segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quando acreditamos no impossível...


Olá pessoas, antes de mais nada, desculpa pela minha ausência temporária...

Tenho trabalhado demais, saído tarde do trabalho e quando chego em casa, parece que ando meio travada para escrever, sem coragem, sei lá...

As idéias aparecem e somem rápido demais, mas, acho que é normal, são momentos... Só preciso focar, é isso...

Bom, eu vi em uma postagem no Facebook essa foto ao lado, a imagem por si só já foi capaz de me emocionar, mas, ao ler a frase escrita sobre ela, se tornou impossível segurar as lágrimas que vieram juntamente com as lembranças.


Acho que independente da religião, aliás, no livro eu falo sobre a minha espiritualidade, a minha forma de ver a religião, onde hoje eu creio em Deus e acho válida quase todas as religiões, acredito que elas nos levam para o mesmo lugar, para Deus, Alá, Brahmã, Poder Superior e quanto ao Salmo 91, é um salmo que gosto muito, ele me acompanhou durante toda a minha jornada, quando a minha fé em Deus, no Poder Superior foi testada e toda noite quando o Gabriel sumia, eu me trancava em meu quarto, e a primeira oração que eu fazia, a primeira prece, era o Salmo 91, lembro-me da sensação reconfortante que eu sentia sempre ao terminar de rezar, lembro-me como se fosse hoje da sensação de serenidade que eu sentia, era como se após rezar, eu tivesse certeza de que Deus estava me ouvindo e ia providenciar o retorno do Gabriel, sã e salvo.

E isso de fato acontecia, mesmo após dias de sumiço, sem notícias, algo sempre me dizia que ele ia voltar e ele voltava.

É como se a minha fé fosse crescendo na medida em que o desespero crescia e era como se o Universo, Deus, o Poder Superior encontrasse uma forma de me acalmar e me dar forças.

Não frequento Igrejas, sou católica de berço, cresci em um colégio de freiras, onde se rezava em francês e inglês todos os dias, cresci me confessando desde os 11 anos mais ou menos, mas, isso não foi imperativo para que eu achasse que somente a minha religião era a certa, busquei respostas em várias outras, não por achar que a minha não tinha respostar, mas, por achar que cada uma das religiões tem a sua visão da mesma situação e me inclinar a buscar tais respostas, foi o que me ajudou a entender de diversas formas tudo o que vivi. O que quero dizer é que acho que não importa qual é a sua religião, o que importa é a nossa fé, a nossa crença em Algo que não podemos ver, é acreditar no impossível e saber que quando acreditamos no impossível, ele se torna possível.

É curioso o que vou dizer, mas, às vezes, quando "algum desvio" no rio da minha vida aparece, quando uma "curva" inesperada aparece em meu caminho e eu me sinto um pouco desesperada, eu busco dentro de mim aquela garota de 18 anos que conheceu o inferno na terra e que encontrou forças para não desistir, eu procuro me lembrar daquela fé inabalável que eu sentia e tento trazer para a minha vida atual a mesma fé.

Acho que eu nunca tive tanta fé em Deus, no PS como naquela época e ter tido a minha fé testada e sentir que passei no teste é mais um motivo para eu dizer que Valeu a Pena!

Eu conheci o verdadeiro significado da palavra acreditar e hoje, sempre que algo me tira do meu eixo, busco   uma forma de me conectar com aquela garota forte e faço isso, rezando o Salmo 91, é a minha forma de me conectar com minha fé.

Não importa qual é a sua crença, o importante é acreditar!

Boas 24 horas!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Eu não aceito!


E as coisas vão simplesmente acontecendo, como um trem desgovernado em alta velocidade sem estação certa para parar, um atropelamento de situações, você quase não tem tempo para respirar, a única coisa que você consegue fazer é seguir o tal do fluxo, é lutar para não ser arremessada para fora desse trem, nada mais do que isso.

É estressante, você é testada além do seus limites, muito além do que você um dia pensou suportar e tudo continua a passar em sua vida com um cometa, dia após dia, é tudo rápido demais, a única coisa que você sente em câmera lenta é a dor, essa, passa estranhamente lenta demais, não importa em qual velocidade o trem esteja, ela parece não seguir o mesmo ritmo, o mesmo tempo, o mesmo espaço.

Tristezas, decepções, mágoas, dor, lágrimas, pequenos sorrisos, esperança, alegria...Uma mistura de sentimentos em erupção, quase explodindo enquanto você luta para controlar cada um deles. Cansaço. Desânimo.

-Até quando? Você se pergunta.

