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quarta-feira, 7 de março de 2012

Notícias sobre a Ibogaína!

Olá pessoas!!! Espero que vocês estejam bem!!!

Vou falar novamente sobre a Ibogaína, dando continuidade aos posts já existentes, é que recentemente tive mais uma confirmação positiva a respeito do tratamento realizado com essa substância.

No final de Janeiro, recebi o e-mail de um psicólogo, ele começou o e-mail dizendo que está fazendo a manografia da pós dele que fala dobre dependência química e transtornos compulsivos e como tema, ele fala sobre a Ibogaína e pesquisando na internet a respeito dela, acabou "caindo" em meu blog.

Ele me pediu informações sobre o tratamento e os médicos, como eu já expliquei nas postagens anteriores, não tenho a intenção de fazer propaganda, apenas repasso o que achei interessante, e quando contactei os médicos responsáveis pelo tratamento, senti muita seriedade no assunto e por isso, quando alguém me pede o contato deles, passo sem nenhum problema.

Mas então, voltando a falar do Psicólogo, eu respondi o e-mail dele com todos os dados da clínica e do médico e logo em seguida ele me respondeu dizendo que eu não ia acreditar, mas que o médico era da mesma cidade que ele, quando passei o nome e sobrenome, ele certificou que era a mesma pessoa e que estava super feliz, pois iria contactá-lo para obter informações a respeito do tratamento.

Enfim, trocamos vários e-mails, ele me escreveu super feliz quando conseguiu agendar com o médico e depois me escreveu dizendo que ele havia sido convidado a participar de uma "aplicação", imaginem né, não sei quem estava mais ansioso, ele ou eu!!!

Alguns dias depois ele me deixou um recado de que havia participado da internação e que iria me contar tudo, eu quase surtei, no bom sentido é claro, pode parecer algo bobo, mas, para mim, é algo maravilhoso, quanto mais eu souber a respeito dessa substância, mais esperanças eu tenho de que em um futuro próximo se torne uma forma de tratamento aceita e respeitada.

Em seu e-mail, ele conta que participou da internação de 3 pacientes, todos do sexo masculino, de idade entre 19 anos e 31, ele conta que todos, antes de virem para SP, passaram pelo processo de internação necessário, com acompanhamento psicológico e tudo mais (como já expliquei um pouco nas postagens anteriores sobre o tratamento), em seu e-mail ele me conta a respeito das conversas que teve com os pacientes, a história de cada, que no fim, acaba sendo a mesma, pessoas do bem que se tornam escravos da droga.

A parte mais interessante é quando ele começa a falar dos relatos dos pacientes após a aplicação da substância, que os 3 falaram praticamente a mesma coisa, sem terem tido contato entre eles, que passa uma espécie de um filme na cabeça deles, de tudo o que fizeram, lembram de situações inclusive da infância, e é nesse momento, em que esse filme é "rodado" é que eles vão se dando conta e avaliando os seus atos, na sequência, o sintoma de repúdio, de nojo, eles vão se sentindo enojados de seus próprios atos, relaaram também que a audição e a visão ficam muito sensíveis, que qualquer barulho, se torna algo gigantesco em suas cabeças.

O Psicólogo fala também que os pacientes relataram a falta de apetite após a ingestão da substância, o corpo passa um bom tempo adormecido, quando a substância é aplicada, praticamente somente a "cabeça" fica acordada, o resto do corpo todo dorme.

Um dos pacientes, chegou a dizer para ele, que estava com medo do novo, da vida nova que ele iria ter, mas, que estava motivado com a mudança. Após a aplicação, quando são liberados, os pacientes voltam para a clínica para darem continuidade no acompanhamento psicológico por mais 15 dias e depois disso, ainda passam por um processo de uma espécie de "internação" em casa com os pais, detalhe, os pais são preparados para isso e todos tem que continuar com o acompanhamento na clinica semanalmente.

Ele, o Psicólogo, disse que o que mais chamou a atenção dele é que os 3 disseram a mesma coisa em relação a Brisa, a descreveram da mesma forma, que os 3 a sentiram. O rapaz mais jovem, chegou a vomitar durante a tal nóia, que é quando eles estão sob o efeito da substância. E outra coisa, ele explicou que essa nóia, dura o dia todo, o paciente vai voltando, mas mesmo assim, continua tendo visões e etc.

