domingo, 22 de julho de 2012

A Paixão e a Droga!


Recentemente li uma reportagem sobre os efeitos da paixão em nosso organismo, uma reportagem muito interessante por sinal, onde dizia e explicava que a Paixão nada mais é que um processo químico, que estar apaixonado é estar sobre o efeito de "substâncias químicas".

Em tese, estar apaixonado é "sofrer" alterações significativas na estrutura emocional, física e biológica.

Segundo a neurociência, quando estamos apaixonados, passamos a vivenciar os efeitos neuroquímicos (diretamente no cérebro) e são esses efeitos os responsáveis pelas visíveis mudanças de comportamento que nos fazem agir de forma louca, como se estivéssemos sob efeito de alguma droga.

Resumindo, quando estamos apaixonados, nosso corpo está constantimente liberando e produzindo substâncias químicas, quando a atração começa, produzimos a feniletilamina, substância responsável pela sensação de prazer e euforia, é o estágio onde tudo fica azul, as pessoas se tornam mais bonitas e simpáticas aos nossos olhos e essa substância é muito semelhante a droga fabricada em laboratório chamada anfetamina.

Liberamos também a Noradrenalina e Acetilcolina que são responsáveis pela a aceleração do nosso organismo, fazem com que nosso organismo aja de modo mais rápido.

No segundo estágio, quando já houve a aproximação, nosso corpo passa a produzir outra substância, a Endorfina, trazendo uma sensação de relaxamento, de calmaria, é uma substância muito parecida com a Morfina.

Em outro estágio, passamos a produzir Oxitocina responsável pelo prazer e pelo relaxamento e esse é o estágio onde mais liberamos hormônios e neurotransmissores.

Ou seja, podemos dizer que Paixão traz a sensação de que vamos perder o controle.


Fiz esse resumo "químico" sobre a paixão para expor o meu pensamento quanto a dependência química, pode parecer a princípio meio maluca a minha ideia, mas, acompanhem o meu raciocínio.


Já sabemos que uma pessoa apaixonada, perde momentaneamente o senso ao seu redor e o controle de si e da situação, isso pode ser positivo, se for bem controlado, mas também absurdamente negativo. 


Vamos imaginar a seguinte situação:

A mulher se apaixona pelo rapaz e passa por esse processo descrito acima, uma amiga dela, por algum motivo, não gosta do rapaz e diz para ela que ele não é bom para ela, que ela deveria terminar o relacionamento. Nessa altura, ela já está envolvida com ele e seu organismo passou a viver essa paixão e ela não ouve a amiga e pior, acha que é invenção da amiga.

Agora, vamos complicar a história, os pais dela também entram na história, também são contra o relacionamento e passam a "exigir" que ela termine o namoro.

Para evitar discussões em casa, ela resolve tentar se separar da sua paixão e logo nos primeiros dias, sente as dificuldades em se manter firme, seu pensamento está sempre nele, quando está sozinha, se pega constantemente lembrando dele e dos momentos de alegria que tiveram juntos (e nessas lembranças, acaba liberando novamente algumas substâncias), ela às vezes chega a pensar que ouviu a voz dele, mas, é tudo fruto da sua imaginação, da sua saudade, ela começa a perder o apetite, começa emagrecer, perde a vontade de se arrumar, de estudar, de trabalhar, sente como se estivesse um vazio dentro dela, algo a sufoca e a impede de seguir.

O que vocês acham que ela vai fazer? Sabendo que quando estamos apaixonados, estamos liberando tais substâncias?

Ela joga tudo para o alto e decide ir atrás dele!

É essa analogia que faço em relação ao dependente químico, vamos ser práticos: "Se para uma pessoa apaixonada, já é difícil se desvincilhar da outra pessoa, é difícil esquecê-la, se libertar dela, por mais mal que essa pessoa possa fazer à ela, imaginem um D.Q, a dificuldade que ele tem em ficar longe da droga.

Ambas situações, são situações QUÍMICAS onde nosso organismo está pedindo e liberando ao mesmo tempo substâncias/ drogas responsáveis por uma "alegria" momentânea.

Diante disso, antes de julgarmos um DQ, antes de falarmos que eles não param porque não querem, vamos tentar imaginar, lembrar de uma situação em que estivemos apaixonados por alguém, tentem se lembrar das sensações que sentiram no começo dessa paixão e nas sensações seguintes, e pensem em como seria difícil naquela situação não pensar naquela pessoa e finalmente percebam que para o DQ é infinitamente pior essa sensação de impotência.

O DQ está apaixonado por sua droga de preferência e fazê-lo perceber que essa paixão não pode acontecer é a tarefa mais difícil para quem ao lado dele está, a melhor forma é ele sofrer uma desilusão com essa paixão e para isso, não há muito o que possamos fazer.

Não julguem um DQ se você nunca se apaixonou e nunca sentiu a vontade de estar com alguém, os sintomas, a grosso modo falando, são os mesmos.

Boas 24 horas!

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8 comentários:

  1. É verdade Giulli, essa analogia é bem real mesmo e faz muito sentido, a paixao é incontrolavel, assim deve ser a droga tbm.

    Ah, vc estava pertinho da minha casa hehe...bjs

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    1. É amiga, acho que fica mais fácil de entendermos o poder das drogas se fizermos essa analogia...
      Então, eu estava por aí...rs adoro essa cidade..heheh

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  2. Incrivel seu poder de linkar coisas "tecnicamente" distintas...
    Achei perfeita a alusão... quem sabe assim muitas "apaixonadas" entendam porque seus amores recaem tanto!

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    1. Legal né Cicie, acho que uma forma de tonar didática a concepção da adicção...rs
      Bjo

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  3. giu do sentindo falta de mais postagens suas...bjuuuu

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    1. Kel, verdade, não sei, to travada essas últimas semanas...rs mas vou melhorar!!!

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  4. Excelente postagem, amiga!
    Mais uma vez, meus parabéns pelo êxito de suas pelas colocações!
    Aproveito pra te desejar uma excelente semana, com muita paz, saúde e bons momentos.
    Abração e TAMUJUNTU.

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    1. Amigo, obrigada, fico feliz qndo passa por aqui...

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