 21 anos de idade, todos internados de forma involuntária por fumarem maconha. O uso da maconha é tratado - lato sensu - de outra maneira. Finalizo dizendo que foi bom ler seu post. Ele esclarece e ajuda, mas é preciso combater a ilegalidade, seja ela qual for. As famílias também se perdem como no caso das internações de jovens usuarios de maconha. Por mim, a maconha seria legalizada e só não é porque esxiste toda uma infra-estrutura corrupta que sobrevive da ilegalidade das drogas.
Acho que é um bom texto, para aqueles que não conhecem ainda esse mundo das internações, clínicas e comunidades terapêuticas desonestas e tudo mais.
Deixo claro também que existe sim, ótimas clínicas e comunidades e não podemos generalizar de forma alguma, as boas, fazem um ótimo trabalho, salvando vidas!
É isso aí pessoal, cada um contribui aqui com suas experiências, com o que sabe e aprendeu e assim, podemos dividir tudo isso uns com os outros. Obrigada!
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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Internação
terça-feira, 12 de julho de 2011
O que esperar de uma clínica de recuperação!
A família, quando descobre que seu ente está usando drogas, passa por vários estágios até chegar ao ponto de ajudar o dependente. Primeiro vem a negação, depois a culpa e frustração, começam a procurar possíveis erros que justifiquem que seu ente querido entre para o mundo das drogas, depois, começam as brigas e as pressões, para que esse ente pare com as mesmas.
É quase sempre dessa forma que acontece, embora muito se fale que ao descobrir, não adianta os pais, esposa, namorada, buscar no passado alguma resposta para o problema, não adianta buscar culpados ou motivos.
A pessoa que decide usar drogas, faz por opção, muitas vezes essa opção está atrelada a algum fator externo, como companhias, curiosidade, problemas em casa e etc, mas, se começar a usar drogas é opcional, sair das mesmas não é tão simples assim.
A droga age diretamente no cortéx central, responsável pelo julgamento crítico, ou seja, pelo o que é certo ou errado e por isso, o dependente fica impossibilitado de reconher que está adoecido e consequentemente, ele não é capaz de pedir ajuda.
Os sintomas da abstinência (falta da substância no organismo) são os mais diversos, desde irritação, depressão, ansiedade e agressividade e para sanar todos esses sintomas, o dependente se vê obrigado a buscar alívio nas drogas novamente, não está mais em suas mãos a decisão de usar ou não, ele perde o direito e o senso de escolha.
E é nesse contexto que entra a família, no momento em que o dependente já está perdido em seu próprio vício, em que ele perdeu o seu poder de escolha, cabe a família buscar ajuda para poder ajudar o seu ente.
Em alguns casos, a intervenção é a única forma de ajudar e resguardar a vida do dependente.
Quando for conhecer uma clínica, a família precisa estar atenta à alguns pontos:
Para garantir a qualidade da clínica, a mesma deve contar com um apoio multi disciplinar, ou seja, precisa ter:
Médico Clínico Geral pelo menos duas vezes por semana -> Ele tem um papel importante na desintoxicação do adicto, assim como, enxergar a necessidade de um tratamento para alguma infecção que o dependente possa ter, ou auxiliar no processo de aumento de imunidade do dependente.
Médico Psiquiatra também pelo menos duas vezes por semana, que esteja registrado junto ao Conselho Regional de Medicina, como responsável técnico. -> Ele vai prevenir, atender, diagnosticar e estudar as doenças mentais de acordo com a necessidade de cada indivíduo.
Enfermeiros de plantão -> a clínica precisa contar com uma equipe de plantão vinte e quatro horas por dia, para garantir que cada indivíduo receberá os devidos cuidados.
Psicólogos -> É imperativo que haja um profissional da área ao dispor da clínica, ao dispor dos pacientes. É ele que vai ajudar o paciente e seus familiares a compreender a doença, seus mecanismos, ele vai trabalhar em cima do dependente, tentando ajudar o mesmo a encontrar um meio de encontrar a sua recuperação e também cabe a esse profissional, ajudar e dar apoio as famílias, uma vez que elas também estão adoecidas.
Terapeuta Ocupacional -> Ele vai auxiliar no processo de readaptar o dependente na sociedade.
Monitores -> São eles que normalmente mantêm um contato maior com o dependente, por isso, precisam ser capacitados para lidarem com os mesmos.
Além de tudo isso, é preciso conhecer qual é a proposta de reabilitação que a clínica oferece, quais os tipos de atividades e a proposta de recuperação.
E por último mas não menos importante, verificar se a clínica tem registro nos órgãos públicas, se está devidamente legalizada.
Feito essa triagem, as chances de obter sucesso com a internação são razoáveis, ficando a cargo do dependente fazer a sua parte.
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GIULLIANA FISCHER FATIGATTI
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