-Quanto tempo eu ainda vou suportar? Você se indaga esperando um resposta, mesmo que seja o eco de sua própria voz.

-Eu não aguento mais! Você se lamenta.

-Até quando? Você se pergunta novamente e então a resposta lhe aparece como uma nuvem acinzentada. Você percebe que têm estado ocupada demais se escondendo da verdade, com medo de gritar para o mundo o que sente e a partir daí não suportar mais sentir. E quando você percebe isso, você definitivamente gritou para si que não aceita mais isso, não aceita mais sofrer dessa forma, não aceita mais se anular, não se amar, não se valorizar, não se colocar como prioridade.

E você não aceita mais não se feliz.

E o que acontece depois?

Parece que de uma certa forma, quando você diz para o Universo que você não aceita dele nada menos que a felicidade, ele tem um jeito estranho e inigualável de fazer com que as coisas se ajeitem e aos poucos, a felicidade passa a ser a sua companhia novamente.

Quando não aceitamos algo que nos tem machucado, estamos não só dizendo não para aquela situação, mas, estamos dizendo não para toda e qualquer situação que tente nos derrubar.

Apenas não aceite àquilo que te faz mal, quando você tiver consciência do que realmente te faz mal, o Universo vai trabalhar para mudar essa situação.

Quer uma dica?

Não aceite a compulsão desenfreada do seu amado dependente químico, aceite a doença, é diferente.

Quando você aceita a doença, o Universo trabalha na cura, quando você aceita a compulsão, o que você recebe de volta é a Codependência, fruto dessa compulsão...

Boas 24 horas!


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Momento certo!


Foi o momento certo.

Quanto mais o tempo passa, mais tenho plena convicção que tudo aconteceu em seu devido momento.

Eu fiz a minha escolha, isso não significa que eu não tenha sofrido com ela, não significa que tenha sido fácil fazê-la e arcar com as consequências que vieram depois, mas, foi sim, a escolha certa, na hora certa.

Eu escolhi sair de cena, dar alguns passos para trás, abrir espaço, soltar a mão dele e deixar que ele caminhasse com suas próprias pernas no exato momento em que um limite havia se formado, o limite dos nossos sentimentos e isso explica o fato de mesmo, tanto tempo depois, eu ainda ter por ele um sentimento lindo, de carinho, admiração, compaixão.

Eu o deixei antes que as drogas transformasse tudo o que de lindo vivemos em algo escuro e triste.
Eu o deixei antes que em minha memória ficassem apenas as lembranças de dor e lágrimas.
Eu o deixei antes que a minha doença se tornasse tão perigosa e mortal quanto a doença dele.
Eu o deixei antes que o amor que tínhamos um pelo outro se transformasse em raiva e nada mais.
Eu o deixei.

Eu o deixei livre para fazer as suas próprias escolhas, para reescrever a sua história, eu dei à ele uma página em branco com apenas um dizer no rodapé : Seja feliz!
E desde então, esse é o meu desejo, que ele encontre a felicidade, que ele saiba reconhecer a chegada dela.

Eu o amei com todo o meu coração, ele foi o meu mundo durante o tempo em que juntos ficamos e eu sei que fui o mundo dele também e por isso é tão importante para mim ter feito a escolha de deixá-lo na hora certa, é por isso que consigo viver com as boas lembranças dele mesmo em meio às lembranças dolorosas, porque não há um céu cinza de lembranças escuras sobre a minha cabeça, há somente tempestades pela qual eu passei.

Não matamos o nosso sentimento, pelo contrário, o vivemos como tínhamos que viver e pelo tempo em que tínhamos que viver.

Não tivemos tempo de nos magoar, não tivemos tempo de ferirmos um ao outro, toda dor sentida foi somente fruto da doença dele e das atitudes dele decorrente dessa doença, nada mais além disso, nenhuma decepção pessoal, nenhuma frustração que não fosse por causa da droga. Não, não tivemos.

Estou feliz com minha escolha, feliz por poder todos os dias dizer que Valeu a Pena.

E se alguém me perguntar como ainda consigo ter lembranças boas depois de tudo o que vivi com ele, eu responderei que foi porque paramos no tempo certo, aonde um dos sentimentos mais lindo do mundo ainda existia entre nós. Somente isso.

Boas 24 horas!

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domingo, 4 de novembro de 2012

Amor e Raiva!