Depois de ler o e-mail dele, respondi fazendo várias perguntas, é claro e ele prontamente me respondeu, na verdade, estamos em constante contato, ele diz que teve sorte em ter me conhecido, por eu ter ajudado-o com o contato do médico, mas, eu também tenho que agradecer, ter o relato de alguém imparcial que participou do tratamento é muito importante para mim, estou bem confiante em relação à esse tratamento.

Em respostas as minhas perguntas, ele explicou que a Ibogaína tira a abstinência do organismo, limpa e tira a vontade, mas, que é claro que o que vai manter ele limpo é dar continuidade no tratamento, mudando hábitos, companhias e o que já sabemos. Muito se fala na importância da família nesse processo, já sabemos disso não mesmo?

Ele me explicou como funciona o processo de importação da substância, que é tudo muito rígido e regulamentado, tudo muito criterioso, disse também sobre o sentimento de culpa que os 3 relataram, que queriam desesperadamente que seus familiares, esposa, namoradas, estivessem lá, naquele momento para pedirem desculpas por tudo o que fizeram.

Bom, ele vai participar de mais aplicações e quando o seu TCC estiver pronto, vai me mandar uma cópia, eu vou mantendo vocês informados, acho que é algo que podemos pelo menos desejar que no futuro se torne de fato um tratamento e que seja acessível à todos.

As minhas considerações gerais a respeito da Ibogaía.

Por tudo o que já li a respeito, pelo o meu primeiro contato com um DQ em recuperação que fez uso da substância e hoje está muito bem, com uma excelente profissão e tudo mais, e com o relato desse psicólogo, eu acredito e dou crédito sim ao tratamento. Se sabemos que a maconha, a coca entre outras, são capazes de desencadear várias reações psicológicas e físicas, podemos conceber que essa outra "droga", a ibogaína, é capaz sim de atuar el áreas do sistema nervoso que ajudam na recuperação do dependente.

Um ótimo resto de semana para todos nós!!!


domingo, 17 de julho de 2011

Final da enquete sobre a Ibogaína

Boa noite pessoal,

A enquete está chegando ao final, 12 leitores nunca haviam ouvido falar na Ibogaína, 2 conheciam pessoas que já fizeram tratamento com a mesma e 7 leitores já pelo menos haviam ouvido falar e acham válido o tratamento.

Como a enquete está no fim e a maioria dos leitores não conheciam até então esse tratamento, vou fazer uma repescagem, para que os novos leitores entendam do que estamos falando e colocarei os links dos posts relacionados.

IBOGAÍNA


Há alguns meses eu estava assistindo um programa de tv, uma série policial americana e foi quando ouvi a primeira vez o nome Ibogaína, onde um médico psiquiatra sugeriu o uso da mesma para dexintoxicar um dependente químico, resumindo, desde então comecei a pesquisar na internet a respeito e me empenhei em buscar pessoas que já haviam feito tratamento com a mesma para saber sobre a sua funcionalidade.


Vou postar abaixo todos os links e quem estiver interessado em conhecer mais sobre esse tratamento, sugiro que lêm todos, pois,fui postando-os conforme fui descobrindo mais informações a respeito.

Aqui estão todas as postagens http://livrovaleuapena.blogspot.com/search/label/Iboga%C3%ADna

Para finalizar esse post, após ter feito todas essas postagens sobre a Ibogaína, uma companheira de blog, a Poly do Amando um dependente químico, entrou em contato com a clínica e com o médico fazem o tratamento, ele me disse que foi muito bem tratada por todos, que explicaram todo o processo do tratamento para ela, que foram atenciosos, mandaram e-mails e ela se sentiu bem segura e confiante, portanto, vai a dica, quem quiser conhecer mais pode me mandar um e-mail que darei o e-mail do médico ou até mesmo, se tiverem dúvidas a respeito da atenção que a Poly recebeu, tenho certeza que ela também não vai se opor em compartilhar por e-mail as impressões que ela teve.

Boa leitura e caso alguém possua mais informação, compartilhe conosco.

Boa segunda à todos!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ibogaína - Sobre o tratamento

 
Olá pessoal, espero que hoje seja mais um dia de plena serenidade para todos!

