quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Me tornando uma codependente


E assim, a semana foi se passando, eu não saía de casa para nada,
passava o dia todo na frente do computador, lendo e tentando
entender, eram tantas informações, muitas não compreendi na época,
como sobre a codependência, eu havia visto em vários sites, tópicos
direcionados para esse assunto, mas não dei a importância que deveria
ter dado, eu estava me tornando uma codependente e não estava me
dando conta disso.

Em um dos milhares de sites que entrei para ler sobre o assunto, na
primeira página dizia: “A dependência química não tem a ver com
errar, com ser estúpido ou mau caráter, tem a ver com sofrimento e
necessidade de ajuda”. Mais tarde, vim a descobrir que o problema
não era ele usar drogas, não era isso que o tornava doente, o problema
era ele estar adoecido existencialmente, era os sentimentos e emoções
que ele tinha que o tornava doente e por vontade própria o levou a
buscar força e consolo nas drogas. Descobri que tratava-se de um
assunto psicológico e científico.

Estávamos nos falando todas as noites, ele dizia que estava bem, que
não estava sentindo falta e nem vontade, dizia apenas que sentia
saudades de mim, isso fazia eu me sentir especial para ele novamente,
cada vez em que nos falávamos, era como se meu coração fosse se
quebrar em pedaços, a dor era tão intensa, a saudades e a vontade de
estar perto eram tão fortes que eu me agarrava às lembranças boas
para ter forças, eu sabia que ele precisava de mim e eu também
precisava dele.
(Trechos do livro Valeu a Pena )

Eu me tornei uma codependente sem saber que era, eu estava buscando informações na internet para tentar entender a doença do meu então namorado adicto, mas, eu não sabia que um/uma codependente também precisa de ajuda e acompanhamento, eu estava 100% focada na recuperação e doença dela, e isso fez com que eu me afundasse em minha doença, e os sinais dela, já estavam aparecendo como no trecho acima, onde eu literalmente me sentia feliz ao ouvi-lo dizer que estava com saudades, ele estava na casa da irmã em outra cidade, cerca de 4 horas de distância, após ter tentado suicídio (já fiz uma postagem sobre esse dia), eu estava com saudades dele e com medo do que iria acontecer dali em diante e saber que ele também sentia saudades era capaz de acalmar a minha "doença", eu estava tão dependente dele quanto ele de mim.

É, isso é ser codependente.

Aos poucos, agente vai entendo essa doença e vai refletindo a respeito e percebendo que precisamos de ajuda para poder ajudar, que se nos anulamos para poder ajudar, já estamos condenados a atrapalhar.

Ser codependente não tem nada de nobre ou heroico, não permitam que essa doença se instalem em suas vidas...

Uma quinta iluminada para todos nós.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Crack a droga ilícita mais consumida

Olá pessoal,

No site da Veja de hoje,  tem uma reportagem falando sobre o crack, vou copiá-la aqui no blog e abaixo o link para quem quiser acessar no site.


30% dos prefeitos de SP dizem que o crack é a droga ilícita mais consumida em seu município

Resposta consta de pesquisa da Assembleia Legislativa. Em segundo lugar entre as drogas ilícitas vem a cocaína, depois a maconha e as drogas sintéticas. Álcool é a primeira entre as lícitas.

Natalia Cuminale

crack é a droga ilícita mais presente nos municípios do estado de São Paulo, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa de São Paulo. A pesquisa mostrou ainda que a maioria das cidades do estado, 79%, não possuem leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber dependentes químicos. Os dados foram coletados pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. A única droga mais usada que o crack é o álcool, que é lícito.

Droga mais usada

% de respostas dos munícipios paulistas

  1. • Álcool - 49%
  2. • Crack - 31%
  3. • Cocaína - 10%
  4. • Maconha - 9%
  5. • Drogas sintéticas - 0,59%