"...Ele quase não pronunciou palavra alguma, pálido, quieto, não conseguia me olhar nos olhos, ou não queria, porque sabia que meus olhos estavam ardendo em fogo enquanto eu o estudava minuciosamente. Depois do alívio de vê-lo bem, fui tomada por um sentimento obscuro, senti ódio dele, senti raiva, dele e de mim, queria desesperadamente entender o porquê. Ele havia estragado a minha noite de Natal, a nossa noite de Natal e parecia não estar se importando com isso!"
(Trecho do livro Valeu a Pena - A Jornada de uma Codependente )

E essa foi acho que a primeira vez que senti raiva dele, foi quando, cerca de uma semana após eu ter descoberto a recaída dele, após longos 3 anos, e na noite de Natal ele se presenteou com o seu objeto de desejo, necessidade e por que não, obsessaõ? Foi uma longa noite de espera, uma longa e torturante noite de espera, a primeira vez de fato que eu sabia o real motivo do seu desaparecimento, que eu sabia que a droga havia se tornado então, o seu bem mais precioso. 

A única coisa que eu não sabia era como lidar com esse novo sentimento que passei a sentir. A Raiva.

Eu não sabia que senti-la fazia parte do processo e que trabalhá-la era a minha mais nova obrigação.

Houve momentos em que tive vontade de arremessá-lo em um penhasco e me jogar em seguida para salvá-lo, momentos em que tive vontade de atirar nele e me jogar na frente para não acertá-lo. Amor e raiva, dois sentimentos totalmente confusos e perdidos dentro de mim.

E estar ao lado de um dependente químico é exatamente isso, essa confusão de sentimentos, essa montanha-russa de emoções.

E quantas outras vezes não vim a sentir essa mesma sensação sem ainda entender que ela fazia parte do "pacote ajudando um dependente químico"? Eu sentia raiva dele cada vez que desaparecia e embora esse sentimento fosse neutralizado pela alegria de vê-lo vivo cada vez que ele retornava, ainda sim ele estava dentro de mim e eu não sabia como trabalhá-lo.

Sentir raiva não é um sentimento nobre, e eu não me permitia senti-lo, então comecei a trocá-lo por um sentimento muito pior, a Culpa. Toda e cada vez que ele sumia, que eu me sentia trocada pela droga, cada vez que ele agia como se não se importasse mais comigo e com meus sentimentos, eu passei a não mais sentir raiva dele por me fazer sofrer, eu passei a me culpar por não ser boa o bastante para fazê-lo parar, passei a me culpar por não ser o suficiente para ele ao ponto de tirar dele a vontade da droga.

Acredite, sentir raiva pode ser destruidor, mais, sentir culpa é apavorantemente pior. A raiva pode e precisa ser trabalhada, senti-la às vezes é necessário, para que possamos colocar para fora o que dentro de nós não pode mais ficar, mas, sentir culpa, é assumir a responsabilidade de algo que não temos controle algum e isso é capaz de nos matar lentamente.

O meu conselho?

Permita-se sentir raiva e depois disso, trabalhe-a! Se você não senti-la, não poderá substituí-la. Sinta a raiva que o momento exige e depois troque-a pela serenidade que você precisa!

Esse é o meu conselho, não fugir dos sentimentos e o mais importante, não trocá-los por sentimentos mais destrutivos ainda, como a culpa.

Boas 24 horas para nós.
Serenidade!

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domingo, 28 de outubro de 2012

Sentir para controlar!


Você só aprende a controlar o desejo se você sentir o desejo!

Isso é fato, enquanto não nos permitirmos sentir algo, enquanto não liberamos nossas sensações e emoções para que esse algo extravase, nós não poderemos controlar esse algo.

É simples, eu sou louca, quase que compulsiva por chocolate e sei que só consigo dominar esse desejo quando me permito sentir a vontade de comer um chocolate. Enquanto eu tento bloquear o pensamento da minha mente, enquanto digo para mim mesma que hoje não vou comer, que não estou com vontade, mas vontade pareço sentir, mas, quando me entrego à essa vontade em pensamento, quando assumo que ela existe, eu consigo controlá-la, eu assumo as rédeas da minha vontade e mostro que eu é que estou no comando.

É claro, estou parafraseando aqui, sabemos que essa questão de vontade e desejo é bem mais complexa do que a minha louca vontade por chocolates, mas, o que eu quis dizer com o parágrafo acima é que muitas vezes, a nossa vontade de que "nossos" adictos se livrem das drogas é tão grande que não permitimos que eles enfrentem as suas próprias vontades, nós não permitimos que eles demonstrem sentir essa vontade e com isso estamos impedido-os de controlá-la.

Um dependente químico, mesmo que em recuperação, sentirá vontade de sua droga preferida pelo resto de sua vida, todos os dias, sentirá saudades dela mesmo que ele dê o máximo de valor para a sua vida em recuperação e não deixá-lo expressar essa vontade é forçá-lo a não controlá-la, é não permitir que ele enfrente o seu próprio desejo.