De uma semana para cá, eu venho postando reportagens e matérias a respeito de um tratamento promissor feito com uma planta/raiz chamada Ibogaína (iboga), para quem ainda não leu, há vários posts falando sobre ela.

Bom, no post Ibogaína - Relato de quem já usou eu trouxe uma reportagem feita pela Gazeta do Povo com um dependente em recuperação, para resumir, ele fez o tratamento e isso me motivou a procurá-lo, a partir daí, iniciei uma jornada em busca de informações a respeito do tratamento.

Entrei em contato com a clínica da Dra. Cleuza Canan, ela me explicou como funciona o processo do tratamento, onde ele é dividido em três etapas, vou colocá-las aqui resumidamente:

A primeira é a que antecede ao tratamento com a Ibogaína, onde há avaliações clínicas, laboratoriais, psicológicas com sessões inclusive com a família. Esse preparo é feito para que o paciente aprenda a lidar com a abstinência;

A segunda é a aplicação do tratamento que é feito em forma de cápsulas;

E a terceira e a continuação do acompanhamento por um determinado tempo, em torno de uma semana inicialmente.

Falei também com o médico que faz a aplicação do tratamento, em conjunto com a Dra. Cleuza, as etapas são dividias entre os dois, o que posso dizer é que ele me apresentou informações, reportagens e estudos a respeito do tratamento, esse tratamento, embora não seja ainda muito divulgado, já vem sendo utilizado há mais de 50 anos, com ótimos resultados.

Ele sugeriu o blog www.banzzi.blogspot.com, esse mesmo blog já foi mencionado em alguns posts a respeito do tratamento.

Abaixo, um comentário feito pelo Diogo, rapaz que entrei em contato após saber que ele havia feito o tratamento:

"O tratamento expande a concepção do dependente que se vê diante da raiz dos seus problemas, dos motivos que o leva a se drogar, além de mostrar mais claramente a beleza de se estar vivo e tudo o que podemos fazer estando bem estando convictos de que somos seres plenos que não necessitamos de nenhuma substância para nos realizar"

Ele disse que não há uma forma lógica para descrever a experiência dele com a Ibogaína, é algo mais profundo, meio que espiritual, no sentido de que a vida dele foi divida entre antes o tratamento e o depois, ele conta que após a experiência a vida dele melhorou em todos os sentidos, psicológico, familiar, espiritual, profissional, social e existencial. 

Bom, pelo o que o médico me explicou, para que haja resultado, o paciente primeiramente passa por uma preparação psicológica adequada, antes do tratamento e depois por um acompanhamento para que ele possa saber lidar com a nova situação, que é a falta da fissura. 

Achei interessante postar isso, pois é a prova de que não é um milagre e sim um tratamento, uma vez que é necessário que o paciente esteja disposto a mudar e que isso é feito com a ajuda de profissionais, como psicólogos por exemplo.

Quem quiser entrar em contato com o médico responsável, peço que me mande um e-mail e na sequência eu respondo passando o e-mail dele, assim, falando direto com ele fica mais fácil que as dúvidas sejam sanadas.

E-mail: giulliangel@gmail.com ou livrovaleuapena@gmail.com

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ibogaína - Contribuições de leitores

Boa noite pessoal, 
 
Vou postar abaixo uma espécie de compilação... É um comentário que recebi no post Ibogaína - Considerações Gerais, embora seja um comentário de alguém que apenas se identificou como Anônimo, eu gostei da contribuição feita por essa pessoa, ele ou ela, deu o seu parecer e transcreveu a matéria de um blog que cito inclusive no final do post em questão. 
 
Acho válido que o texto abaixo seja lido, uma vez que, o assunto em questão, a Ibogaína, ainda está sendo estudado seus efeitos e há quem diga que funciona e há quem diga que não.
 
Aproveito esse post para falar que eu apenas fiz pesquisas na internet sobre o assunto, como falei no post, eu vi a primeira vez em um programa de tv e desde então venho buscando informações a respeito.
 
Através de pessoas que trabalham diariamente com a dependência química, como exemplo, um seguidor do blog, o Júnior, eu soube que esse tratamento é mais utilizado do que se é divulgado, ele mesmo conhece pessoas que fizeram uso da substância e que estão bem, ele me disse também que já participou de simpósios onde foi discutido o tratamento com ela. 
 