Para a pesquisa, foram enviados questionários com dez perguntas para os prefeitos de 645 municípios do estado. Os gestores de 325 cidades – onde se concentra 76% da população do estado – responderam às questões. A pesquisa mostrou que a utilização do crack ocorre em todos os municípios pesquisados.
Entre as questões, gestores responderam quais eram as drogas mais presentes em cada município. No topo do ranking, o álcool respondeu por 49% do total. Já o crack apareceu em segundo lugar, com 31% do total das respostas – seguido por cocaína, maconha e drogas sintéticas.
Segundo a pesquisa, o avanço do crack é mais acentuado em municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. Em regiões como Barretos, Ribeirão Preto e São José dos Campos, o crack aparece empatado com o álcool, ambos com 38% das respostas.
Do total de pesquisados, 63% dos prefeitos disseram que não ajudam financeiramente instituições ou entidades comunitárias que atendem dependentes químicos. Outro dado mostra que somente 5% dos municípios pesquisados recebem recursos do governo estadual para o enfrentamento do crack e outras drogas. Além disso, apenas 12% recebem verba do governo federal para o combate às drogas.
A pesquisa mostrou ainda dados com o perfil do dependente químico atendido pelo SUS. Segundo os resultados, 80% dos usuários se encontram na faixa etária entre 16 e 35 anos. Nos municípios com população entre 5 mil e 100 mil habitantes, 57% dos usuários estão na faixa etária entre 16 a 25 anos. O que, segundo a pesquisa, demonstra que o problema está mais acentuado entre os mais jovens.


Tragédia causada pelo álcool


Olá pessoas...

Acho que a grande maioria acompanhou a tragédia ocorrida na cidade de São Paulo nesse final de semana, onde um rapaz, com sinais de embriaguez e andando com a velocidade acima da permitida na marginal Pinheiros, atropelou e matou duas pessoas.

Mãe e filha, de 58 e 28 anos, estavam saindo do Shopping Villa-Lobos quando foram surpreendidas e atropeladas.

O motorista de 33 anos, está preso, e responderá por homicídio doloso, com intenção de matar, uma vez que ao dirigir bêbado, ele assumiu o risco de matar alguém.

Vejam abaixo a frase do filho e irmão das vítimas.

“A gente vive em um país ridículo, onde se coloca cerveja e álcool como drogas socialmente aceitas”, disse. Para Rafael, as leis são brandas. “O motorista que dirige em alta velocidade e bebe assumiu o risco [de provocar acidente]”, defendeu. Rafael é órfão de pai e agora perdeu a mãe e a única irmã."

Eu tenho que concordar, cada vez mais essa droga chamada álcool faz mais e mais vítimas e nossas leis continuam sendo brandas demais, será porque vender, comercializar, fabricar e cobrar impostos em cima da cerveja por exemplo é algo altamente lucrativo?

Não sei o que motiva termos leis tão flexíveis em relação à essa droga, hoje ainda é possível uma criança entrar em um bar e comprar uma dose de pinga ou uma latinha de cerveja, mesmo sendo proibido.

Não basta ter lei, tem que ter fiscalização.

É pessoal, falamos de drogas aqui,falamos de crack, cocaína, maconha e tantas outras, por isso não podia deixar de falar do álcool, uma droga liberada e "controlada" que mata cada vez mais...



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

É tempo de se levantar!


Não importa olhar para trás e culpar-se pelo que deixou de fazer. O importante agora é olhar para frente e enfrentar com fibra todas as dificuldades que o impedem de ser mais gente...
De ser mais você...
De ser mais humano...
Existe um mundo que espera muito de você!




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Reputação e caráter - Arnaldo Jabor


As circunstâncias entre as quais você vive, determinam a sua reputação.

A verdade em que você acredita, determina o seu caráter.

A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova.

O caráter é o que você tem quando vai embora...

A reputação é feita em uma momento.

O caráter é construído em uma vida inteira.

A reputação torna você rico ou pobre.

O caráter torna você feliz ou infeliz.

A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.

O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.

#boareflexão.

Ninguém escolhe ser codependente, mas deixar de ser é uma escolha!



O texto abaixo está sendo transcrito aqui no blog com a devida autorização pelo seu autor, o Psicoterapeuta Rui Freitas, recomendo que todos aqueles que se interessam por saber, entender a codependência, que o leia, é um texto que diz muito sobre esse terrível transtorno.



A Co-Dependência, Amor ou Maldição?