Você, que está ao lado de um adicto, você permite que ele fale com você sobre o que a droga faz com ele, como ela o controla, quantas vezes ele sente vontade de usá-la?

Posso estar errada, mas acho que na maioria das vezes, a resposta vai ser não e sabe por quê? Porque a verdade é que quando eles falam sobre a vontade que sentem de usar droga, nós nos sentimos inferiorizadas, tristes e até mesmo fracassadas.

É só o assunto começar que lá vem a nossa codependência com seu sentimento de inferioridade para atrapalhar tudo, e aí começamos com o papo "Não diga isso", "Você é forte", " Você vai conseguir", "Olha o que você já conseguiu" e por aí vai.

É claro que não há nada de errado em sermos positivas, mas temos que pensar que às vezes, o que eles precisam é sentir que somos conscientes de que eles não são fortes como queremos que sejam e nem fracos como eles pensam que são.

Acho que às vezes, cobramos demais de "nossos" adictos e não percebemos que nessa cobrança, não estamos dando direito à eles de fraquejarem. Não quero dizer que não temos que cobrar, eles tem que ser responsáveis por cada ato que comentem, o que quero dizer é que momentos de conversa franca são importantes para a recuperação deles, eles precisam saber que somos conscientes das limitações deles e que eles podem falar sobre elas.

Vamos, só por hoje, permitir que eles falem sobre as suas vontades, com franqueza, sem medos.
Vamos, só por hoje, aceitar que eles sentirão falta da droga pelo resto de suas vidas e que de nada vai adiantar fazermos chantagens emocional para bloquear tal vontade.

Só por hoje, vamos aceitar essa doença e permitir que eles se recuperem dela de verdade, assumindo ela, para então, lutar contra ela.


domingo, 21 de outubro de 2012

Consequência e Reconpensa


E então você percebe que depois de verbalizar um sentimento, seja bom ou ruim, ele vai com o tempo diminuindo, é como se a consequência de guardá-lo para você fosse a angústia e a recompensa por verbalizá-lo fosse a liberdade dele mesmo.
Giulliana Fischer Fatigatti


E é por isso que dividir a nossa dor é tão importante. Não é apenas uma filosofia demagoga que diz que dor dividida é dor diminuída, é simplesmente pelo fato que ao dividi-la estamos verbalizando aquilo está nos consumindo por dentro e ao fazer isso, estamos nos libertando desse sentimento.

Se eu jogar para cima uma bexiga cheia de água, eu consigo agarrá-la de volta quando ela estiver caindo, se eu jogar duas bexigas cheias para cima, talvez eu ainda consiga agarrá-las na volta sem que elas estourem no chão, mas, para que eu consiga agarrar mais de duas bexigas, eu preciso de alguém para me ajudar e se forem várias bexigas, eu e esse mais alguém precisaremos de mais alguém também.

É uma reflexão simples, porém verdadeira. Se não buscarmos ajuda, dificilmente conseguiremos!

O problema é que na maioria das vezes, estamos tão anestesiados com a nossa própria dor que não nos damos conta de que ela existe, nós camuflamos ela tão bem que às vezes é como se ela já fosse parte de nós mesmos, de nossa essência e chegamos a nos esquecer de como éramos sem ela antes e quando nos damos conta da sua existência, ficamos tão perdidos por não saber lidar com ela que parece que ela vai nos levar à loucura e algumas vezes, mesmo que por alguns segundos, chega a levar...

O momento mais difícil é esse, é quando nos tornamos conscientes de que do jeito que está não dá mais, é quando percebemos que precisamos fazer algo para matar aquilo que vem há tempos nos matando e que só agora nos demos conta, esse momento de conscientização por si só já nos faz sentir mais dor, porque lembranças boas e ruins surgem como um vulcão em erupção e não estamos preparados para lidar com as larvas que estão escorrendo por ele.

Às vezes, deixamos de acreditar que será possível superar a dor somente pelo fato de que não a dividimos, ás vezes, achamos que não vamos suportar tamanha provação e acabamos perdendo a fé em nós mesmos e em nossa capacidade de superação, mas, como eu disse no post anterior,Somos Resilientes, temos a capacidade de seguir em frente, de irmos para o fundo do poço e de lá sairmos porque sabemos que o chão não é o nosso lugar, somos sim como a Fênix que renasce das cinzas e só precisamos aceitar a nossa dor para então percebermos que podemos sim superá-la!

Eu já aceitei e você?