Enfim, eu acho que já que as autoridades e especialistas ainda torcem o nariz para o assunto, nós, que estamos do lado de cá, que buscamos uma saída, precisamos nos mobilizar e investigar todas as opções de tratamentos existentes, as grandes invenções, a princípio pareciam coisas idiotas aos olhos de muitos, o que quero dizer é que sempre haverá prós e contras, cabe a nós decidirmos o que iremos fazer diante de cada informação, de cada hipótese, de cada pontinho de esperança que nos é apresentado.
 
Aproveito também para dizer que não conheço o trabalho clínica da Dra. Cleuza Canan, eu a citei por ter visto em diversos sites, depoimentos de pessoas que fizeram tratamento nessa clínica, cabe a cada interessado se informar melhor a respeito. Como Blogueira, entrei em contato com eles para obter mais informações a respeito do tratamento, espero que respondam e aí posto para vocês.
 
Vamos então para a contribuição feita através de um comentário:
 
 Anônimo disse...
 
Parabens pelo blog, muito interessante. Para acrescentar informações, transcrevo texto do blog "Iblogaína", http//:banzzi.blogspot.com 
 
"Realmente os efeitos são surpreendentes, e, em muitos casos, ocorre uma melhora do quadro de dependência significativa, em apenas 24 horas.
 
Como tudo que é diferente, e como tudo que é inovador, existem também em relação à Ibogaína controvérsias e dúvidas, que tem origem na desinformação e no preconceito, e algumas vezes também em interesses econômicos. É interessante o fato de que a maioria das pessoas que é contra esse tratamento, não sabe absolutamente nada a respeito, mesmo alguns sendo renomados profissionais da área. É o estilo “não li e não gostei”.
 
Sempre que se fala de Ibogaína, cita-se o fato de a mesma ser proibida nos Estados Unidos e em mais 3 ou 4 países, sendo em todos os outros (inclusive no Brasil) isso não ocorre. Pelo contrário, o Brasil é um dos pioneiros nesse tratamento e os profissionais envolvidos, apesar de pouco conhecidos aqui, têm reconhecimento internacional. Essa proibição da Ibogaína em poucos países deve-se à desinformação e a interesses econômicos e políticos.
 
O falso conceito de que a planta é alucinógena, gera uma quase histeria em determinados profissionais da área, que mal informados, com má vontade, e baseados em informações conflitantes pinçadas na internet, repassam informações errôneas adiante. A Ibogaína não é alucinógena, é onirofrênica, ou talvez seja melhor dizer, remogênica, ela estimula a mente de maneira a fazer com que o cérebro sonhe, mesmo com a pessoa acordada. Isso é comprovado por inúmeros estudos ao redor do mundo, mas é fácil confirmar, basta fazer um eletroencefalograma (EEG) durante o efeito da substância pra se ver que o padrão que vai aparecer é o do sono REM, não de alucinações. Alem disso, a ibogaína não se liga ao receptor 5HT 2a, o alvo clássico de alucinógenos como LSD, por exemplo.
 
A taxa média de eficácia da Ibogaína para tratamento da dependência de crack é de 70 a 80%, que é altíssima, principalmente se lembrarmos que, além de ser uma doença gravíssima, as taxas de sucesso dos tratamentos tradicionais é de 5%. O fato é que a Ibogaína é hoje, de longe, o tratamento mais eficaz contra a dependência que se tem notícia, em toda a história da humanidade. Feito com os cuidados necessários, é seguro, eficaz, e não existem relatos de seqüelas, nem físicas, nem psicológicas.
 
Assim sendo, pessoas que vivem da cronicidade da doença, para as quais não interessa que haja cura e sim perpetuação do quadro, e assim, indiretamente, perpetuação dos lucros, se insurgem contra ela.
 
Em toda a história da humanidade, as inovações, as mudanças de paradigma, sempre foram combatidas.
 