A entrega incondicional na relação amorosa desde há muito que se tornou um arquétipo universal, cantado pelos poetas, empolado nos romances e ilustrado no cinema ou no teatro em cenas dramáticas que nos comovem a todos, tal é o nosso desejo de sermos assolados por um  sentimento amoroso tão avassalador.
Na realidade, a entrega sem limites ao outro tem consequências nefastas para o próprio e revela diversas fragilidades justificadas pela intensidade do sentimento amoroso. Gradualmente a pessoa anula-se na relação para poder servir os interesses da pessoa amada, funde-se com ela chegando mesmo a perder a sua própria identidade, enquanto reclama não sentir da outra parte o mesmo empenho e devoção.
A organização da vida de alguém em torno da pessoa amada ao ponto de tornar inconcebível a sua existência sem o outro é uma forma de dependência semelhante à dependência de drogas ou álcool, cujo carácter destrutivo requer tratamento e prevenção.
Desde o final dos anos 70 que surgiu no meio da psicoterapia o conceito de co-dependência inicialmente usado para descrever as pessoas cuja vida era afectada por alguém dependente de drogas ou álcool. Este conceito teve origem nos Alcoólicos Anónimos que organizaram grupos de auto-ajuda para apoiar os cônjuges de pessoas dependentes do álcool, os Al-Anon.
Estas pessoas eram caracterizadas por procurarem relações com pessoas dependentes de substâncias na medida que estas suscitariam comportamentos co-dependentes. Estes comportamentos incluíam uma enorme reactividade, necessidade permanente de controlo do outro, baixa auto-estima e esvaziamento emocional da pessoa co-dependente.
Este conceito rapidamente se alargou a  pessoas que estabelecem relações em que ficam obsessivas em controlar o comportamento do outro, esquecendo-se de si próprias e do que as terá levado a agir desta forma.
As pessoas co-dependentes sentem-se incompletas sem o parceiro(a). Têm pouco amor-próprio, são muito auto-críticas e sentem-se magoadas facilmente. Por estas razões os co-dependentes são muito reactivos às atitudes e comportamentos do outro, têm dificuldades em expressar certo tipo de sentimentos em que julgam ficar demasiado expostos ou vulneráveis. Por consequência, estas pessoas têm dificuldade em pedir ajuda, em reconhecer os seus erros e olhar para as suas feridas. Tudo porque têm medo de perder o controle. O controle sobre si próprias que é assim assegurado através do controle do outro.
Os co-dependentes tentam reforçar a sua auto-estima ajudando os outros a resolver os seus problemas, nem que para isso tenham de comprometer a sua integridade e os seus valores. Os co-dependentes têm dificuldade em dizer que não, têm relações sexuais sem vontade, despendem demasiado tempo a dizer que tudo vai bem.
Numa fase inicial, os co-dependentes dedicam-se a tentar “salvar o outro”, zelando quase religiosamente pelos seus interesses, tomando para si a responsabilidade das suas acções, pensando por eles, sofrendo as consequências do seu comportamento. Posteriormente, os co-dependentes zangam-se com os outros pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentir uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprios.
Este ciclo deixa a pessoa co-dependente ainda mais frágil porque deu tudo e afinal não mudou nada. Na verdade, a pessoa co-dependente ajuda o outro a perpetuar os seus problemas e a desresponsabilizar-se dos seus actos. Quando estas relações atingem um ponto de  ruptura, a pessoa co-dependente tende a procurar outra pessoa problemática para dar início a um novo ciclo.
A recuperação da co-dependência inicia-se pela tomada de consciência de que a pessoa precisa de centrar-se em si mesma, desprendendo-se da adição ao outro, procurando ajuda para identificar as suas vulnerabilidades e os vazios que tenta preencher através da dedicação aos outros. Quando as pessoas começam a gostar de si mesmas, a cuidar das suas feridas e a sará-las, quando aprendem a expressar os seus sentimentos e necessidades de forma adequada, as pessoas ganham noção dos seus limites e ganham perspectiva sobre si próprias.
Quando as pessoas gostam de si mesmas vão tender a procurar pessoas que as valorizem e respeitem pelo o que elas são. O ciclo da co-dependência pode ser interrompido e desfeito quando a pessoa co-dependente compreende que a resolução do seu problema reside em si próprio. Reside em tomar responsabilidade por si, tomar conta da sua vida e assim ficar disponível para poder verdadeiramente amar.
Sugestão de leituras sobre este tema:
“Vencer a Co-Dependência – Como Deixar de Controlar os Outros e Cuidar de Si”, Melody Beattie, Sinais de Fogo
“Mulheres que Amam Demais”, Robin Norwood, Sinais de Fogo
Para quem quiser conhecer o site, onde contém tantos outros artigos interessantes, segue o link http://www.ruiferreiranunes.com/artigos/a-co-dependencia-amor-ou-maldicao/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Falando de codependência...