Boas 24 horas, participem da nossa Corrente Positiva clicando aqui






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Somos Resilientes!


Consultando o meu amigo Dicionário, Resiliência é definida como um processo da física que remete à elasticidade, poder de recuperação e resistência ao choque.

Achei incrível essa definição, embora seja uma definição da física, notaram alguma semelhança com nós, Codependentes e Dependentes em recuperação?

Eu me vi em cada uma dessas palavras, me senti elástica em várias situações, senti o meu poder de recuperação e a força da minha resistência ao choque.

Mas, não me contive, tive que continuar a minha busca e então no meu amigo Wikipédia encontrei outra definição, a da Psicologia, a minha área de paixão. Diz:

Resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico.

Tá, tudo bem, concordo que às vezes nós estramos em alguns pequenos surtos né, mas, ainda sim, se viram nessa definição? Eu me vi, com toda certeza me vi!

É a qualidade de seguir em frente e sair fortalecido de uma crise e tal qualidade tem feito com que a medicina se interrogue por que alguns são mais resistentes que outros. 

Quando aceitamos o que não podemos mudar, estamos também nos concentrando sobre as que podemos mudar e com isso, deixamos de reagir à uma determinada situação e passamos a agir em como resolvê-la.

Resumindo, resiliência é a capacidade de psicoadaptação de cada ser humano. Adaptar a sua psique às mudanças da vida.

Ser resiliente é reagir positivamente às mudanças e situações adversas.

O Prof. Rolf Roberto Kruger, especialista em dependência química e codependência, mestre em Teologia, diz que embora as causas que levam o indivíduo a usar drogas são várias, existe uma que é sempre comum à todos, é a falta de RESILIÊNCIA, e não só do indivíduo, mas da família, de quem convive com ele. Ele diz que a ausência da resiliência é uma das causas da dependência química e também da codependência.

Somos portanto resilientes, nos adaptamos as dificuldades, temos a capacidade de irmos para o fundo do poço e voltar à superfície com força total, sabemos que o chão não é o nosso lugar e por isso, afzemos questão de nos mantermos em pé, somos guerreiras e guerreiros, somos como a Fênix que renasce das cinzas, somos portanto resilientes sim!

Força! Boas 24 horas!

Participem da nossa Corrente Positiva clicando aqui!




sábado, 13 de outubro de 2012

Minha única opção!


A única opção que tenho é ser feliz, não posso aceitar da vida nada menos do que a felicidade, isso é uma escolha diária, que faço todos os dias ao acordar, desejo sempre que as próximas 24 horas sejam repletas de bons momentos e sei que nem sempre serão, então, quando não são, desejo apenas que eu aprenda com cada momento de não felicidade para que eu logo possa escolher novamente a felicidade em minha vida!
Posso ter meus momentos de tristeza e sei que posso ter e posso até curti-los, porque sei que não tenho a obrigação de estar sempre bem, eu tenho a opção e se eu recair, é só por hoje!
Seja bom ou ruim, são somente 24 horas e nessas 24 horas posso escolher como quero agir e reagir...



domingo, 7 de outubro de 2012

Para quem não acredita em milagres...


Um dia você acorda e olha para a linda bola de fogo brilhando lá fora e diz para si mesma que você terá um lindo dia. E tudo caminha para isso, mas, então, acontece alguma coisa, coisa pequena, talvez quase que insignificante diante da magnitude de um dia tão lindo, e te deixa pra baixo, com o coração triste, por algo que nem depende de você e que não está ao seu alcance para mudar.

Você vai dormir, mas, antes de dormir, no banho, ouvindo música, um filme passa pela a sua cabeça, um filme de toda a sua vida e você se dá conta que tem que agradecer pelas bençãos recebidas, pela família que tem, pelo marido maravilho e filha exemplar, pelo emprego, pelas amizades e por fim, por tudo o que viveu até chegar até aqui.

E foi assim que ele me veio à mente, foi no momento em que eu estava agradecendo por tudo o que vivi, que ele surgiu como uma lembrança boa, uma lembrança dele de antes das drogas, uma imagem bonita que me fez repensar em porque eu estava triste, já nem me lembrava mais.

O dia seguinte tinha tudo para ser somente mais um domingo, até que a roda da vida girou e transformou esse simples domingo em um domingo simplesmente perfeito!

Hoje, nesse domingo simplesmente perfeito, tive notícias do Gabriel, conversei com a sua irmã, ela foi visitá-lo e não poderia trazer notícias melhores.

Ele está centrado, aceitando a sua doença, tem recebido elogios dos psicólogos, está forte, bonito, sorridente.