E apenas mais um detalhe: as outras opções de tratamento, são bastante ineficazes, para que se possa dar ao luxo de não dar à ibogaína a atenção que ela merece." 
 
http://banzzi.blogspot.com
 
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Ibogaína - Enquete

Caros leitores, amigos, companheiros de blog, seguidores.
Diante da curiosidade despertada através das postagens que fiz aqui sobre o tratamento com a Ibogaína, uma raiz que vem sendo utilizada no tratamento contra a dependência química, eu resolvi fazer uma enquete a respeito e aproveito para pedir gentilmente para que aqueles que conhecem a substância, ou conhecem quem já fez tratamento com a mesma, que entre em contato através do e-mail livrovaleuapena@gmail.com ou giulliangel@gmail.com, na internet ainda há pouco material a respeito (No Brasil), essa substãncia já vem sendo usada em vários países, há estudos sobre a eficiência da mesma, como sempre, há pessoas, especialistas que dizem que é verdade, que funciona e há os que dizem que não, não tem nenhuma comprovação científica em relação a sua veracidade.
A minha querida amiga de Blog Poly, do Amando um dependente químico também está empenhada em descobrir mais coisas a respeito dessa substância, por isso, seja aqui no meu blog ou no dela, o que vocês souberem a respeito, será compartilhado com todos.
A respeito do tratamento, já venho há meses pesquisando e o que descobri é que a única clínica que tem permissão para fazer o  tratamento com essa substância é em Curitiba, a clínica da Dra. Cleuza Canan, até onde sei o tratamento é de um custo ainda elevado, mas, diante dos relatos que li a respeito, para quem não tem mais saída, é algo para se pensar.

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Ibogaína - Relato de quem já usou

Ibogaína: droga usada para curar a dependência

Tratamento é feito com uma dose de substância extraída da raiz de uma planta africana. Medicamento não é regulamentado pela Anvisa
(Gabriel Azevedo - Gazeta do Povo)

Diogo Nascimento Busse, 28 anos, era usuário de drogas. Du­­rante 13 anos, a vida dele foi semelhante à de outros usuários: mesmo estudando e trabalhando normalmente, passava dias fora de casa e chegou a sofrer alguns acidentes. Tentou inúmeros tratamentos psiquiátricos, psicológicos, medicamentos e internações. Nada deu resultado. Sem saída, mas com esperança de largar a dependência, há dois anos e meio, a curiosidade empurrou Busse para uma substância pouco conhecida no Brasil: a ibogaína.

Substância extraída da raiz da iboga, arbusto encontrado em países africanos, a ibogaína é usada para fins terapêuticos no país há dez anos, por uma única clínica, com sede em Curitiba. Nesse período, 130 usuários de drogas usaram o medicamento, Diogo foi um deles. Há dois anos e meio livre do crack, o advogado e professor universitário conta como foi a experiência. “Foi um renascimento. Foi uma viagem espiritual, de autoconhecimento, expandiu meus horizontes. É inexplicável. Hoje eu analiso o passado e não tenho lembranças positivas daquele tempo”, diz.

De acordo com o médico gastroenterologista da clínica Bruno Daniel Rasmussen Chaves, a ibogaína produz uma grande quantidade do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, o que ajuda o paciente a perder a vontade de usar drogas. A ibogaína, segundo ele, também produz serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. A droga é processada na Inglaterra e vendida em forma de cápsulas. O preço de uma unidade, quantidade suficiente para o tratamento, gira em torno de R$ 5 mil.

As imagens que as pessoas enxergam enquanto estão sob o efeito da droga, segundo o médico, são sonhos. “Não se trata de alucinações, a ibogaína não é alucinógena. É como sonhar de olhos abertos, só que durante muito tempo. Durante o sono temos apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas. Com a ibogaína são 12 horas”, explica Chaves.


Não é um milagre

Mesmo que os resultados sejam animadores – a taxa de recaída entre os usuários da ibogaína gira em torno de 15%, enquanto nos tratamentos convencionais varia entre 60% e 70% – a substância não é um milagre e nem faz tudo sozinha. De acordo com a psicóloga Cleuza Canan, que há mais de 30 anos trabalha com dependência química, os pacientes passam por três fases. “Avaliamos clinicamente e psiquicamente o paciente. Existe uma fase de desintoxicação. São necessários 60 dias de abstinência para o paciente ir para a ibogaína. Depois que ele toma, começa uma fase que consiste na reorganização e readaptação, com terapia individual e de grupo”, afirma.


A reportagem Gazeta do Povo conversou com ex-usuários de drogas que recorreram à ibogaína. Eles foram unânimes em afirmar que, depois de tomar a substância, nunca
mais tiveram vontade de se drogar. “Eu nunca mais tive vontade. Aquela fissura desapareceu. A droga é apenas uma lembrança, nada mais que isso”, diz um paciente que não quis se identificar. Segundo Cleuza, a recaída só é possível se o paciente mantiver os mesmos hábitos. “Se ele frenquentar os mesmos lugares, conviver com os mesmos amigos, achar que está imune”, explica.