Eu caminho, dou voltas, mudo de assunto aqui no blog, mas, não tem como não falar dela, da codependência, afinal, esse blog foi criado para isso não é mesmo? Eu apenas abordo outros assuntos que julgo interessantes, mas, falar de codependência é importante para manter o foco e ajudar meus leitores.


Por isso, vamos lá!


Estou me preparando para uma palestra que darei mês que vem aqui na minha cidade, será realizada a Semana da Paz e eu falarei é claro sobre codependência e a primeira coisa que me pergunto é: O que é codependência para mim?


Embora exista muitas explicações técnicas de fácil acesso na internet, eu pretendo dar a minha explicação, pretendo usar da minha realidade e vivência para abordar o tema e então a resposta me vem na cabeça.


" Ser codependente é permitir que a sua existência deixe de ser a coisa mais importante para você, é se anular em nome de alguém ou de várias pessoas, é perder a fé em você mesmo enquanto você prega ter fé no outro, é parar de viver e passar a sobreviver somente. Ser codependente é querer estar sempre no controle, é se sentir responsável pela a vida do outro de tal forma que nos esquecemos que somos responsáveis pela a nossa também, é viver sendo a sombra de si e mais nada."


"Eu ainda digo que ser codependente é sentir culpa por algo que não existe culpados, é sentir pena de si por dentro e por fora ser forte como uma rocha, é sentir a necessidade de se manter firme porque acredita que sendo "normal" como qualquer outra pessoa, ou seja, tendo momentos de fraqueza, a torna vulnerável e perde a credibilidade com os outros."


Eu era assim, buscava aprovação para os meus atos, tolerava qualquer coisa em nome de um AMOR, eu tentava estar sempre no controle das situações, tentando demonstrar calma e serenidade, quando no fundo eu estava desesperada.


Ser codependente é ser DEPENDENTE emocionalmente de alguém, é viver em segundo plano, é sentir de certa forma a obrigação de de viver em função do outro.


A palavra chave aqui é falta de equilíbrio, eu perdi o meu e por isso me tornei uma codependente e normalmente é isso o que acontece.


Era  uma relação de via de mão dupla, eu precisava que ele, dependente químico, precisasse de mim. Isso era fato.


Eu aprendi a desenvolver uma relação saudável, aprendi a controlar a minha compulsividade por querer controlar e se eu consegui, todos conseguem, bastar tomarem consciência de que são codependentes, aceitarem serem impotentes perante o outro e buscarem ajuda.


Para finalizar, abaixo um texto retirado do CODA - Codependentes Anônimos



As perguntas a seguir servem para identificar
possíveis padrões de codependência. 

Somos conscientes que o Autoconhecimento é um assunto muito sério e por sua vez pessoal. Esperamos que estas perguntas possam ser-lhe úteis...
  • Você se sente responsável por outra pessoa? Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
  • Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
  • Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?
  • Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
  • Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
  • Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você sente-se inadequado?
  • Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
  • Você sente vergonha da sua própria vida?
  • Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  • Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
  • Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
  • Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
  • O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
  • Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
  • Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?
  • Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
  • Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
  • Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
  • Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha.
Fonte:
 http://www.codabrasil.org/index1.htm



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vamos fazer os nossos caminhos?


“Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar, 
para atravessar o rio da vida
- ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números,
e pontes, e semi-deuses que te oferecerão
para levar-te além do rio:
mas isto custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.
 Onde levas? Não perguntes, segue-o.
 
(Friedrich Nietzsche)

Nós, codependentes, temos uma certa tendência a deixarmos de trilhar nossos caminhos e passarmos a trilhar o caminho do outro e com isso, vamos cada vez mais, mudando o percurso da nossa vida. 
Fazendo um caminho que não é nosso, estamos cada vez mais nos afastando de nós mesmos e perdendo a nossa própria identidade, deixamos de colher frutos que deveríamos colher em nosso caminho e passamos a colher os frutos que não nos pertencem, deixamos de ver as paisagens que gostaríamos de ver e passamos a ver as paisagens do caminho do outro, seguindo o caminho que não é nosso, estamos sempre perdendo aquilo que é nosso.

Pensem nisso!


domingo, 11 de setembro de 2011

Falando de paz!


O MUNDO NÃO ESTÁ AMEAÇADO PELAS MÁS PESSOAS, 
MAS SIM POR AQUELES QUE PERMITEM A MALDADE 
ALBERT EINSTEIN



Hoje vamos falar de paz!