Lágrimas caíram dos meus olhos, só Deus sabe o quanto eu esperei para ouvir isso, mas, as notícias não pararam por aí não. Ela me disso algo muito mais grandioso.

Ele tem um filho!

Um filho de dois anos, fruto de um relacionamento com uma namorada em SP.

A irmã dele disse que teve vontade de pegar o carro e ir direto para a casa da moça, para ver a criança, mas, os psicólogos, ele e o irmão dele acharam melhor esperar.

O mais bonito foi que ele disse para ela que foi a criança que o motivou a buscar ajuda e pedir socorro, que ele acordou um dia, olhou para o seu anjinho e disse que queria ser um pai melhor para ele.

Vocês podem imaginar a minha alegria não é mesmo?

Agora, o mais impressionante foi o que ela falou depois.

Adivinhem o nome desse pequeno anjinho?

Acertaram!!! Ele se chama Gabriel. O mesmo nome que dei à ele em meu livro... Incrível!

Acho que não preciso nem mais continuar essa postagem, vocês entenderam o motivo pelo qual eu a intitulei de Para quem não acredita em milagres.

É isso minha gente, só por hoje, eu sei que ele está bem, sei que está vencendo e isso já faz com que o acredite em milagres.

Boas 24 horas, vamos continuar com as nossas orações, se você ainda não deixou o seu recado com o nome na nossa corrente, entre aqui.



sábado, 22 de setembro de 2012

Corrente Positiva! Participem!


Olá pessoas, espero que estejam todos bem, aproveitando essas 24 horas!

Estive ausente essa semana pois o trabalho tem consumido de mim algumas horas a mais do meu dia, mas, acredito que será só por mais uma semana e em breve terei as minhas noites de volta e poderei escrever com mais frequência.

Afinal, escrever é um dos pilares da minha recuperação!

Hoje quero fazer um pedido à vocês, fazer uma proposta na verdade.

Conversei muito com a irmã do Anjo Gabriel, foi algo tão fantástico para mim, como a grande maioria de vocês leram o livro, sabem como o meu relacionamento com a família dele ficou desgastado devido ao fato de eu não entender de fato o mundo em que eu estava entrando ao decidir ajudá-lo e a família dele ter tentado me mostrar que não seria fácil.

Na nossa conversa ela disse que lamenta muito por tudo o que passei, pela dor que eu senti e me foi tão fácil dizer para ela que não quero que ela lamente, pois eu não me arrependo nem por um segundo, valeu a pena cada dor, cada lágrima, cada sorriso, cada esperança, cada pequena vitória e diante disso, ela me deu uma ideia ótima e ela que quero compartilhar com vocês.

Por meio de comentários nessa postagem, vamos colocar os nomes dos nossos anjos dependentes químicos, os nomes para quem desejemos recuperação, seja marido, namorado, pai, filho, esposa, filha, namorada, sobrinha...

Cada um coloca o nome em forma de comentário e todos os dias, ao Meio dia, vamos mentalizar a recuperação para essas pessoas, orando por elas. Não precisa de muito tempo, apenas alguns minutos será o suficiente, o importante é que vamos estar todos comprometidos em ao mesmo tempo elevarmos nossos pensamentos ao nosso Poder Superior e desejar com todo o nosso coração que a recuperação dessas pessoas aconteça.

Eu particularmente acredito muito na força do Pai Nosso, não é uma oração restrita á uma religião somente, é um mantra Universal e poderoso.

A partir de amanhã, ao meio dia, estarei inciando essa corrente e conto com vocês!!!

Fiquem em paz, eu estou!


Lista de nomes deixadas como comentário:

"Anjo Gabriel"
"AMS" (Polly)
"Mateus Carvalho Fernandes" (nome deixado pela Julia na comunidade Dependência Química, no Facebook)
"Sandro" (Luciana)
"Angêlo Júnior" (JJ)
"YMCR" (Meu companheiro usuário)
"Dú" (Kel)
"Ícaro" (Anônimo)
"Ricardo" (Anônimo)
"P.R" (Emily)
"D.R.C" (Gaby)
"D.H.N" (Sol Brilhando)
"G.C" (P)
"Jú", "Olímpio", "Leonardo", "Giovanni" e "Ariana" (Adicto em recuperação)
"Henrique" (Cicie)
"D.H.S" (Ledinha)
"K.W.M" (Kaah)
"João" (Maria)
"Diego" (Deborah Machado)
"Antonio Marcos Resende" (Lene)
"Sabrina"
...
...

"Senhor, eu fecho meus olhos elevo meus pensamentos e dedico esse minuto em nome da recuperação de todos os dependentes químicos, que o Senhor ilumine o caminho deles e os tragam de volta para a vida"
Amém!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Eu nunca deixei de acreditar, feliz demais!