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Ibogaína - A droga que cura o vício



A reportagem abaixo foi retirada do site Revista Galileu.

Ibogaína - a droga que cura o vício.
Da planta Iboga é extraída a Ibogaína, uma substância psicodélica que faz sonhar por 12 horas e é cada vez mais usada contra a dependência química.
(Fausto Salvadori)

Deitado numa cama, Wladimir Kosiski, 33 anos, viu, literalmente, sua vida passar como num filme — e descobriu que era um drama ruim. A abertura até prometia: cenas de sua infância e adolescência, o casamento, o emprego como vendedor em uma multinacional em Curitiba (PR), a faculdade, dois filhos... Mas, ao chegar aos 21 anos, o roteiro virava filme B, uma típica história de dependência de drogas, reprisando todos os clichês do gênero. O crack, então, roubava a cena: uma sequência previsível de empregos perdidos, faculdade abandonada e bens vendidos a preço de banana para pagar o vício. E sua carreira de vendedor em multinacional acabou enveredando para a vida de aviãozinho do tráfico em troca de alguns gramas de pedras.

O filme apareceu como uma espécie de sonho acordado durante as 48 horas que Wladimir passou sob o efeito da ibogaína, uma droga psicodélica, em uma clínica no Estado de São Paulo (que prefere não divulgar o nome). Durante esse tempo, ele ficou sonolento, mas plenamente consciente. Viu nítidas as imagens de sua vida, como se fossem projetadas em uma tela de LCD na parede do quarto, logo acima do médico que o observava sobre a cama. Quando o efeito passou, foi a primeira vez em anos que Wladimir acordou sem a fissura, o desejo incontrolável pela fumaça do crack que ataca os dependentes. Nem o desejo, nem as náuseas e nem as dores comuns desse tipo de abstinência apareceram. “Era como se eu nunca tivesse usado droga nenhuma”, diz o hoje administrador de empresas, que passou pelo tratamento e se livrou da dependência em 2007.

A substância que ajudou Wladimir é cada vez mais usada em terapias experimentais contra o vício. De 1962, quando começou a ser testada em dependentes químicos, até 2006, 3.414 pessoas usaram a ibogaína, obtida a partir da raiz de um arbusto africano, a iboga, para fins terapêuticos. Só nos últimos quatro anos, no entanto, 7 mil pessoas passaram pelas terapias, de acordo com dados preliminares de um estudo do Dr. Kenneth Alper, da New York School of Medicine, nos Estados Unidos. O número de tratamentos cresceu tanto que provocou uma escassez da substância, ainda produzida de maneira artesanal, no mundo.

AVAL DA CIÊNCIA> Boa parte dos cientistas torce o nariz diante da ideia de se usar uma fortíssima droga psicodélica para se tratar dependentes químicos. Porém, o crescimento no número de terapias bem-sucedidas e o início de novos estudos deram mais credibilidade à prática. Um deles começou em julho, conduzido pela Associação Multidisciplinar para Pesquisa de Psicodélicos (MAPS, na sigla em inglês), de Santa Cruz, na Califórnia. De acordo com a entidade, trata-se da primeira pesquisa sobre os efeitos de longo prazo da ibogaína na luta contra o vício. O levantamento é feito em cima de usuários de heroína, tratados com a droga por uma clínica do México, a Pangea Biomedics. O interesse dos pesquisadores surgiu após estudos que mostram os benefícios da prática. “Há cada vez mais aceitação por parte da comunidade científica”, afirma Randolph Hencken, diretor de comunicação da MAPS. Os pacientes da Pangea são, em boa parte, americanos que cruzam a fronteira para receber um tratamento considerado ilegal nos EUA (embora a pesquisa seja permitida por lá). A ibogaína também é proibida na Dinamarca, na Bélgica, na Suécia e na Suíça. Já no Gabão, é considerada tesouro nacional. Na África Central, curandeiros usam a raiz em rituais contra as chamadas “doenças do espírito”.