Aproveitando o "gancho", já que hoje na mídia tudo o que vemos são notícias sobre o 11 de Setembro, vou abordar o tema PAZ, mas, sobre uma outra perspectiva.

Eu discordo com o método utilizado para se falar sobre um determinado assunto, utilizando imagens contrárias ao tema proposto. Por exemplo: Se quero falar de PAZ, não vou usar fatos e imagens de gerra, terror, medo e sofrimento. Se quero falar de PAZ, eu tenho é que dar exemplos de pessoas, de lugares que de fato pregam a paz.

Eu sou a favor de uma campanha " A favor da paz" e não de uma campanha " Contra a violência"

Entendem a diferença? Pode parecer besteira, mas, essa mudança de colocação sobre o mesmo tema, faz toda a diferença.

Diariamente, ao abrirmos as páginas da internet, ao lermos um jornal, somos bombardeados com notícias de tragédia, de sofrimento e isso se reflete em nosso estado emocional, é muito mais prazeroso quando vemos uma notícia boa, de algum acontecimento positivo do que quando vemos uma notícia de dor e é essa cultura que precisa ser mudada, uma vez que violência não é um fenômeno natural, é algo pertencente ao ser humano, portanto, só depende de nós mudarmos isso.

Para se obter a paz, é precisa que ela nasça primeiro em você e assim sendo, ela se tornará uma intenção coletiva. Um grande exemplo de alguém que soube pregar a paz perfeitamente é Mahtama Gandhi, que lutou pacificamente contra a violência, Martin Luther King Jr também nos deixou belos exemplos de conquistas e lutas utilizando a paz como seu princípio.

Nós podemos diariamente, pregarmos e vivermos a paz, basta mudarmos algumas atitudes. 

Se você é daqueles que quando está em uma briga ou discussão, só a encerra quando a sua voz é a última a ser ouvida, o último grito tem que ser o seu, mude, ouça antes de querer ser ouvido, afinal, mesmo você estando com a razão, não vai ser gritando que irá provar isso.

Quando você for provocado, pratique a paz, como? Praticando o silêncio, mantendo-se sereno no momento de raiva e provocação. Saiba que essa não é uma tarefa fácil, requer força de vontade e treino, mas, o resultado fará bem para você e para o mundo.

Aprenda a parar! Seja sensível ao ponto de perceber quando uma situação não o levará para lugar nenhum e pare, quando começamos uma briga, não sabemos até onde ela vai, se vai terminar tudo bem ou se vai terminar em algo ruim. Evite o final ruim e a única forma de fazer isso, é evitar a briga.

Para encerrar essa postagem,  uma reflexão.

PAZ

Havia um grande rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas.
Todos os que olharam para essa pintura, pensavam que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas... Mas essas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre ela havia um céu tempestuoso, do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo, parecia retumbar uma espumosa corrente de água. Tudo isso se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata, havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali no meio do reído, da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.
Sabem qual das pinturas o rei escolheu?
A segunda e sabem por quê?
"Porque" explicou o rei "Paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que apesar de estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração.
Esse é o verdadeiro significado da paz"

Bom domingo à todos!





Palavras de reflexão


"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão...
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosase que se movem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções.Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar.E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair todas as coisas.Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem!Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr.
Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.

            Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim 

mesmo, agora um Deus dança em mim!"

(Friedrich Nietzsche)


sábado, 10 de setembro de 2011

Vamos procurar a felicidade?



"Depois que cansei de procurar aprendi a encontrar.
Depois que um vento me opôs resistência,
velejo com todos os ventos."

(Friedrich Nietzsche)


Refletindo sobre a frase acima, acho que vem bem a calhar, agente normalmente se envolve tanto com nossos problemas, nossas confusões e medos, vivemos sempre em busca de algo que nem nos damos conta de que talvez as adversidades nos são impostas para justamente nos fazerem tomar rumos diferentes, rumos que serão favoráveis para nós mesmos.
Precisamos a aprender a curtir mais o momento, a sentir alegria no hoje e no agora.


Fica a reflexão então...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A CORAGEM DE AMAR



Olá pessoal,


Meio sumida, mas tentando me manter presente aqui, a postagem de hoje vai ser sobre um tema bem comum, porém, visto através de alguém que sempre admirei muito, devido a sua sabedoria e seus ensinamentos.


vejam bem, não tem nada a ver com religião, ok, vou apenas utilizar um texto que acho interessante, que se chama A CORAGEM DE AMAR - de OSHO.