Boa noite pessoas!!!

Estou sentindo o mundo girar, como se ele tivesse saído de sua órbita, minhas pernas estão bambas e nesse momento, meus dedos tremem ao digitar.

A sensação do coração palpitando, a sensação do gelo no estômago, a mistura de sentimentos e as lágrimas nos olhos que não param de escorrer são os efeitos colaterais do que estou sentindo nesse exato momento.

Não faz muito tempo, postei para vocês sobre a descoberta do Anjo estar preso e depois sobre a confusão de sentimentos que eu estava sentido por não saber o que fazer diante da minha descoberta. Eu cheguei a comentar que não sabia se devia falar para a família dele ou não, enfim, eu nada fiz a não ser orar e orar, às vezes, antes de dormir, eu orava tanto e as lágrimas escorregavam pelos meus olhos que o ar chegava a me faltar, mas, orar foi a única coisa que fiz.

Hoje, agora pouco pra ser sincera, eu falei pelo Facebook com a irmã dele, ela fez um comentário em uma foto minha e eu fui agradecer e acabei falado sobre ele, sobre a prisão e aí foi que o melhor aconteceu.

Ela me respondeu que ele não está mais preso, que ele está em uma clínica de recuperação!!!

Disse que não me contou antes porque teve medo de me fazer relembrar de tudo e sofrer, mas que faz apenas uma semana que ele aceitou ser internado.

Eu estou radiante, porque eu nunca deixei de acreditar na recuperação dele, nunca deixei de crer que ela é possível e nesse momento, eu só tenho que agradecer!

Obrigada meu PS, obrigada Universo!

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você"
"Só enquanto eu respirar, vou acreditar na sua recuperação"


sábado, 8 de setembro de 2012

Aceitando a dor!


Segredo para recuperação? Não sei se existe.

Uma coisa é fato, fórmulas milagrosas não funcionam nesse caso.

Se há um caminho mais curto para se chegar na tão esperada recuperação, também não sei, não fui apresentada à esse caminho, a minha recuperação se deu da forma mais lenta possível, Deus e como foi lenta!

Mas, funcionou! E funcionou de forma verdadeira, real, sem fantasias, sem máscaras.

Então, se me perguntarem qual é o segredo, não saberei responder, mas, se me perguntarem qual foi o caminho que percorri até chegar aqui, eu diria que foi sentindo DOR.

Vocês devem estar dizendo agora mesmo: - Ah, mas dor todos os Codependentes sentem e isso não significa que estão em recuperação!

E eu concordo! Dor todos os Co sentem, mas, a grande maioria sente ao fugir dela e eu me recuperei ao senti-la enfrentando-a de frente, é claro, após fugir dela por um bom tempo...

Com a minha jornada, onde eu camuflava meus sentimentos, medos e dores, eu pude perceber que evitando a dor, que fugindo dela, eu não a estava destruindo-a, ela continuava dentro de mim, como uma pequena ferida latente.

Dizem que o crescimento é doloroso, eu concordo, porque crescer é enfrentar momentos dolorosos, é enfrentar a dor que por tempos reprimimos.

A verdade é que somos condicionados de uma certa forma a reprimirmos tanto a dor quanto o prazer, aprendemos a escondê-los até de nós mesmos. E a lógica de tal condicionamento é simples, o prazer é reprimido por causa da dor, porque estamos condicionados com a ideia de que se estamos felizes demais, algo vai acontecer e levar embora a nossa felicidade, então, evita-se a verdadeira felicidade para evitar-se a dor mais profunda.

São os dois lados de uma mesma moeda, porque evitamos o prazer para evitar a dor e nos privamos de momentos felizes para não corrermos os riscos de encararmos os momentos de tristeza.

O real problema não está em sentir dor e sim em como você olha para ela, afinal, essa polaridade dor/prazer é necessária, se tirarmos um dos pólos, teremos uma vida sem graça, sem aprendizado, sem crescimento.

Mas, quanto mais você se conscientizar daquilo que lhe causa dor e quanto mais você enfrentá-la, mais próximo estará de superá-la.

O nosso sofrimento às vezes é muito maior ao tentar negar a dor do que se decidíssemos encará-la. Para se livrar dela é preciso aceitá-la e foi aceitando-a que comecei a me recuperar.