Um deles, da religião Bouiti no Camarões, faz com que o participante coma uma grande quantidade de iboga (que pode chegar a 500 g) enquanto um grupo canta, toca e dança a noite inteira. A cerimônia de três dias pode produzir um coma induzido — o que é entendido como uma viagem ao mundo dos mortos. O objetivo, dizem, é receber revelações, curar doenças ou comunicar-se com aqueles que já morreram. Trabalho da antropóloga paulistana Bia Labate, que estudou a droga, afirma que “acredita-se que os pigmeus tenham descoberto a iboga em tempos imemoriáveis”.

A primeira pesquisa brasileira no assunto está prevista para começar no ano que vem, sob orientação do psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ainda que os resultados sejam positivos, não há chance de cápsulas de ibogaína chegarem às farmácias tão cedo. “Sob estrita supervisão médica, a droga poderia se tornar um medicamento, mas custaria milhões de dólares em estudos e ainda não há investidores para tanto”, diz Hencken. 

O EFEITO> Ainda não se sabe exatamente como essa substância atua no combate à dependência, mas dezenas de pesquisas em animais e humanos indicam que age em dois níveis: tanto na química cerebral como na psicologia do dependente. Por um lado, a droga estimula a produção do hormônio GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria reparar áreas do cérebro associadas à dependência, além de favorecer a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer. Isso explicaria o desaparecimento da fissura relatado pelos dependentes logo após sair de uma sessão.

Na outra frente, a ibogaína promoveria uma espécie de psicoterapia intensiva ao fazer o paciente enxergar imagens da própria vida enquanto a mente fica lúcida. Estas visões não seriam alucinações, como as imagens de uma viagem de LSD. É como sonhar de olhos abertos, o que ajudaria os dependentes a identificar fatores que os teriam empurrado para as drogas em determinados momentos da vida. Estudos com eletroencefalogramas feitos pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, apontaram que ondas cerebrais de um paciente que tomou ibogaína têm o mesmo comportamento daquelas de alguém em REM (a fase do sono em que sonhamos). “O sonho renova a mente e, se no sono comum temos apenas cinco minutos de sonho a cada duas horas, na ibogaína são 12 horas de sonho intensivo”, aponta o gastroenterologista Bruno Daniel Rasmussen Chaves, que estuda o tema desde 1994 e participará da pequisa da Unifesp.

RISCOS> No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que não há restrições legais à ibogaína, mas seu uso como medicamento não está regulamentado. Por isso, os tratamentos são considerados experimentais e as clínicas não fazem propaganda. A importação é feita pelos próprios pacientes, que pagam cerca de R$ 5 mil por uma sessão com o derivado da raiz. Após passar por exames médicos, o dependente ingere as cápsulas, deita-se em uma cama e deixa sua mente navegar pelos efeitos, que podem durar até 72 horas. Durante esse tempo, médicos monitoram o paciente. Vale dizer que a literatura médica registra 12 óbitos associados ao uso de ibogaína nas últimas quatro décadas, provocados por diminuição na frequência cardíaca (o equivalente a uma morte a cada 300 usuários). No entanto, estudos de Deborah Mash, neurologista da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, que já acompanhou o tratamento de cerca de 500 pacientes, apontam que não há registro de morte por ingestão de ibogaína em ambiente hospitalar. É preciso que o paciente chegue “limpo” à sessão. “As mortes registradas ocorreram em tratamentos de fundo de quintal, em que as pessoas fizeram uso concomitante de ibogaína e outras substâncias”, afirma Chaves.

NÃO HÁ FÓRMULA MÁGICA> Estudiosos e pacientes avisam: a droga não é uma poção mágica. Para se livrar da dependência, Wladimir Kosiski aliou o tratamento à psicoterapia e mudança drástica de hábitos. Voltou a trabalhar, a estudar e nunca mais pisou no local onde comprava crack. Não foi isso o que fez o professor Gilberto Luiz Goffi da Costa, 44 anos, que se tratou com ibogaína pela primeira vez em 2005. Viciado em drogas desde os 14 anos, Gilberto já acumulava 18 tratamentos fracassados contra dependência. Volta e meia, dormia nas ruas de Curitiba e praticava roubos para comprar crack: já havia sido preso cinco vezes. Após usar ibogaína, achou que estava curado. “Tive uma sensação de bem-estar, mas é um efeito que se perde depois”, afirma. Estava livre do desejo, mas continuou a frequentar os mesmos ambientes e amigos com quem dividia drogas. Em pouco tempo, foi dominado novamente pelo crack. “A ibogaína retira a fissura, mas a pessoa pode continuar a usar droga mesmo sem vontade, como alguém que estraga um regime por gula, não por fome”, diz Chaves. Gilberto só conseguiu permanecer “limpo” após a terceira vez que se tratou, em 2008, quando aliou a substância a uma troca completa de atitudes, seguindo o método dos Narcóticos Anônimos. Sem consumir drogas há dois anos, hoje dá aulas de línguas e é consultor no tratamento de outros dependentes. Ao contrário da viagem pelo mundo dos mortos em uma sessão dos rituais africanos, a ibogaína ajudou o curitibano, pouco a pouco, a permanecer no mundo dos vivos. 