Se ama profundamente, você não sente medo. O medo éuma negatividade, uma ausência. Isso tem que ficar profundamente entendido. Caso contrário, você nunca vai entender a natureza do medo.

É como a escuridão. A escuridão não existe, ela só parece existir. Na verdade, ela é só ausência de luz. A luz existe; apague a luz e a escuridão aparece. A escuridão não existe, você não pode acabar com ela. Faça o que fizer, você não pode acabar com ela. Não pode trazê-la, não pode projetá-la.

Se quiser fazer alguma coisa com a escuridão, terá que fazer alguma coisa com a luz, pois só podemos estabelecer relação com algo que tenha existência própria. Apague a luz e a escuridão se fará presente; acenda a luz e a escuridão desaparecerá — mas você fará algo com a luz. Vocênão poderá fazer nada com a escuridão.

Medo é escuridão. É ausência de amor. Você não pode fazer nada com relação a ele, e quanto mais fizer mais amedrontado vai ficar, pois mais você achará impossível. O problema vai ficando cada vez mais complicado. Quanto mais você brigar com a escuridão, mais sairá derrotado. Você pode empunhar uma espada e matar a escuridão: isso só servirá para deixá-lo exausto. E finalmente a mente pensará, “A escuridão é muito poderosa, por isso me derrotou”.

É aí que a lógica falha. É absolutamente lógico — se você luta contra a escuridão e não consegue vencê-la, não consegue destruí-la, é absolutamente lógico pensar que a escuridão é muito, muito poderosa. Você é impotente diante dela. Mas a realidade é justamente o oposto. Você não é impotente; a escuridão é impotente. Na verdade, a escuridão não está ali, é por isso que você não pode derrotá-la. Como você pode derrotar alguma coisa que não existe?

Não lute contra o medo; do contrário, você ficará cada vez mais amedrontado e um novo medo invadirá seu ser: o medo do medo, que é muito perigoso. Em primeiro lugar, o medo é uma ausência e, em segundo, o medo do medo é o medo da ausência da ausência. Então vocêenlouquece.

O medo nada mais é que ausência de amor. Faça algo com amor, esqueça o medo. Se você ama bastante, o medo desaparece. Se ama profundamente, você não sente medo.

Quando amou alguém, mesmo que por um único instante, você sentiu medo? O medo não existe em nenhum relacionamento em que, mesmo que por um único instante, duas pessoas se amaram profundamente e aconteceu um encontro, elas entraram em sintonia — nesse momento não se sente medo.

É como se a luz simplesmente estivesse acesa e a escuridão desaparece — eis a chave secreta:ame mais.

Se você sente que existe medo em seu ser, ame mais. Seja corajoso ao amar; tenha coragem. Seja aventureiro no amor; ame mais e ame incondicionalmente, porque quanto mais você ama menos medo sente.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"


Bom pessoal, acho que podemos utilizar o texto acima em nossa realidade, justamente por a maioria de nós sermos codependentes e consequentemente temerosos  em relação ao AMOR, por isso, vamos refletir sobre  o que temos medo e se esse medo existe de verdade ou não?

Boas 24 horas para todos nós!


Inocentes prisioneiros - reflexão


Um sábio rei foi visitar a prisão de seu palácio e começou a escutar as queixas dos presos.
Um preso, acusado de ter cometido um assassinato, disse:

Sou inocente. Vim para cá porque quis assustar minha mulher, e
sem querer a matei!

O outro dizia:

Me acusaram de suborno, mas tudo o que fiz foi aceitar um
presente que me ofereciam.

Todos os presos clamaram ao rei por inocência. Até que um deles, um rapaz de pouco mais de vinte anos, disse:

Sou culpado. Machuquei meu irmão numa briga e mereço castigo.

Este lugar me faz refletir sobre o mal que causei.

O rei, imediatamente chamou os guardas e ordenou:

Expulsem este criminoso da prisão, agora! Com tantos inocentes
aqui ele terminará os corrompendo.

LIÇÃO DE VIDA:
Quando sua consciência não cobra de você seus erros, a tendência é continuar errando. Mas quando você tem a coragem de assumir seus crimes, suas falhas, aí, já começa a sua redenção e a possibilidade de ser perdoado!!!


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