Aceitar a dor é reconhecer os motivos que causaram ela e nesse pacote todo, vem a culpa, remorso, medo, frustração e eu tive que enfrentar cada um desses sentimentos, tive que me livrar de cada um desses sentimentos em um mergulho profundo dentro de mim mesma, onde encontrei uma mulher de baixa auto-estima, medrosa, com suas emoções em frangalhos e eu tive que encarar essa mulher para aceitá-la e então mudá-la.

Estou, só por hoje em recuperação porque eu enfrentei a mim mesma, eu enfrentei àquilo que me causava dor, eu enfrentei a dor.

Cada um encontra a sua recuperação de uma forma, essa é a minha forma de recuperação.

Aceitando, analisando, enfrentando e mudando.

Aceitando a presença de tudo o que me trouxe dor;
Analisando cada sentimento que com ela veio
Enfrentando ela
E mudando tudo o que percebi estar me afastando de mim mesma.

Espero que seja assim, pelo resto de minha vida.

Boas 24 horas!



O resultado da promoção está na postagem anterior, agora, conto com vocês na ajuda para a escolha do nosso E-book!


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Resultado sorteio!


Olá pessoal!!!
Desculpem o atraso, finalmente o sorteio saiu!!!

Aconteceu da seguinte forma:

Listei e numerei os participantes em ordem alfabética e o resultado através de um gerador automático e aleatório de números, onde informei um numero inicial e um final.



E a grande ganhadora foi a Bárbara, nr. 2!!!

Bárbara, me envie por favor os seus dados para que eu possa lhe enviar o livro, fico aguardando!

Obrigada pela participação de todos, recebi alguns textos de pessoas que já leram o livro e pediram para não participar do sorteio, apenas da formação do nosso livro, então, em breve estarei com o livro montado, aceito sugestões de nomes, deixem aqui a suas opiniões!

Boas 24 horas!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Foi escolha minha!


É tão engraçado como ainda sinto e percebo que algumas pessoas não entendem e se indagam em relação ao fato de que hoje nada mais tenho de ligação com a dependência química e que mesmo assim, continuo a falar sobre o assunto.

É engraçado perceber que algumas pessoas pensam que faço o que faço porque ainda não me desliguei do Anjo Gabriel.

Não entendo por que é tão difícil as pessoas entenderem que EU ESCOLHI seguir a diante, construir uma família, voltar a viver, ser feliz, mas que eu também ESCOLHI não desistir da causa, eu ESCOLHI escrever sobre  tudo o que vivi porque fazer isso me faz bem, porque descobri que isso me ajuda da mesma forma que ajudo outras pessoas.

Eu hoje não convivo mais com a dependência química e seria fácil eu viver como se a história que vivi fosse apenas uma página do meu passado, tantas outras pessoas seguem em frente, reconstroem suas vidas, escrevem suas nova histórias nas páginas do grande livro da vida, eu também conseguiria, se eu quisesse, mas, eu não quero!

Não, eu não quero apagar da minha mente a dor e a aflição que essa doença causa, eu não quero esquecer porque lembrar me faz ter vontade de ajudar, de escrever, de falar.

Lembrar me dá forças.

Lembrar me mantém focada e com fé.

Lembrar me mantém consciente de que tudo há um motivo e uma razão e negar que aconteceu seria negar os motivos e as razões pelo qual aconteceu.

Pois é, eu sei que poderia estar quieta no meu canto, sem cutucar feridas, sem mexer em emoções e sentimentos guardados, mas eu não quero ser essa pessoa, eu quero ser eu mesma e fazer o que estou fazendo agora mesmo, escrever sobre algo que conheço: CODEPENDÊNCIA.

Eu escolhi escrever o livro e foi assim que me libertei, eu escolhi criar o blog e então me curei e escolho escrever aqui porque essa é a minha recuperação.

Simples assim, há quem se recupera se afastando e há quem se recupera vivenciando...

Esta sou eu, vivenciando, mas de uma forma diferente, de outro ângulo.

Hoje, sou grata por cada escolha que fiz, sou grata por ter pessoas como vocês que me acompanham, me entendem e me apoiam.

Bons momentos para nós, boas escolhas!



domingo, 2 de setembro de 2012

Promoção do blog

Boa tarde pessoal!

Estou em débito com vocês, na sexta era para ter ocorrido o sorteio do blog, valendo um exemplar do Livro Valeu a Pena, porém, infelizmente tive que viajar por motivo de falecimento na família e retornei somente hoje e por isso ainda não tive tempo de fazer o sorteio.

Peço desculpas para vocês e me comprometo a fazê-lo durante essa semana, assim que eu colocar a casa em ordem, dois dias longe de casa deixou um acúmulo de coisas para fazer.

Fiquem com em paz, boa semana para todos.

Boas 24 horas!

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