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ibogaína - Considerações gerais



Já faz algum tempo que venho pesquisando sobre o uso da Ibogaína no auxílio do tratamento contra a dependência química, na verdade, ouvi a respeito pela primeira vez em um capítulo de um seriado americano que passa na tv paga chamado Lei e Ordem (Law & Order), nesse capítulo, um psiquiatra forense levou um garoto dependente de heroína para uma clínica de reabilitação para receber a aplicação dessa tal ibogaína, pois, segundo ele, ela livraria o garoto da dependência pois, eles precisavam do depoimento desse garoto e então como esperado, o garoto toma a tal ibogaína e fica limpo.

A verdade é que sabemos o quão difícil é para quem está em adicção ativa, tanto para o dependente quanto para a famíla do mesmo, com isso, de tempos em tempos, aparece alguma novidade promissora no tratamento contra as drogas e o alcóol, o tratamento com a ibogaína já vem sido feito há algum tempo, embora não se tenha ainda a total certeza e comprovação científica que funciona.

Bom, algumas pessoas me disseram que funciona de fato, que essa planta/raiz é capaz de inibir a vontade do uso da droga, mesmo a longo prazo. Uma pessoa que conheci atraves do blog, que trabalha com dependência química em um CAPS AD, me disse que ele mesmo conhece pessoas que fizeram uso da ibogaína que estão bem, recuperados, incluive, ele me ajudou com minha pesquisa, me fornecendo alguns sites quue falam a respeito.Vou postar aqui algumas informações que encontrei na internet e abaixo alguns sites de referência, com os prós e contras.

A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea  é composto de várias espécies. A que mais tem interessado no tratamento da dependência química é Tabernanthe iboga, encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Algumas espécies animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos.

Em 1962, Howard Lotsof, um jovem dependente químico de heroína, acabou descobrindo, por acaso, a iboga na África. Após uma viagem astral de 36 horas, relatou que perdeu o desejo de consumir heroína por completo. Em 1983, Lostsof relatou as propriedades antiaditivas da ibogaína e em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo.
O número de tratamento de dependentes químicos com a ibogaína está crescendo tanto que vem provocando escassez da planta que ainda é produzida de maneira artesanal.

Os efeitos dessa planta ainda estão sendo estudados, mas pesquisas feitas em humanos e animais indicam que a droga age em dois sentidos, por um lado ela age na química cerebral, estimulando a produção da proteína GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria que áreas do cérebro relacionadas com a dependência fossem reparadas e estimularia a produção de neurotransmissores responsáveis pela produção do prazer, a serotonina e a dopamina. São essas substâncias que podem explicar o desaparecimento da fissura pela droga relatados por dependentes logo após saída de uma sessão.

Os tratamentos com ibogaína não são autorizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça. Mesmo assim, têm sido adotados clandestinamente. No Panamá, a instituição liderada por Lotsof cobra 15 mil dólares; na Itália, o custo é de 2.500 dólares, e, nos EUA, o tratamento varia entre 500 e 2.500 dólares. Em Israel, a iboga está sendo pesquisada para uso no tratamento da síndrome de pós-guerra que afeta os soldados.

Para quem quiser ler mais a repeito, veja os links abaixo:
http://ibogabrasil.wordpress.com/2011/03/11/diretrizes-para-utilizacao-da-iboga-ibogaina/
http://www.saudeeforca.com/tratamento-da-dependncia-qumica-a-iboga-nova-esperana/
http://banzzi.blogspot.com/

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